Segunda, 07 Maio 2018 09:03

Ler faz toda a diferença

Tecnologia social cria biblioteca comunitária em residencial popular no Ceará

Uma tecnologia social tem mudado o hábito dos moradores do Residencial Nova Caiçara (Orgulho Tropical), da cidade de Sobral (CE), e motivado as pessoas a se entregarem a um bom livro. Trata-se da ação “Criação de Bibliotecas Comunitárias Vaga Lume”, reaplicada pela Fundação Banco do Brasil em residenciais populares com o objetivo de promover intercâmbios culturais por meio da leitura, escrita e oralidade. O projeto ainda mobiliza a comunidade para a transformação de sua realidade.

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Na primeira etapa, iniciada no final de abril, 23 residentes do Nova Caiçara foram capacitados como mediadores de leitura. Além disso, um espaço foi adaptado com biblioteca com estantes, 600 livros – infantis, de poemas, paradidáticos e de leitura jovem - e esteiras de palhas - artesanato típico da região - para acomodar os leitores. Também serão desenvolvidas atividades lúdicas e interativas como dramatização, saraus e jogos didáticos.

Inaugurado em 2014, o conjunto habitacional tem 3.682 apartamentos onde vivem 20 mil pessoas. Francisco Barbosa de Sousa foi um dos primeiros moradores a se mudar para o residencial e se tornou líder da associação do local. “Nosso condomínio é muito grande e não oferece atividades aos jovens. E se você encontrar alguém querendo proporcionar uma leitura, não é bom? Estamos todos muito felizes com o projeto, e os pais ainda mais porque acreditam que a leitura vai desviar os filhos do mau caminho”, declarou.

A tecnologia social Criação de Bibliotecas Comunitárias Vaga Lume, faz parte do projeto "Moradia Urbana com Tecnologias Sociais (MUTS)”, da Fundação Banco do Brasil, que selecionou, por meio de edital, entidades interessadas em reaplicar tecnologias sociais em empreendimentos imobiliários populares, com renda familiar até R$1.800. No projeto de Sobral, o investimento social foi de R$ 107 mil, com execução da Agência de Desenvolvimento Econômico Local (Adel), em parceria com a Associação Vaga Lume.

Wagner Gomes, diretor de negócios da Agência de Desenvolvimento Local (Adel) disse que foi uma experiência rica porque percebeu boa receptividade junto a associação de moradores. “A interação entre a Vaga Lume, a Fundação e a Adel, que são os parceiros do projeto, foi muito boa para alcançarmos os resultados almejados”, declarou. A biblioteca comunitária foi a tecnologia social que despertou maior interessante por parte dos moradores. As assembleias realizadas junto aos moradores tiveram boa representatividade com uma média de 500 participantes em cada reunião. “Eles ficaram conscientes que são atores centrais neste processo, mesmo porque darão prosseguimento na manutenção dos espaços de leitura”, comentou. Há um elemento importante neste processo que é o mediador de leitura que trabalha de forma voluntária junto às crianças e adolescentes fazendo rodas de leituras nas quadras dos condomínios.

Outros três municípios brasileiros também receberam a metodologia Criação de Bibliotecas Comunitárias Vaga Lume: Cruz das Almas (BA), Pedreira (SP) e Paraíso do Tocantins (TO). Desde 2015, 55 residenciais populares que contam com financiamento do Banco do Brasil em todo o país iniciaram o Projeto Moradia Urbana com Tecnologia Social (MUTS). Em cada empreendimento onde é implantado o projeto, os moradores passam por uma metodologia de mobilização e organização comunitária, chamada “Transformando Realidades por meio da Mobilização e Organização Comunitária” e participam de oficinas de educação financeira e outras capacitações. A partir de então, eles escolhem uma tecnologia social entre quatro opções possíveis: “Bibliotecas Comunitárias Vaga Lume”; “Gestão Comunitária de Resíduos Orgânicos e Agricultura Urbana - Revolução dos Baldinhos”; “Redecriar – Joias Sustentáveis na Ilha das Flores” e “Produção Agroecológica de Alimentos em Meio Urbano”.

A divulgação deste projeto contempla os seguintes Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, que fazem parte da Agenda da Organização das Nações Unidas com metas para o ano de 2030:

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Ações geram oportunidades de trabalho e contribuem para a segurança alimentar em comunidades de Icapuí, no litoral do estado

Um conjunto de iniciativas de baixo custo estão mudando a realidade das comunidades de Icapuí, no litoral do Ceará. A tecnologia social “De Olho na Água, desenvolvida pela Fundação Brasil Cidadão para Educação Cultura Tecnologia e Meio Ambiente (FBC) produziu conhecimento científico, desenvolveu práticas sustentáveis, gerou atividades econômicas de baixo impacto e provocou a mudança de atitude nos moradores da região.

A metodologia possibilitou a implantação de canteiros bio-sépticos (ou fossas biológicas) e de cisternas para captação e armazenamento de água pluvial em oito comunidades, evitando a contaminação dos lençóis freáticos pelo esgoto doméstico, com efetiva melhora da qualidade hídrica dos mananciais e preservação dos recursos naturais.

Somam-se a essas conquistas, a recuperação de nove hectares de mangue com mais de 100 mil mudas produzidas e plantadas; o cultivo sustentável de algas marinhas; a implantação de 200 colmeias de abelhas nativas sem ferrão, a mobilização de todas as 34 comunidades e escolas públicas por meio da educação ambiental; criação de banco de dados e 18 publicações na área, além de duas trilhas ecológicas e uma passarela sobre o mangue. O conjunto de iniciativas formam a chamada "Teia da Sustentabilidade", com ações relacionadas e influência mútua. Quando um projeto é afetado, ele compromete os demais.

