Terça, 21 Novembro 2017 18:09

Troca de experiência entre tecnologias sociais do Brasil e da América Latina Destaque

Escrito por Paula Crepaldi
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Fórum internacional reúne pesquisadores, representantes do poder público e de iniciativas finalistas do Prêmio Fundação Banco do Brasil

“Nem todas as tecnologias geram coisas boas. Muitas deixam pessoas fora do sistema. A questão é para a onde a mudança tecnológica leva a sociedade, qual a dinâmica social que está gerando”, afirmou o argentino e pesquisador em política de tecnologia Hernán Thomas na palestra magna de abertura do Fórum Internacional de Tecnologia Social. O evento é realizado pela Fundação BB, nesta terça e quarta-feira (21 e 22), em Brasília, e antecede a cerimônia da 9ª edição do Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social, que será dia 23.

Na palestra, o pesquisador Thomas propôs uma reflexão sobre a atuação estratégica e ampliada das iniciativas sociais. Ele explicou que toda tecnologia é política, pois pode ou não democratizar o saber e se colocar a serviço da sociedade. Quem estava assistindo, se sentiu provocado a pensar. Júlia Carvalho, da tecnologia social Fast Food na Política, de São Paulo, resumiu o que achou mais importante. "A tecnologia social sempre serve a atores específicos, por isso temos que avaliar se ela é democrática ou se está concentrando poder". Leo Pereira, diretor da Escola de Comunicação Comunitária, de São Paulo, gostou da palestra. “É bom ter um olhar de fora para a gente pensar o que está fazendo no dia a dia, se estamos nos avaliando direito”, destacou.

O Fórum reúne pesquisadores, especialistas, integrantes do poder público e representantes das 21 iniciativas finalistas do Prêmio Fundação BB, além de entidades certificadas em premiações anteriores. A finalidade do encontro é discutir as experiências dos participantes e formular propostas de fortalecimento de políticas públicas e ações de empresas e da sociedade civil para a promoção das tecnologias sociais.

Ainda na primeira manhã de atividades, cada integrante das iniciativas finalistas subiu ao palco para contar um pouco do trabalho realizado. Francisca Moraes Souza, integrante da Rede Bodega de Comercialização Solidária, veio do Ceará para participar do evento. “Espero aprender e levar novos ensinamentos para minhas colegas da rede”, destacou ela.

Ana Carolina Steinkopf, da finalista Uma Sinfonia Diferente, disse que estava ansiosa por aquele momento. “Quero trocar com as outras tecnologias, conhecer a estrutura delas, para ter outras referências e melhorar o que a gente faz.”

A programação conta com oficinas que irão facilitar o intercâmbio de conhecimentos sobre as várias conquistas e desafios a serem superados pelas metodologias implantadas. Além disso, haverá mesas de discussão com especialistas de diferentes áreas, com atuação em rede, políticas públicas, legislação e inovação em tecnologia social. Comporão as mesas de debates: Renato Dagnino, da Unicamp; Ana Lúcia Suárez Maciel, da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC/RS); Naidison Baptista, da Articulação do Semiárido (ASA); Sílvio Rocha Sant’Ana, da Fundação Grupo Esquel Brasil; e Sônia Costa, do Ministério da Ciência e Tecnologia, Inovações e Comunicações.

A divulgação deste assunto contempla todos os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, que fazem parte da Agenda da Organização das Nações Unidas com metas para o ano de 2030.

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