O equipamento vai beneficiar 97 comunidades extrativistas da Reserva Médio Purus

Uma parceria entre a Fundação Banco do Brasil e a Associação dos Trabalhadores Agroextrativistas do Médio Purus (Atamp), firmada em 24 de fevereiro de 2018, vai beneficiar pelo menos 1.300 famílias que vivem na unidade de conservação Reserva Médio Purus, no Amazonas. Atualmente, a pesca é uma das principais atividades socioeconômicas do município de Lábrea, localizado na reserva. Nos últimos anos, foi observado o aumento na produção do peixe Pirarucu, que tem beneficiado povos indígenas, ribeirinhos e extrativistas que vivem na região. Com trabalho árduo, os pescadores têm conseguido tirar o sustento do manejo do peixe, que pode alcançar o peso de até 200 quilos.

pirarucu

O investimento social da Fundação BB no projeto é de R$ 600 mil, que foi selecionado por meio do edital Ecoforte Extrativismo. A iniciativa contempla a construção de uma balsa de alumínio de 20 metros de comprimento e uma câmara refrigerada com capacidade para armazenar 40 toneladas de pescado. A venda dos peixes será realizada diretamente nas feiras e mercados do município.

O presidente da Atamp, José Maria Carneiro de Oliveira, enfatiza que desde 2005, data da fundação da associação, o gasto com o aluguel de embarcações é muito alto, chegando a R$ 700 a diária de um barco de grande porte. Segundo ele, com a aquisição da nova embarcação, a economia das comunidades será impulsionada com aumento do lucro e do número de pessoas beneficiadas.

“O apoio da Fundação BB foi uma conquista para nós da associação e para os pescadores, que há anos enfrentamos dificuldades no manejo do pirarucu. Os barcos que alugávamos não têm a mesma capacidade, nem câmara refrigerada, o que nos dá mais custo para realizar a pesca. Hoje, os gastos com gelo, aluguel e combustível são significativos. Agora, com o novo barco, que é mais leve por ser de alumínio, vamos gastar menos combustível, poderemos levar mais pescado e vender o peixe por um valor menor”, comemora o presidente da Atamp.

A entidade participou do processo de elaboração do Plano de Utilização da Reserva Extrativista Médio Purus, que tem como órgão gestor o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). Criado pela Lei nº 9.985 de 2000, o Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC) contempla categorias que permitem o uso de parte dos recursos naturais por comunidades que vivem no interior ou entorno dessas áreas. São as chamadas unidades de conservação (UCs) de uso sustentável: Florestas Nacionais, Reservas Extrativistas e Reservas de Desenvolvimento Sustentável são os principais exemplos desse tipo de UC.

Empoderamento das comunidades
Ouça aqui o depoimento do chefe da Reserva Médio Purus, gestor no ICMBio, José Maria Ferreira de Oliveira, que participa do manejo do pirarucu na região desde 2012.

Baixo custo e novos mercados
A embarcação de alumínio demanda baixo custo de manutenção, comparado a outras embarcações de ferro, aço ou madeira. O alumínio tem alta resistência à corrosão e demanda menor quantidade de combustível para o deslocamento por ser mais leve. A câmara frigorífica, contemplada pelo projeto, vai garantir a conservação do pescado pelo tempo que for necessário para percorrer os rios da Amazônia, sem a preocupação com a perda do gelo e risco de deterioração do pescado.

Com a nova aquisição, a Atamp fez prospecção de ganho de novos mercados como Manaus, Porto Velho, Boca do Acre e Acre, que serão futuros compradores diretos sem depender da venda para a cooperativa de Lábrea, que não absorve toda a produção.

Para o pescador Regimar Flor de Almeira (34), que há cinco anos trabalha com o manejo sustentável do pirarucu, a nova embarcação vai trazer mais qualidade de vida para os participantes, que atualmente enfrentam dificuldades por falta de melhor estrutura.

“Há muito tempo lutamos por isso, pois nós manejadores não temos condições de pagar uma diária de R$ 700 para praticar o manejo. Agora, teremos a possibilidade de ganhar mais e ter uma melhoria de vida, pois hoje está difícil. Ganhamos pouco. Estamos felizes por termos a oportunidade de evoluir”, destaca o pescador da comunidade Várzea Grande.

 

A divulgação deste assunto contempla três Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, que fazem parte da Agenda da Organização das Nações Unidas com metas para o ano de 2030.

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Pesca sustentável no Baixo Juruá garante fonte de renda e manutenção de biodiversidade

Os moradores da Reserva Extrativista do Baixo Juruá (Resex), no Amazonas, aproveitam as lagoas criadas pelo Rio Juruá para a captura do pirarucu e do tambaqui, usados na alimentação e na melhoria da renda das famílias.

