Trabalho envolve plantio de mudas nativas em sistema de agrofloresta e educação ambiental

A região do Médio Paraíba do Sul, no Estado do Rio de Janeiro, abriga a Ong Vale Verdejante, entidade que realiza um importante trabalho de recuperação de áreas degradadas da Mata Atlântica, com práticas ambientais de conservação do bioma e sensibilização junto à população. Em 12 anos de existência, a ONG promoveu o plantio de 5 mil mudas nativas de pau brasil, pau jacaré, pau formiga, pau ferro, grumichama, pitangueiras, cedro rosa, jequitibá, tamboril, guapuruvu e juçara, entre outras espécies.

As tecnologias sociais são aliadas no trabalho de manter, enriquecer e dar continuidade ao reflorestamento, garantindo o sucesso do projeto. A ONG buscou no Banco de Tecnologias Sociais (BTS) da Fundação Banco do Brasil três metodologias certificadas - Acordos Sustentáveis, para mapeamento e uso dos recursos naturais; Agrofloresta, que une o plantio com a preservação da floresta; e Meliponários Demonstrativos, para criação de abelhas sem ferrão, que contribuem para o reflorestamento por meio da polinização. O trabalho é desenvolvido por meio da convivência harmoniosa de várias atividades - cultivo de horta, galinheiro e meliponário.

Em 2017, a Vale Verdejante foi contemplada com o primeiro projeto da Fundação BB, no valor de R$ 60 mil. O recurso foi usado na promoção da educação ambiental, desenvolvimento de práticas agroecológicas e introdução à economia solidária para crianças, jovens e mulheres. Em setembro deste ano, foi assinado novo convênio, referente ao projeto "Reflorestamento e Educação - Integração Urbana-Rural com Inclusão Social", em parceria com o Projeto Pão de Açúcar Verde, para promover a recuperação ambiental, o enriquecimento florestal, e a integração entre as populações urbana e rural. As ações da parceria abrangeram a face leste do morro do Pão de Açúcar, que irá receber mil árvores durante a execução do projeto. Os dois investimentos sociais foram obtidos por meio do Programa Voluntariado BB-FBB. A Vale Verdejante também oferece cursos e capacitações em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), em especial para os jovens.

Em novembro, a Vale Verdejante reuniu 170 pessoas – moradores e voluntários - para um dia de mutirão. Durante a programação, foram plantadas 500 árvores do Bioma Mata Atlântica; houve a construção de canteiro agroflorestal, com mudas de hortaliças diversas; e oficina para inclusão social de pessoas com deficiência, além de apresentações culturais e almoço coletivo.

Trabalho que cura
A Ong Vale Verdejante foi fundada por Denise Thomé, após a morte do marido no voo 1907 da Gol, derrubado pelo jato Legacy numa área de floresta no Mato Grosso, em 2006. Em pouco tempo, Denise conseguiu transformar a dor em força para concretizar um projeto de reflorestamento sonhado pelo casal e pela comunidade. Dois meses após a partida do seu companheiro por 24 anos, ela plantou as primeiras mudas.

O recurso para a compra do Parque Ecológico Mauro Romano, de 30 mil metros quadrados, que abriga a ONG, veio da indenização que recebeu da companhia aérea. “Era um sonho nosso de ajudar os trabalhadores dos sítios da região. Pensávamos em fazer isso com a venda de mudas das plantas, a partir das podas. Após o acontecido decidi lutar para tirar o foco da dor e revertê-la em um processo construtivo. Isso ajudou a todos nós, familiares e amigos”, disse.

Este ano, a ONG recebeu o título de Posto Avançado da Reserva Biosfera Mata Atlântica, concedido pela Unesco a instituições que desenvolvem pelo menos duas das três funções básicas de uma reserva nos campos da proteção da biodiversidade, do desenvolvimento sustentável e do conhecimento científico e tradicional sobre a Mata Atlântica.

“Temos um grupo muito ativo aqui e no Pão de Açúcar, com pessoas dispostas a doarem seu tempo em prol do meio ambiente. Nos últimos anos as novas gerações também vêm se integrando mais ao trabalho coletivo , declarou Denise.

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Investimento de R$ 1 milhão é destinado a projetos de recomposição florestal nas bacias do Descoberto e São Bartolomeu

A Fundação Banco do Brasil e parceiros idealizadores do edital Recupera Cerrado - prorrogaram o prazo de inscrição de propostas para 23 de julho. Osprojetos selecionados terão como objetivo a recomposição florestal da vegetação nativa de áreas degradadas em pequenas propriedades rurais, preferencialmente, nas Bacias do Rio Descoberto e São Bartolomeu. As áreas degradadas são as que perderam as características originais a ponto de não ser possível uma regeneração natural.

