Segunda, 07 Outubro 2019 11:12

Parceria para acolher os venezuelanos Destaque

Escrito por Luciana Veloso Ferreira
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Portal Interno Op acolhida
Fundação BB receberá doações e fará a gestão dos recursos para investimento social destinado aos imigrantes e refugiados que chegam no Brasil pela fronteira de Roraima (foto)

Em cerimônia realizada na quarta-feira, 2, no Palácio do Planalto em Brasília, o diretor de Governo do Banco do Brasil, Ênio Mathias, assinou o acordo de cooperação entre a Casa Civil da Presidência da República e a Fundação Banco do Brasil, que prevê a constituição de um fundo privado para captação de recursos financeiros, a criação de soluções digitais para recebimento de doações e a gestão dos recursos que serão integralmente investidos em ações previstas pela Operação Acolhida - força tarefa coordenada pelo Governo Federal implantada em 2017, para o acolhimento de imigrantes e refugiados

“Além de oferecer sua estrutura, conhecimento e capacidade operacional , a Fundação BB assegurará transparência na aplicação dos recursos e na prestação de contas aos doadores e à sociedade”, afirmou Ênio Mathias, durante o evento.

As ações, alinhadas às políticas de assistência emergencial, serão direcionadas aos venezuelanos que chegam diariamente ao Brasil pela fronteira com o estado de Roraima. A iniciativa contemplará as etapas de ordenamento de fronteira (recepção, identificação, documentação, triagem e cuidados médicos básicos), abrigamento (acomodação em abrigos e albergues, cuidados em saúde e proteção social) e interiorização (deslocamento para diferentes municípios do país e inserção socioeconômica).

Na solenidade, também foi assinado um protocolo de intenções com o objetivo de incentivar as cidades brasileiras a acolherem imigrantes e refugiados venezuelanos. O acordo foi firmado por meio da Casa Civil da Presidência da República, com a Confederação Nacional dos Municípios (CNM) e o Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR).

A venezuelana Yuli Teran, convidada para a cerimônia, relatou as dificuldades do país e a sua chegada ao Brasil: “Cheguei em 2017, deixando filhos, família e meu lar. Eu era servidora pública e hoje o que recebo de aposentadoria só dá para comprar um sorvete. Aqui, vocês me deram a oportunidade de crescer profissionalmente. Isso me permitiu construir uma nova vida e sonhar com um futuro neste pais” , declarou.

 

Ler 396 vezes Última modificação em Segunda, 07 Outubro 2019 12:29

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