Terça, 20 Dezembro 2016 19:54

Comunidade Kalunga receberá investimentos para beneficiar da Baunilha do Cerrado Destaque

Escrito por Dalva de Oliveira e Paula Crepaldi
Avalie este item
(1 Votar)

Fundação Banco do Brasil firma convênio com Instituto ATÁ para inserção do produto na alta gastronomia e inclusão social e geração de renda na comunidade quilombola

O presidente da Fundação Banco do Brasil, Asclepius Soares, e o chef e presidente do Instituto ATÁ, Alex Atala, assinaram convênio para manejo e beneficiamento da Baunilha do Cerrado na comunidade quilombola Vão das Almas, próximo à cidade de Cavalcante (GO), região turística a 320 quilômetros de Brasília (DF).

Os kalungas, como são conhecidos os descendentes de quilombolas, irão trocar conhecimentos da biodiversidade local, participar de capacitações e empregar técnicas agroecológicas para beneficiamento do produto com alto teor aromático e grande potencial para a gastronomia. O investimento social de R$ 382 mil tem como finalidade promover o desenvolvimento social na comunidade e a geração de renda para cerca de 200 famílias.

O projeto vai implantar viveiros para produção de mudas e realizar cursos sobre o manejo adequado e beneficiamento da baunilha. A Central do Cerrado, instituição que reúne diversas cooperativas, é parceira da iniciativa e auxiliará na organização social e comercialização.

A cerimônia de assinatura ocorreu nesta terça-feira (20), em Brasília, com a presença de moradores de Vão das Almas. O presidente da Associação Quilombo Kalunga, Vilmar Souza, disse que o projeto é importante para manter os jovens no local e valorizar a cultura deles. "É muito bom a Fundação Banco do Brasil estar desenvolvendo esse projeto porque vai trazer a geração de renda. Porque a gente tem vontade que os nossos jovens não saiam da comunidade. A gente quer permanecer no território, manter nossa cultura e nossas tradições".

Para o presidente da Fundação BB, Asclepius Soares, o projeto busca criar uma identidade entre o consumidor e a melhoria de vida de povos tradicionais. "Para os clientes dos restaurantes do Alex Atala, é um prazer saber que aquilo que eles estão consumindo, está mudando a vida das pessoas para melhor. É isso que nós temos que buscar, essa identidade, é isso que a Fundação Banco do Brasil faz".

O presidente do Instituto ATÁ, Alex Atala, afirmou durante o evento que "a comida é a maior rede social do mundo. Ela tem a capacidade de integrar os mais de 7 bilhões de habitantes da Terra". Segundo ele o projeto vai tornar a baunilha mais acessível. "O primeiro passo fundamental é a ajuda da Fundação Banco do Brasil ao tornar um ideal em realidade. Por mais que esta baunilha fosse conhecida em alguma parte do Brasil, ela não tinha acesso aos mercados."

Saiba mais sobre o projeto Baunilha do Cerrado, clique aqui

 Montagem

 

Ler 9293 vezes Última modificação em Quarta, 05 Julho 2017 10:59

1 Comentário

  • Link do comentário Julio Magroski Quarta, 17 Outubro 2018 22:27 postado por Julio Magroski

    Gostaria muito de poder ter contato para obter favas de B aunilhas. Sou astrônomo e quero muito conhecer estas favas e poder comprar da associação Kalunga. Valorizando esta beleza da natureza Brasileira

Deixe um comentário

Certifique-se de preencher os campos indicados com (*). Não é permitido código HTML.