Segunda, 25 Setembro 2017 11:02

Espaços coletivos de comercialização impulsionam negócios no Ceará

Escrito por Dalva de Oliveira
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Finalista no Prêmio Fundação BB de Tecnologia Social, a Rede Bodega do Ceará está presente em cinco municípios do estado

Sabe aqueles lugares onde você encontra tudo o que precisa? No estado do Ceará eles são chamados de Bodegas: espaços coletivos e solidários de divulgação e comercialização de produtos - alimentos, roupas e livros, por exemplo - frutos do trabalho de homens e mulheres do campo e da cidade.

Articulada pela Rede Cáritas, a partir de demanda de grupos organizados em cooperativas e associações, a tecnologia social "Rede Bodega de Comercialização Solidária" está presente no estado do Ceará, além da capital Fortaleza, onde recebe o nome de a Budegama, e em outros quatro municípios: Sobral, com a Bodega dos Arcos; Viçosa, com a Bodega do Povo; Aracati, com a Bodega Nordeste Vivo e Solidário e Maranguape, com a Bodega da Vila.

Finalista no Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social, na Categoria Economia Solidária, a metodologia é constituída de pontos fixos de comercialização coletiva e autogestionária, que abriga trabalhos de 220 famílias de agricultores familiares, extrativistas, costureiras, artesãos, escritores e poetas.

De acordo com Izabel Cristina de Lima, responsável pela iniciativa, a participação das mulheres se dá em todos os aspectos, na produção de artesanato, de alimentação, na gestão dos grupos de produção, sejam eles formais e informais. A presença feminina também é maioria na diretoria e na comissão gestora.

“Elas estão nas feiras, nos encontros e detêm a fala sobre a Rede Bodega, mesmo nas regiões onde se tem uma expressiva participação masculina e isso revela um dado já mostrado em pesquisas, que no Brasil a economia solidária tem rosto feminino, pois é a maioria no movimento”, destacou Izabel.

Ana Lurdes de Freitas expõe seu trabalho na Bodega da Vila, situada na cidade de Maranguape, a 26 quilômetros de Fortaleza. Especialista na confecção do rói rói - brinquedo que leva esse nome por conta do som que emite -, a artesã trabalha em parceria com outras nove pessoas.

Na Bodega da Vila, além do rói rói, o visitante também pode encontrar cartões com poesias produzidas pelos artistas locais, livros, brinquedos confeccionados a partir de materiais reciclados e brindes feitos com madeiras reaproveitadas, além de alimentos variados e outras atrações.

O espaço também oferece hospedagens na pousada local - com capacidade para receber até 30 pessoas-, serviços de massoterapia e reiki. “Vivemos do que produzimos, das poesias, do artesanato, das apresentações artísticas e das oficinas que ministramos. Com o nosso trabalho, também ajudamos as pessoas a adquirirem o gosto pela leitura e pela poesia”, declarou Ana.

Sobre o Prêmio

A fase final do Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social irá selecionar vencedoras entre 18 finalistas nas categorias nacionais e três na internacional. O evento de premiação será realizado em 23 de novembro. Entre as 735 inscritas neste ano, 173 foram certificadas e passaram a constar no Banco de Tecnologias Sociais (BTS), um acervo online gratuito de soluções para problemas sociais mantido pela Fundação BB.

Nesta edição, o concurso tem a cooperação da Unesco no Brasil e o apoio do Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF), do Banco Mundial, da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).

Veja aqui a lista das finalistas do Prêmio 

Veja aqui a lista das 173 certificadas

Visite o site do Prêmio


A divulgação deste projeto contempla quatro Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, que fazem parte da Agenda da Organização das Nações Unidas com metas para o ano de 2030.

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Ler 2578 vezes Última modificação em Segunda, 16 Outubro 2017 15:13

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