Há quase 20 anos a Associação dos Trabalhadores Rurais de Juruá - Astruj foi criada para implantar um modelo de desenvolvimento sustentável na região, que tem como principais fontes econômicas a pesca, o cultivo da mandioca para produção de farinha e a produção de hortaliças, plantadas nas várzeas dos rios.

Atualmente a captura do pirarucu e do tambaqui na Resex é resultado da atividade de manejo nos lagos que são formados pelo rio. A produção de pescado das 150 famílias gira em torno de 40 toneladas por ano, porém a estrutura usada pela associação é considerada precária, o que prejudica os resultados da produção.

Neste mês, a Astruj formalizou uma parceria com a Fundação Banco do Brasil e o Fundo Amazônia (gerido pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social - BNDES) no valor de R$ 526 mil para o projeto “Fortalecimento da Atividade de Manejo Sustentável de Pirarucu e Tambaqui na Reserva Extrativista do Baixo Juruá (AM)”.  A parceria faz parte do Programa Ecoforte Extrativismo. O recurso será destinado para aquisição de duas embarcações, que serão usadas no transporte do pescado até os pontos de comercialização, caixas isotérmicas removíveis, máquinas de gelo para conservação do pescado; geradores de energia, além de material de pesca e matéria-prima. O projeto contará também com consultores técnicos e capacitação em gestão de empreendimentos coletivos para os associados.

Água e peixes em abundância 
O pirarucu e o tambaqui são espécies consideradas de maior importância comercial na cadeia produtiva do pescado da região amazônica. Segundo opresidente do Memorial Chico Mendes e consultor do projeto, Adevaldo Dias, os moradores estão autorizados a abaterem apenas  trinta por cento dos peixes adultos. O restante deve permanecer nos rios para reprodução. “O projeto vai garantir o manejo correto, com preservação das espécies, diminuição dos custos, porque agora não precisam mais alugar embarcações para transportar os peixes, irá melhorar a qualidade do pescado e, consequentemente, o aumento da renda dos associados", disse.

O projeto conta também com a parceria do Memorial Chico Mendes e do Instituto Chico Mendes de Conservação e Biodiversidade (ICMBio).



A divulgação deste assunto contempla três 
Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, que fazem parte da Agenda da Organização das Nações Unidas com metas para o ano de 2030.

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No Dia Internacional de Combate às Drogas, 26 de junho, a Fundação BB anuncia a parceria com a organização não governamental Salve a Si, com o investimento social de R$ 244,6 mil. O recurso será utilizado na realização de capacitação de homens em recuperação de dependência química, na Cidade Ocidental (GO).

Estão previstos treinamentos em horticultura, piscicultura, viveirismo, produção de insumos orgânicos, jardinagem, paisagismo, irrigação, e noções básicas em agroecologia. A intenção é que os acolhidos possam desenvolver habilidades e conhecimentos para inserção no mercado de trabalho. Eles vão atuar na produção de frutas, legumes, verduras, hortaliças e plantas ornamentais em sistema agroecológico (integrados ao meio ambiente e sem agrotóxicos e adubos químicos) e na criação de peixes.

Com os cursos, os internos poderão atuar na produção da fazenda e contribuir para a manutenção das atividades do abrigo, que conta, atualmente, com recursos de doações e de subsídio do Governo do Distrito Federal. .

"Queremos mostrar aos acolhidos a capacidade que eles têm de serem membros produtivos da sociedade, por meio de cursos profissionalizantes, e tornar a fazenda sustentável", afirma o fundador da Ong e coordenador geral do projeto, José Henrique França.

Desde 2008, quando foi criada, a Salva a Si já atendeu mais de 2 mil homens em situação de vulnerabilidade social e dependência química e tem capacidade para acolher 120 residentes ao mesmo tempo. O trabalho de recuperação é desenvolvido em uma fazenda de 33 hectares, que possui nascentes, rios e infraestrutura como granja, chiqueiro, mudário de plantas exóticas e medicinais, produção de agricultura orgânica e piscicultura.

O tratamento dura de seis a 12 meses com integração de várias abordagens terapêuticas e metodologias de superação de dependência, como Alcóolicos Anônimos, e o desenvolvimento de espiritualidade ecumênica, assim como atividades para a promoção de autocuidado, sociabilidade, aprendizagem e capacitação. A entidade também realiza um programa de orientação e acompanhamento para as famílias dos pacientes, com sala de atendimento perto da rodoviária metropolitana, na região central de Brasília.

Saiba mais sobre o projeto no site da Ong Salve a Si.

 

A divulgação deste projeto contempla cinco Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, que fazem parte da Agenda da Organização das Nações Unidas com metas para o ano de 2030.

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