Quarta, 21 Agosto 2019 10:33

Iniciativas de Belo Horizonte, Brasília e Piracicaba são finalistas na categoria Cidades Sustentáveis Destaque

Escrito por Fabiana A. Vieira e Estela Monteiro
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Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social será entregue em outubro e vai distribuir R$ 700 mil entre os vencedores

Três cidades brasileiras estão concorrendo como finalistas na categoria Cidades Sustentáveis e/ou Inovação Digital no Prêmio Fundação BB de Tecnologia Social. A instituição identifica e premia metodologias há 18 anos, além de disponibilizar um banco de dados on-line onde reúne as iniciativas certificadas que podem ser reaplicadas em outras localidades do país. Neste ano, foram selecionadas 24 finalistas que estão divididas em quatro categorias nacionais, três premiações especiais e uma categoria internacional. Na categoria Cidades Sustentáveis, organizações de Belo Horizonte, Brasília e Piracicaba foram selecionadas por apresentarem soluções voltadas à melhoria da qualidade de vida nas cidades e nos assentamentos periféricos ou com potencial de inovação social, na perspectiva do desenvolvimento sustentável.

As tecnologias sociais Origens Brasil, Arquitetura na Periferia e Auditoria Cívica na Saúde estão na reta final do Prêmio. Cada iniciativa será avaliada pelo seu nível de interação junto à comunidade, transformação social proporcionada, inovação e facilidade na reaplicação. O prêmio é de R$ 50 mil para o primeiro colocado, R$ 30 mil para o segundo e R$ 20 mil para o terceiro e o evento de premiação ocorrerá no dia 10 de outubro.

O diretor de desenvolvimento social da Fundação BB, Rogério Biruel afirma que “o Prêmio ajuda a difundir iniciativas simples e de baixo custo, mas com grande potencial de transformação”.

Cidades Sustentáveis: conheça as finalistas

Desenvolvido pelo Instituto Manejo e Certificação Florestal e Agrícola (Imaflora), em Piracicaba (SP), o Origens Brasil é um selo de garantia de procedência socioambiental e de conexão comercial. Por trás dele, existe um sistema cujo o objetivo é conectar pequenos produtores da Amazônia aos consumidores, construindo uma cadeia para o desenvolvimento e distribuição dos produtos. Além disso, incentiva o correto manejo das matérias-primas, contribuindo para a preservação da floresta. “Buscamos oferecer alternativas às atividades predatórias da floresta, como a exploração ilegal da madeira e grilagem de terras, que acabam sendo atrativas, caso a floresta esteja defasada”, explica Helga de Oliveira Yamaki, coordenadora do Imaflora, idealizadora da iniciativa.

Arquitetura na Periferia é uma metodologia elaborada pelo Instituto de Assessoria à Mulheres e Inovação (Iamí), em Belo Horizonte (MG) e capacita mulheres de comunidades vulneráveis a tomarem frente de suas próprias reformas e melhorias domésticas. Elas recebem noções de instalações elétricas, manejo de materiais de construção, técnicas de planejamento, finanças pessoais e construção civil. Além disso, recebem microfinanciamento para conduzir suas obras com autonomia e sem desperdícios. “Existem alguns dados que demostram que a mulher, quando recebe um benefício, se torna uma multiplicadora. Então ela repassa o conhecimento que recebe entre os familiares e amigos”, afirma Carina Guedes, arquiteta coordenadora da iniciativa. “Outra questão é a da tomada de decisão. Mesmo quando são chefes de família, elas ficam excluídas dos processos na construção civil deixando, muitas vezes, a decisão na mão de um pedreiro ou de um parente”, explica.

Elaborado pelo Instituto de Fiscalização e Controle, em Brasília (DF), a Auditoria Cívica na Saúde é uma tecnologia social que capacita o cidadão para fiscalizar o sistema de saúde de sua localidade, promovendo também a participação social. A ideia é que os moradores acompanhem o funcionamento dos postos de saúde locais, elaborando relatórios que serão encaminhados para as autoridades competentes, como Secretaria de Saúde e Ministério Público. Além de gerar consciência social, fomenta a melhoria do sistema de saúde. Para o diretor de projetos do instituto, Olavo Pontes Santana “a iniciativa coloca o cidadão que depende do serviço público de saúde como parte da solução, no momento em que ele gera dados para o governo”, explica.

Confira as outras categorias finalistas aqui

Nesta edição o Prêmio Fundação BB de Tecnologia Social tem a parceria do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Instituto C&A, Ativos S/A e BB Tecnologia e Serviços, além da cooperação da Unesco no Brasil e apoio da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), Ministério da Cidadania, Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC).

Ler 2207 vezes Última modificação em Quarta, 28 Agosto 2019 09:02

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