Sexta, 08 Junho 2018 14:03

Extrativistas apostam na exploração agrícola sustentável Destaque

Escrito por Dalva de Oliveira
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Parceria com a Fundação BB está ajudando a melhorar a alimentação e renda de agricultores familiares e a preservar os recurso naturais

No município de São João da Baliza, localizado na região sul do estado de Roraima, famílias que residem em áreas de floresta e que dependem do extrativismo para sobreviver estão sendo preparadas para explorar melhor as riquezas da região, aliando atividades agroflorestais.

O projeto “Cadeia Produtiva da Castanha do Brasil - Agroindústria - Implantação de Sistema Agroflorestal (SAF)” é uma parceria da Fundação Banco do Brasil com a Associação Novo Encanto de Desenvolvimento Ecológico e está capacitando 280 agricultores familiares e extrativistas associados para fazerem uso da tecnologia social Sistema Agroflorestal (SAF). O método permite a produção de alimentos e, ao mesmo tempo, ajuda na conservação e recuperação do meio ambiente. No município, as famílias utilizam o mesmo espaço para cultivar mudas de castanheira com hortaliças orgânicas, milho, feijão, amendoim, banana, quiabo, abóbora e a criação de animais de pequeno porte.

Selecionado na chamada interna – Programa Voluntariado Integração 2016, o projeto visa atender as necessidades de segurança alimentar das famílias gerando renda com a venda do excedente da produção. O investimento social da Fundação BB, no valor de R$ 70 mil, foi usado na construção de uma horta com sistema de irrigação, poço artesiano, aquisição de animais de pequeno porte, cercamento da área do sistema agroflorestal com tela, construção de um galinheiro, cobertura de um curral para carneiros, um chiqueiro para porcos e, ainda, o plantio de mil mudas de castanha do Brasil. As ações estão sendo desenvolvidas numa área de 6,25 hectares de propriedade do Centro Espírita Beneficente União do Vegetal (CEBUDV), parceiro da associação no projeto Central de Formação de Plantadores-CFP.

O líder comunitário e coordenador do projeto, Aloysio Pinto de Menezes Júnior, explica que os moradores da região conheciam o termo sistema agroflorestal, mas que ainda não tinham desenvolvido as práticas em suas propriedades. Para ele, após o início das atividades já é perceptível notar o melhor rendimento do processo produtivo. A produção de ovos e a criação de galinhas também tiveram impacto significativo. “Já vínhamos lutando para ter um projeto aqui, que envolvesse essas famílias. Por isso, estamos felizes, pois a Fundação nos abraçou. Em um ano de projeto, é possível notar a diferença, e o ganho que tivemos nos deixou bem animados", disse.

A voluntária Waléria Sant'Anna, funcionária aposentada do Banco do Brasil, ocupa o cargo de diretora-administrativa e assessora de projetos na Associação Novo Encanto. Ela afirma que se apaixonou pelo projeto quando teve o primeiro contato e ao observar o trabalho exercido pelas famílias na preservação dos recursos naturais. “Reconhecemos o potencial das famílias para atuar na cadeia produtiva da castanha-do-brasil, mas sabemos também que faltam incentivos e tecnologias para que possam aproveitar ainda mais o que a natureza lhes oferece, por isso inscrevemos o projeto. Nosso desejo é estender o trabalho, conscientizando moradores de áreas vizinhas sobre a necessidade de preservar a Floresta Amazônica", declarou. O projeto conta também com a assessoria técnica voluntária do professor e doutor da Universidade Federal de Roraima, José Beethoven. 

A divulgação deste assunto contempla três Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, que fazem parte da Agenda da Organização das Nações Unidas com metas para o ano de 2030.

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Ler 1683 vezes Última modificação em Segunda, 11 Junho 2018 08:10

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