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Iluminação alternativa com postes solares e lampiões foi instalada com apoio da Fundação BB

Quatro minutos e quarenta segundos são suficientes para mostrar a transformação na vida das pessoas que moram na comunidade Kalunga de São Domingos, em Goiás, depois que receberam a visita dos voluntários da ONG Litro de Luz Brasil  para uma ação de iluminação na região. Esse é o tempo do vídeo lançado neste mês que mostra toda a ação envolvendo o relacionamento, treinamento e interação entre a comunidade com os voluntários durante seis dias, em 2018.

Conhecida com uma das maiores áreas quilombolas do Brasil, a comunidade Kalunga é composta por cerca de 200 famílias espalhadas pela região do interior de Goiás. Nesta ação, a Litro de Luz atuou na comunidade de São Domingos e outros sete povoados entre os dias 15 a 21 de outubro e instalou 220 lampiões e 10 postes de energia solar sustentável impactando diretamente cerca de 800 pessoas.

Segundo Lais Higashi, presidente da ONG no Brasil, a intervenção no local surgiu depois que a comunidade fez contato com a instituição pelas redes sociais. Após uma visita na região, a Litro de Luz participou de um edital interno da Fundação Banco do Brasil, quando foi selecionada para a ação. Depois disso, um grupo com 40 voluntários foi a campo para iniciar as atividades com a comunidade.

Inicialmente foi realizado um treinamento com os moradores locais, que também participam do projeto. Em seguida foi eleito um embaixador local, responsável pela multiplicação das informações da ONG com os demais moradores. Durante os seis dias a comunidade aprendeu a montar e instalar os equipamentos.  

 

Esta é a segunda vez que a organização ilumina a região Kalunga. Em 2017, a Litro de Luz levou 57 postes e 80 lampiões para a comunidade do Prata, que fica a 200 quilômetros de Cavalcante. Nesta ação, cerca de 80 famílias da região que não contavam com iluminação pública foram beneficiadas. Veja aqui o vídeo da ação em Cavalcante.

Recordações de um voluntário

Jonatas Teles tem 21 anos e mora na comunidade Sol Nascente, em Ceilândia, Brasília. O local recebeu a visita da Litro de Luz em 2016, quando ele foi eleito embaixador daquela região. Ele explica que quando recebeu a capacitação já se apaixonou pelo projeto. Segundo Jonatas, os embaixadores são responsáveis pela manutenção das soluções entregues naquela comunidade, sejam os postes ou lampiões, além de responder pela ONG na região e tirar dúvidas das pessoas da comunidade que desejam aprender a montar o equipamento.Veja abaixo o depoimento dele: 

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Energia sustentável

A ONG Litro de Luz é uma organização internacional que opera em mais de 20 países. No Brasil, está presente nas cinco regiões e já visitou cerca de cem comunidades, tendo instalado aproximadamente 1.800 soluções entre postes de luz e lampiões – impactando 10 mil pessoas. A instituição leva luz até moradores de comunidades locais que não possuem acesso à energia elétrica ou que vivem sem luz em suas casas, utilizando uma tecnologia simples, econômica e ecologicamente sustentável, composta por garrafas plásticas, painéis solares e lâmpadas LED.

Tecnologia Social

Reconhecido como tecnologia social pela Fundação BB em 2017, o poste de luz solar foi um dos vencedores do Prêmio de Tecnologia Social e integra o Banco de Tecnologias Sociais da instituição para que a metodologia possa ser reaplicada em outras regiões do país. Confira a metodologia aqui

Seja um voluntário da Litro de Luz

Os processos para voluntários da ONG são abertos de tempos em tempos e podem ser conferidos site: www.litrodeluz.com e na fanpage do Facebook.

 

Confira a galeria de fotos da ação em São Domingos

 

 

 

 

 

 

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Coletivo agroecológico investiu em irrigação no cultivo de alimentos e apicultura

“Lugar de mulher do campo é na cozinha.” Esta frase é ultrapassada para boa parte das alunas da Escola Familia Agrícola de Goiás, na região da antiga capital do estado. As mulheres agora desempenham papeis no cultivo da plantação e na administração da propriedade e conseguem financiamento para seus projetos.

