Segunda, 19 Junho 2017 16:06

Tecnologias sociais melhoram saúde de famílias ribeirinhas do Amazonas Destaque

Escrito por Dalva de Oliveira
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Foto: acervo do Serviço de Tecnologia Alternativa Foto: acervo do Serviço de Tecnologia Alternativa

Fruto da parceria entre a Fundação Banco do Brasil e IDIS, projeto recebeu investimento social de R$ 1 milhão para combater problemas de saneamento básico de duas mil famílias

Mais duas comunidades pertencentes ao município de Borba (AM) foram contempladas com iniciativas que vão contribuir para a melhoria da qualidade da água e das condições de saneamento básico. A ação integra projeto de reaplicação de tecnologias sociais no Amazonas e atenderá um total de cerca de duas mil famílias ribeirinhas.

Foi implementado na comunidade Espírito Santo a Tecnologia Social Sodis (sigla de Solar Water Disinfection) – Desinfecção da Água - um modelo eficaz e de baixo custo para a purificação da água, diminuindo assim a incidência de doenças. A implantação foi iniciada em maio em um espaço comunitário com a presença de cerca de cem moradores da comunidade.

A Sodis utiliza a radiação solar e o calor para destruir micro-organismos que causam doenças. Essa técnica é ideal para tratar pequenas quantidades de água e funciona de forma simples: a água, que não pode ser turva, é colocada em uma garrafa plástica transparente e deve ficar exposta ao sol durante seis horas. A luz do sol trata o conteúdo por meio de radiação e aumento de temperatura.

Já a comunidade Macajá, foi contemplada com o Banheiro Tecnológico Ribeirinho, uma inciativa simples e de baixo custo, que foi adaptada para áreas alagadas, que reduz a contaminação da água e do solo. A construção do primeiro banheiro, no dia 12 de maio, foi realizada com o apoio da Secretaria de Obras de Borba e com a presença dos moradores da comunidade que irão construir os outros 29 banheiros propostos pelo projeto. Por ser considerado eficiente e de baixo custo, essa solução está sendo levada para outras comunidades ribeirinhas.

“Ele foi desenhado de forma que o recipiente que recebe o composto orgânico fique acima do solo e seja fixo por hastes. Se na região houver um alagamento sazonal, a água não entra em contato com o dejeto e isso evita a contaminação”, explica João Rodrigues, gerente de parcerias estratégicas e modelagem de programa e projetos sociais da Fundação Banco do Brasil.

Além dessas duas tecnologias sociais, já está em andamento na região a reaplicação da HB: Tecnologia Social de Combate à Anemia Ferropriva, um método que ajuda na rápida identificação e tratamento da anemia ferropriva em alunos das escolas da rede pública de municípios brasileiros.

As três iniciativas fazem parte do projeto “Tecnologias Sociais no Amazonas, (TSA)”, uma parceria entre o IDIS e a Fundação Banco do Brasil, com o apoio da Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas (Susam) e a Universidade do Estado do Amazonas (UEA). O projeto tem como objetivo, reaplicar tecnologias sociais, para combater diversos problemas que atingem famílias ribeirinhas e rurais, com foco especial na primeira infância, com o investimento social de R$ 1 milhão.


A divulgação deste projeto contempla três
Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, que fazem parte da Agenda da Organização das Nações Unidas com metas para o ano de 2030.

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Ler 11791 vezes Última modificação em Quinta, 31 Agosto 2017 15:44

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