Segunda, 28 Dezembro 2020 18:14

Ajudar é preciso Destaque

Escrito por Asclepius Soares
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Interna

Campanhas de ajuda humanitária são respostas solidárias às crises

Aliviar o sofrimento das populações atingidas por calamidades, desastres naturais ou causados pelo próprio homem é o principal objetivo das ações humanitárias. Na maioria das vezes é por meio de assistência material que é garantida a manutenção dos direitos básicos dessas pessoas. Campanhas de ajuda humanitária vêm em resposta diante de crises nas quais é necessária atuação imediata com ações emergenciais.

Em 2019, uma dessas crises foi a entrada de imigrantes venezuelanos  no Brasil, pela fronteira com o estado de Roraima, levando municípios como Boa Vista e Pacaraima a decretar situação de calamidade pública. Foi necessária a criação de uma iniciativa envolvendo o governo federal e sociedade civil para apoio logístico em alimentação e saúde, bem como suporte para o processo de interiorização dos venezuelanos no país: a Operação Acolhida.

Outro exemplo recente, no início de 2020, foram as chuvas torrenciais na região Sudeste que desabrigaram milhares de pessoas, causando, além de prejuízo material, a perda de vidas.  Por intermédio de redes voluntárias localizadas nos municípios atingidos, as doações de recursos e itens de primeira necessidade como alimentos, água, medicamentos, roupas e colchões foram entregues às famílias impactadas pelas enchentes.

Calamidades como essas causam comoção e respostas solidárias, gerando empatia, impulsionando a vontade de ajudar e minimizar perdas. Assim, impulsionadas pela solidariedade, são conduzidas as campanhas de ajuda humanitária que, por meio de doações de recursos financeiros e materiais, fazem chegar o apoio necessário a quem mais precisa.

Diante da atual crise humanitária causada pela pandemia de Covid-19, não poderia ser diferente. Milhares de campanhas surgem a todo momento, em diversos meios de comunicação para apoio aos mais variados públicos. Há uma coesão nessas ações: a população mais vulnerável tem necessidades urgentes e precisa da cooperação dos setores organizados da sociedade.

Segundo a Associação Brasileira de Captadores de Recursos – ABCR, cerca de 554 mil doadores destinaram R$ 6 bilhões para ações relacionadas ao coronavírus. As empresas são as que mais doam, com destaque ao sistema financeiro, responsável por um terço do montante, seguido pelo setor de alimentos e bebidas, representando 14% dos valores doados. Grandes setores da economia realizam seu papel social, mas as campanhas de doação, incluindo as lives (alternativa de entretenimento em tempo de isolamento social) recebem doações de todos os segmentos da sociedade, e despontam em quarto lugar no ranking de classificação de doadores, representando 4% da arrecadação.

Com a experiência de 35 anos de atuação em ações de geração de trabalho e renda, meio ambiente e educação, a Fundação Banco do Brasil, com o apoio de parceiros institucionais, lançou em abril a campanha “Proteja e Salve Vidas”. A iniciativa destinou, até o momento, 539 mil cestas básicas, com a distribuição de quase 10 mil toneladas de alimentos e 2,4 milhões de produtos de higiene e limpeza. Mais de um 1,7 milhão de pessoas tiveram suas vidas impactadas desde o início da campanha. O investimento social destinado a esta ação já ultrapassa os R$ 62 milhões e a expectativa é continuar o atendimento emergencial pelo próximo ano.

As cestas básicas entregues a comunidades em situação de vulnerabilidade social contemplam também itens adquiridos de agricultores familiares que estavam perdendo a produção por não terem compradores ou por redução da demanda, conciliando o apoio aos pequenos produtores com a distribuição de alimentos. Nas denominadas cestas agroecológicas, além de verduras, legumes e frutas, produtos nativos e típicos de diversas regiões do país como açaí, queijo, farinha e frutas da mata atlântica também são oferecidos. A ação já beneficiou mais de 5 mil produtores rurais e 65 mil famílias.

Com a implementação da página virtual doar.fbb.org.br, plataforma de doações, a Fundação BB realiza a prestação de contas de forma transparente, com informações das doações realizadas para cada instituição, data e valor de repasse, itens adquiridos e outros dados. É possível verificar a destinação integral dos recursos, abrangendo os valores investidos em cada estado ou município, também é possível visualizar as entregas, por meio de fotos e vídeos.

Para os doadores, tão importante quanto doar é saber se o recurso está chegando a quem mais precisa, de maneira efetiva, gerando impacto na vida das pessoas. A gestão transparente dessas campanhas proporciona confiança, reforça a cultura de doação e fortalece vínculos entre doadores, entidades participantes e pessoas atendidas.

Há também quem faça com que as doações cheguem às mãos de quem tem necessidade de recebê-las. Voluntários, milhares deles espalhados por todo o país, oferecem seu trabalho e doam seu tempo para que as ações de assistência social sejam realizadas de maneira responsável e segura.

Ajudar é preciso. Em tempos de pandemia, as campanhas de ajuda humanitária são mais do que necessárias, são as respostas solidárias que amenizam os efeitos da crise. E você, já fez sua doação para quem mais precisa?

Asclepius Ramatiz Lopes Soares,

presidente da Fundação Banco do Brasil

Ler 214 vezes Última modificação em Segunda, 28 Dezembro 2020 18:23

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