Elas são a maioria num grupo de 22 jovens que formaram um coletivo agroecológico vinculado à Associação de Pais e Alunos da Escola da Família Agrícola de Goiás (EFAGO). A proposta para formar o coletivo foi selecionada no edital do Programa de Juventude Rural. Cada integrante entrou com um projeto de produção, beneficiamento ou comercialização de produtos agrícolas, com base em agroecologia. O recurso de R$ 200 mil reais distribuídos entre os participantes foi investido principalmente em irrigação e apicultura.

Nayara Rodrigues, de 22 anos, disse que o investimento foi um estímulo para as mulheres se voltarem para a produção. “Com o projeto, a gente conseguiu ter mais iniciativa e tomar a frente.” Ela usou a verba para plantar milho e maracujá. “Esse investimento foi bom porque possibilitou ter lucro com aquilo que gostamos de fazer. A gente teve a oportunidade de escolher o que queria”, explica.

“Ficamos mais independentes, não dependendo tanto dos homens, do marido e dos pais. Foi um incentivo para os jovens continuarem no campo”, afirma Ana Paula Ferreira, de 29 anos, que mantém um apiário no mesmo lote onde fica a casa em que vive com a família. 

A participante Jéssica Souza, de 24 anos, diz que a mentalidade em relação aos papeis de mulheres e homens no campo vem mudando. “A gente começa a perceber que é capaz de fazer as duas coisas, tanto ficar em casa, como também participar na roça, como o homem também começa a perceber que ele pode fazer as duas coisas”.

Junto com o marido Édipo Santana, Jéssica cultiva milho, quiabo e jiló, com a ajuda dos pais dela, em uma área de um hectare e meio. De acordo com eles, as capacitações oferecidas dentro do Juventude Rural ajudaram a perceber novas possibilidades de produção, comercialização e divulgação, como o uso de redes sociais, por exemplo. O resultado tem sido positivo e eles até pensam em ampliar o empreendimento. “A gente tá pensando em aumentar mais a produção e buscar mais comércio, talvez tenha que empregar mais pessoas para ajudar”, afirma Édipo.

“Grande parte da juventude que participou desse projeto está no campo, voltou pra trabalhar com as famílias e tem hoje um trabalho específico dentro da propriedade”, destacou Iracélia Ferreira, professora e ex-presidente da Efago.

Assista ao vídeo sobre o projeto do Coletivo Agroecológico:

 

 

O que é agroecologia
A agroecologia é uma forma de cultivo que integra diversas espécies no mesmo ecossistema, respeita os ciclos da natureza, otimiza o uso dos recursos (água, incidência de luz solar, ocupação do solo) e dispensa o uso de agrotóxicos. O combate às pragas é feito por meio de predadores naturais, como os insetos.

Juventude Rural
O edital Juventude Rural é uma iniciativa da Fundação Banco do Brasil em parceria com o BNDES e a Secretaria Nacional de Juventude (SNJ/SGPR). O objetivo é gerar oportunidades de emprego e renda para pessoas de 15 a 29 anos permanecerem no campo. Foram selecionadas 49 propostas, apresentadas por entidades de agricultores familiares ou de extrativistas, pescadores artesanais e povos tradicionais. 

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A Ong Litro de Luz já instalou mais de 400 postes com iluminação gratuita, por meio de energia solar

 

“Pode levar, não preciso mais desta lanterna. Agora tenho luz em frente a minha casa”. Foi com este gesto que Pedrinho*, menino da comunidade de Ferraz de Vasconcelos, no interior de São Paulo, agradeceu ao voluntário da Ong Litro de Luz, quando viu pela primeira vez, um poste de luz iluminando a sua rua.

