Terça, 20 Agosto 2019 16:22

Bahia tem feiras de rua revitalizadas pela Fundação BB e Cáritas Brasileira Destaque

Escrito por Kelly Quirino
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As cidades de São Félix, Crisópolis e Pau Brasil receberam investimento do Projeto Nossa Feira Popular e Solidária

Tombado como Patrimônio Cultural do Brasil em 2010 por seu conjunto arquitetônico, urbanístico e paisagístico, e localizado há 110 quilômetros da capital Salvador, o município baiano de São Félix foi a terceira cidade baiana a receber o Nossa Feira Popular e Solidária. Em julho outras duas cidades também tiveram suas feiras revitalizadas no estado: Nordestina e Abaíra.

“Muita coisa mudou desde 2017, quando começamos a fazer o diagnóstico da situação dos feirantes em São Félix. A reinauguração da feira é só um marco simbólico porque há muitas conquistas decorrentes desta mobilização: a revitalização da praça pública, a aquisição do transporte para os expositores que residem longe da cidade e agora, a criação da associação dos feirantes”, avalia Renata Guedes, gerente geral da agência do Banco do Brasil da cidade.

Renata é uma das pessoas que estavam presentes na reinauguração da feira que aconteceu no dia 9 de agosto. Ela participou de todo o processo de revitalização da feira e afirmou que estava muito feliz com as conquistas dos feirantes. “Eles conseguiram muita coisa com a prefeitura por causa desta união. Até apoio jurídico para montar a associação, eles alcançaram. É uma satisfação muito grande”, comemora.

Os feirantes receberam novas barracas e jalecos e foram instaladas lixeiras e containers para a gestão de resíduos sólidos na praça onde ocorre a feira. Ao todo, 83 feirantes foram beneficiados e muitos já trabalham com os cartões de débito e crédito, diversificando os meios de pagamento e contribuindo para o crescimento econômico da cidade.

A feirante Ana Claudia Silva, que trabalha há 12 anos no local, é uma das participantes do projeto. A agricultora familiar, que produz hortaliças com o esposo e os quatro filhos, diz que no começo muitos comerciantes estavam descrentes, mas após o desenvolvimento das ações, houve a adesão de mais sete feirantes. “Eu espero que melhore ainda mais porque a maioria aqui é produtor rural e a abertura da associação, com mais de 90 participantes, vai nos ajudar a ter mais benefícios”, avalia.

Inauguração em Crisópolis

Crisópolis foi a quarta cidade baiana que teve a feira revitalizada. O município está localizado no nordeste do estado, tem 57 anos de fundação e coincidentemente o mesmo tempo de existência da feira tradicional.

A reinauguração ocorreu no dia 14 e beneficiou 142 feirantes. Para o subsecretário de agricultura de Crisópolis, Gilson Alves, o sucesso do projeto foi a mobilização e conscientização dos feirantes que está permitindo uma mudança de cultura desde a criação da feira agroecológica, há dois anos, passando pelo uso das máquinas de débito e crédito. “A feira daqui é regional, inclusive com pessoas que vêm de Sergipe. Os feirantes daqui comercializam desde hortifrutigranjeiros a roupas, então o desafio foi conscientizar e mobilizar as pessoas sobre a importância de revitalizar a feira”, conta Gilson.

A feira tradicional da cidade ocorre semanalmente com o início da montagem ao meio dia de terça-feira e o auge é na quarta-feira de manhã, quando fica completa. Já a feira agroecológica ocorre aos sábados e o mercado para comercialização de carnes também atende os clientes nas, quartas, sábados e domingos.

Feira de Pau Brasil também foi reinaugurada

A cidade de Pau Brasil foi a quinta a ter a feira revitalizada. Localizada no sul do estado, na região de Ilhéus e Itabuna, a cerimônia de reinauguração ocorreu no dia 17 e teve a participação de cerca de 80 feirantes, além de representantes do Banco do Brasil, da Cáritas Brasileira e autoridades locais.

Cleidiane de Jesus é agricultora familiar e uma das feirantes e líderes do projeto na cidade. Desde criança ela acompanhava a mãe na feira e nestes 40 anos percebeu inúmeras mudanças. “Nós trabalhamos ao ar livre. Tomávamos chuva. O chão virava lama e as barracas ficavam expostas, com o risco de contaminação dos alimentos. Eram condições bem precárias”, conta.

Há quatro anos os feirantes já trabalham em um espaço com cobertura, que foi oferecido pela prefeitura, e agora o projeto possibilitou a padronização do espaço além de ofertar o serviço de gestão dos resíduos sólidos. Com um ganho de R$ 200 por semana, Cleidiane que já adquiriu a máquina para pagamento com cartão de crédito, espera que as mudanças continuem melhorando a feira de Pau Brasil. “Queremos montar uma associação para que a feira tenha um diferencial e sirva de exemplo para outros municípios”, finaliza.

O projeto

O Nossa Feira Popular e Solidária está inserido na estratégia Município Mais que Digital, ação do Banco do Brasil em parceria com prefeituras. O objetivo é fortalecer as economias locais, por meio do estímulo às soluções digitais de pagamento, sendo uma abordagem territorial de promoção do desenvolvimento sustentável.

O projeto recebeu investimento social no valor de R$ 10 milhões da Fundação BB e a iniciativa reconhece a importância das feiras livres enquanto ponto comercial, por onde circula representativa parcela da população e também por ser um espaço de fortalecimento cultural nos municípios brasileiros. O Nossa Feira Popular e Solidária vai atender 21 municípios em quatro estados do Nordeste brasileiro: Bahia, Maranhão, Paraíba e Piauí.

Nos últimos dez anos, a Fundação BB investiu mais de R$ 147 milhões no estado da Bahia. Foram 653 projetos, em 183 municípios e mais de 251 mil pessoas foram atendidas.

Ler 483 vezes Última modificação em Terça, 20 Agosto 2019 17:37

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