Podem participar da seleção entidades sem fins lucrativos legalmente constituídas há pelo menos dois anos. O objetivo do edital é contribuir para a preservação do bioma Cerrado, assim como melhorar a qualidade e a quantidade de oferta de água nas regiões recuperadas.

O Recupera Cerrado é o resultado da parceria entre a Fundação Banco do Brasil, Secretaria de Meio Ambiente do Distrito Federal (SEMA/DF), o Instituto Brasília Ambiental (IBRAM) e o Serviço Florestal Brasileiro (SFB).

O investimento de R$ 1 milhão desta primeira etapa faz parte do passivo de compensação florestal devido pela Agência de Desenvolvimento do Distrito Federal (Terracap), primeira instituição a aderir ao programa-piloto.

O recurso será usado na aquisição de sementes, mudas, adubos, corretivos, arames e moirões; práticas de controle da erosão visando a conservação do solo; pagamento de serviço de terceiros para a implantação de técnicas de recomposição vegetal; ações de mobilização e divulgação; capacitação, serviços técnicos relacionados à atividade produtiva, beneficiamento e comercialização; gestão, assistência técnica e acompanhamento do projeto; construção, reforma ou ampliação em benfeitorias e instalação permanente; máquinas e equipamentos novos; móveis, utensílios e material permanente; equipamentos de informática, comunicação e software; veículos e caminhões novos, entre outros.

Acesse o edital e anexos em fbb.org.br/recuperacerrado

Após a leitura dos documentos, quem tiver alguma dúvida, pode enviar mensagem até o dia 16 de julho, para o endereço eletrônico Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo., de acordo com o edital.

Aliança
O Programa Recupera Cerrado é uma ação desenvolvida pela Aliança Cerrado, fórum permanente entre sociedade civil e governo, coordenado pelo Centro de Excelência do Cerrado - Cerratenses, unidade do Jardim Botânico de Brasília, para promover a conservação e recuperação deste bioma. Trata-se de um programa piloto de fomento à compensação florestal para induzir métodos inovadores de recomposição da vegetação nativa.

A divulgação deste projeto contempla quatro Objetivos do Desenvolvimento Sustentávelque fazem parte da Agenda da Organização das Nações Unidas com metas para o ano de 2030.

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Interessados podem fazer inscrição no local do evento

Após realizar a primeira oficina para sanar dúvidas do edital do Programa Recupera Cerrado, a Aliança Cerrado promove mais uma edição do evento, na quarta-feira (02/05), das 8h30 às 17h30. 

Dessa vez, a capacitação para elaboração de projetos vai acontecer no Centro Nacional de Apoio ao Manejo Florestal (Cenaflor), na sede do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), em Brasília (DF). As atividades têm como objetivo orientar os participantes sobre a elaboração e apresentação de propostas, com direito a simulações de preenchimento do documento para concorrer ao chamamento.

Ministrada por especialistas da Fundação Banco do Brasil, da da Secretaria de Meio Ambiente do Distrito Federal (Sema), do Instituto Brasília Ambiental (Ibram) e do Serviço Florestal Brasileiro (SFB), a oficina é aberta às instituições interessadas em participar do edital Recupera Cerrado com projetos. 

Aberto até o dia 04 de junho, o edital prevê investimento social de R$ 1 milhão nesta primeira etapa. O recurso faz parte do passivo de compensação florestal devido pela Agência de Desenvolvimento do Distrito Federal (Terracap). Serão recuperadas áreas degradadas que perderam as características originais e que não tem mais possibilidade de regeneração natural. Podem participar da seleção entidades sem fins lucrativos legalmente constituídas há pelo menos dois anos.

O Programa Recupera Cerrado foi desenvolvido pela Aliança Cerrado, fórum permanente entre sociedade civil e governo, coordenado pelo Centro de Excelência do Cerrado - Cerratenses, unidade do Jardim Botânico de Brasília, para promover a conservação e recuperação do Cerrado. Trata-se de um programa piloto de fomento à compensação florestal para induzir métodos inovadores de recomposição da vegetação nativa.

Acesse o edital e anexos no fbb.org.br/recuperacerrado

Serviço
Oficina de Capacitação para elaboração de projetos
Data: 02/05/2018
Hora: 8h30 às 17h30
Local: Cenaflor - SCEN, Trecho 2, Bloco Cenaflor,  auditório do Ibama – Brasília (DF)

A divulgação deste projeto contempla quatro Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, que fazem parte da Agenda da Organização das Nações Unidas com metas para o ano de 2030.

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