O agradecimento não foi em vão. Pelo menos três comunidades da cidade viviam completamente no escuro, sem a previsão de energia elétrica: Vila Santa Margarida, Brejo e Cidade de Deus. Agora eles contam com postes e lampiões que geram luz através de energia solar. Uma solução eficiente, barata e que agora concorre ao Prêmio Fundação BB de Tecnologia Social.

No Brasil desde 2014, a Litro de Luz desenvolve soluções ecológicas e economicamente sustentáveis para combater a falta de iluminação nas cinco regiões do país e já impactou diretamente mais de cinco mil pessoas. Foi por meio de uma solução acessível criada pelo brasileiro Alfredo Moser, em 2002 - que usou garrafas pet abastecidas com água e alvejante para solucionar o problema da falta de luz dentro de casa – que o movimento global Liter of Light foi criado nas Filipinas, em 2011.

Segundo Laís Higashi, presidente da Litro de Luz, a Ong conta atualmente com cerca de  150 voluntários entre São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Campina Grande, Manaus e Florianópolis. A sede fica em Vila Prudente, em São Paulo. “Uma equipe é responsável pelas demandas e análises das comunidades que serão atendidas. Depois disso, há o contato e o treinamento com os moradores locais, que também participam do projeto”, explica.

A estrutura do poste é toda montada com canos de PVC para facilitar a colocação de cimento e fixação no solo, e possibilitar a passagem de fiação elétrica. Dentro de uma caixa hermética fixada ao corpo do poste, coloca-se a bateria e o circuito responsável pelo acionamento da lâmpada e pela transferência da energia que é captada pela placa solar para recarga da bateria. Finalmente, a placa solar é presa no topo e, para a proteção do led, é utilizada uma garrafa pet. Para arcar com os custos de material a Litro de Luz trabalha com iniciativas como workshops, voluntariado corporativo e ações específicas patrocinadas por parceiras. As garrafas plásticas especificamente são recolhidas por voluntários antes das ações.

Desde o início do projeto a Ong já levou luz para 15 comunidades de sete cidades. E os planos não param por aí. Para 2017 estão previstas instalações em Manaus, Rio de Janeiro, São Paulo e para a comunidade Kalunga, maior comunidade quilombola do Brasil, localizada na região da Chapada dos Veadeiros, em Goiás. Além dos postes solares, que serão colocados nas áreas públicas, serão entregues também lampiões para iluminar ambientes internos e que são fáceis de transportar, permitindo que os moradores os levem de um lugar ao outro. Todas as soluções serão construídas em conjunto, pelos voluntários da Litro de Luz e pelos moradores, que aprendem todo o processo, incluindo a montagem, instalação e manutenção dos postes e dos lampiões.

Conheça outras iniciativas finalistas do Prêmio Fundação BB de Tecnologia Social 2017 em fbb.org.br/finalistas

Finalista do Prêmio de Tecnologia Social

Foi através da internet que os voluntários da Litro de Luz souberam das inscrições e resolveram participar  do Prêmio. A instituição foi selecionada entre 735 propostas e recebeu a certificação de tecnologia social. Agora é uma das finalistas na categoria “Cidades Sustentáveis e/ou Inovação Digital” e concorre ao prêmio principal de R$ 50 mil, que será entregue ao primeiro colocado de cada categoria do prêmio, em novembro. “Todos os voluntários estão extremamente animados e sentiram-se reconhecidos com a certificação na primeira fase do Prêmio”, diz Higashi.

Realizado a cada dois anos, o Prêmio Fundação BB de Tecnologia Social é considerado um dos principais do terceiro setor no País. Este ano, o concurso tem a cooperação da Unesco no Brasil e o apoio do Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF), do Banco Mundial, da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).

Você pode conferir a iniciativa Poste de Luz Solar: Litro de Luz Brasil no Banco de Tecnologias Sociais da Fundação BB acessando https://goo.gl/v4k6bD


(*) Pedrinho é um nome fictício.

 A divulgação deste projeto contempla três Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, que fazem parte da Agenda da Organização das Nações Unidas com metas para o ano de 2030.

 

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