Com a replicação e divulgação da tecnologia social, o "De olho na Água" tornou-se referência e recebe visitas de pessoas do Brasil e de outros países. As ações também geram oportunidades de trabalho e contribuem para a segurança alimentar e melhora da renda das famílias.

"Nunca imaginei que chegaríamos a esse patamar. O município tem grande sentimento de pertencimento. O projeto é um ponto de passagem com muito aprendizado, incentivando a educação na comunidade, inclusive com estudantes cursando o mestrado e o doutorado. A nossa missão é ser facilitador, porque quem faz tudo é a comunidade. O trabalho coletivo mantém as pessoas mais fortes e produtivas”, declarou Maria Leinad Carbognin, responsável pela tecnologia.

A socióloga e coordenadora de projetos da FBC, Ana Paula Lima, conta que a sua ligação com a entidade se deu após participar de atividades e capacitações, e que seus trabalhos de pesquisa, tanto na graduação como no mestrado foram voltados para os projetos. “A entidade abriu as portas para mim e possibilitou a minha inserção no mestrado. Assim como eu, muitos outros jovens tiveram a chance de galgar para outros patamares. O trabalho desenvolvido não encanta só os moradores da região, mas também os milhares de visitantes”.

Prêmio Fundação BB de Tecnologia Social
Este ano, o Prêmio Fundação BB tem 18 finalistas nas categorias nacionais e três na internacional. O evento de premiação será realizado em novembro e tem a cooperação da Unesco no Brasil e o apoio do Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF), do Banco Mundial, da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).

Você pode conferir as finalistas acessando fbb.org.br/finalistas.

A divulgação deste projeto contempla quatro Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, que fazem parte da Agenda da Organização das Nações Unidas com metas para o ano de 2030.

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Finalista no Prêmio Fundação BB de Tecnologia Social, a Rede Bodega do Ceará está presente em cinco municípios do estado

Sabe aqueles lugares onde você encontra tudo o que precisa? No estado do Ceará eles são chamados de Bodegas: espaços coletivos e solidários de divulgação e comercialização de produtos - alimentos, roupas e livros, por exemplo - frutos do trabalho de homens e mulheres do campo e da cidade.

Articulada pela Rede Cáritas, a partir de demanda de grupos organizados em cooperativas e associações, a tecnologia social "Rede Bodega de Comercialização Solidária" está presente no estado do Ceará, além da capital Fortaleza, onde recebe o nome de a Budegama, e em outros quatro municípios: Sobral, com a Bodega dos Arcos; Viçosa, com a Bodega do Povo; Aracati, com a Bodega Nordeste Vivo e Solidário e Maranguape, com a Bodega da Vila.

Finalista no Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social, na Categoria Economia Solidária, a metodologia é constituída de pontos fixos de comercialização coletiva e autogestionária, que abriga trabalhos de 220 famílias de agricultores familiares, extrativistas, costureiras, artesãos, escritores e poetas.

De acordo com Izabel Cristina de Lima, responsável pela iniciativa, a participação das mulheres se dá em todos os aspectos, na produção de artesanato, de alimentação, na gestão dos grupos de produção, sejam eles formais e informais. A presença feminina também é maioria na diretoria e na comissão gestora.

“Elas estão nas feiras, nos encontros e detêm a fala sobre a Rede Bodega, mesmo nas regiões onde se tem uma expressiva participação masculina e isso revela um dado já mostrado em pesquisas, que no Brasil a economia solidária tem rosto feminino, pois é a maioria no movimento”, destacou Izabel.

Ana Lurdes de Freitas expõe seu trabalho na Bodega da Vila, situada na cidade de Maranguape, a 26 quilômetros de Fortaleza. Especialista na confecção do rói rói - brinquedo que leva esse nome por conta do som que emite -, a artesã trabalha em parceria com outras nove pessoas.

Na Bodega da Vila, além do rói rói, o visitante também pode encontrar cartões com poesias produzidas pelos artistas locais, livros, brinquedos confeccionados a partir de materiais reciclados e brindes feitos com madeiras reaproveitadas, além de alimentos variados e outras atrações.

O espaço também oferece hospedagens na pousada local - com capacidade para receber até 30 pessoas-, serviços de massoterapia e reiki. “Vivemos do que produzimos, das poesias, do artesanato, das apresentações artísticas e das oficinas que ministramos. Com o nosso trabalho, também ajudamos as pessoas a adquirirem o gosto pela leitura e pela poesia”, declarou Ana.

Sobre o Prêmio

A fase final do Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social irá selecionar vencedoras entre 18 finalistas nas categorias nacionais e três na internacional. O evento de premiação será realizado em 23 de novembro. Entre as 735 inscritas neste ano, 173 foram certificadas e passaram a constar no Banco de Tecnologias Sociais (BTS), um acervo online gratuito de soluções para problemas sociais mantido pela Fundação BB.

Nesta edição, o concurso tem a cooperação da Unesco no Brasil e o apoio do Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF), do Banco Mundial, da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).

Veja aqui a lista das finalistas do Prêmio 

Veja aqui a lista das 173 certificadas

Visite o site do Prêmio


A divulgação deste projeto contempla quatro Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, que fazem parte da Agenda da Organização das Nações Unidas com metas para o ano de 2030.

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