Portal Interno Enchentes3

O Banco do Brasil aprovou plano de ação emergencial para colaborar com as populações dos estados do Espírito Santo e Minas Gerais, diante da situação de calamidade que se instalou nessas regiões após as últimas enchentes.

Entre as medidas, foram abertas contas para receber doações voluntárias: agência 1607-1, contas 70.000-2 (FBB Enchentes ES) e 80.000-7 (FBB Enchentes MG), CNPJ 01.641.000/0001-33.

Os recursos das doações voluntárias serão destinados às entidades sem fins lucrativos, dos municípios em estado de calamidade pública, para atendimento de necessidades urgentes das comunidades atingidas.

Todo recurso doado pela Fundação Banco do Brasil tem acompanhamento das agências do Banco do Brasil e participação dos funcionários voluntários.

Os valores recebidos de doações serão integralmente aplicados. Adicionalmente, a Fundação Banco do Brasil realizará investimento social, com recursos próprios, em outras ações ou projetos nas comunidades atingidas.

Juntos podemos mais.

Para doar acesse: enchentes.fbb.org.br

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Portal Interno CAA

Povos e comunidades tradicionais de Minas Gerais driblam os desafios do semiárido e veem agroecologia prosperar

O Centro de Agricultura Alternativa do Norte de Minas – CAA-NM em parceria com a Fundação Banco do Brasil está ajudando a melhorar as perspectivas de vida de agricultores familiares, assentados da reforma agrária, indígenas e quilombolas que vivem no Norte de Minas Gerais.

Com o Projeto Ampliação e Fortalecimento da Rede Sociotécnica de Agroecologia do Sertão Norte Mineiro, a entidade está organizando a produção agroecológica, por meio da qualificação de uma unidade regional de comercialização, de registro e certificação de empreendimentos e produtos da agricultura familiar e agroextrativista, que além de incentivar o protagonismo dos empreendimentos locais, também fortalecerá os circuitos regionais de comercialização, com o funcionamento regular do Empório do Sertão.

Em 2019, a entidade recebeu cerca de R$ 500 mil, por intermédio do edital Ecoforte Redes, uma parceria da Fundação Banco do Brasil e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), para promover cursos e capacitações para trabalhadores dos municípios de Brasília de Minas, Coração de Jesus, Montes Claros, Janaúba, São João das Missões, Januária, Cônego Marinho, Bonito de Minas, Pai Pedro, Serranópolis de Minas, Riacho dos Machados, Rio Pardo de Minas e Grão Mogol.

O investimento também foi usado para a aquisição de equipamentos como cafeteiras elétricas e demais utilidades de cozinhas para a montagem de um café no interior do Empório, que fica na cidade de Montes Claros, na formação gastronômica dos trabalhadores, na compra de quatro kits compostos com barracas e balanças que serão usadas em feiras agroecológicas, além de kits para a implantação de energia solar. Entre os produtos comercializados pelas famílias estão: óleos de rufão (fruta típica do Cerrado), de pequi e buriti, farinha de mandioca, açúcar mascavo, rapadura, sementes crioulas, grãos e uma variedade de produtos hortifrutigranjeiros.

Francisco Wagner, agricultor e um dos dirigentes da Cooperativa Grande Sertão, uma das filiadas ao Centro de Agricultura Alternativa, conta o que todas as famílias têm em comum na região: o desejo de melhorias na produção e de um lugar de confiança para comercializar seus produtos. E que na sua propriedade, que fica na Comunidade Pinheiros, distrito de Montes Claros, em que ele trabalha com a esposa e um casal de filhos, cultiva uma variedade de frutas que são transformadas em polpas – cajá, maracujá, acerola e abacaxi, entre outras.

“A perspectiva da gente da roça é de cada vez mais aumentar a produção e melhorar a renda da família, mas a falta de chuva tem nos preocupado, só que nós não perdemos o ânimo. Só na Cooperativa Grande Sertão são 200 cooperados, e estamos aproveitando essas capacitações que o projeto nos oferece e que tem ajudado a melhorar o nosso conhecimento”, afirma.

De acordo com o coordenador do projeto, Luciano Rezende, a ideia é que o projeto alcance até mil pessoas indiretamente com as capacitações. “Essa etapa do projeto qualifica as anteriores que já receberam incentivos da Fundação BB. Ela abrange as diversas etapas da produção agroecológica, além disso, qualifica o processo e abre um espaço maior para a comercialização dos produtos, com Empório do Sertão, que é um lugar onde o agricultor familiar tem como referência para comercializar seus produtos”, disse.

Sobre a organização

O CAA-NM foi idealizado a partir das necessidades dos agricultores familiares e formado por meio de aliança entre os povos. A primeira parceria foi estabelecida em 2005. Foram desenvolvidos 15 projetos na região, com destaque para a instalação de cisternas de placa e calçadão, implantação da Produção Agroecológica Integrada e Sustentável (PAIS), reforma e adequação do espaço Solar do Sertão.

 

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Portal Interno QuintaisProdutivos

Capacitação em quintais produtivos contribui para mulheres de várias realidades sociais em Minas Gerais

Nilma Pereira, 48 anos, cresceu no meio rural, aprendeu com os pais a plantar e a cuidar dos animais. Aos nove anos foi morar na cidade e teve várias ocupações: babá, cuidadora de idosos, doméstica, catadora de material reciclável. O tempo passou, veio o casamento e chegou um tempo em que Nilma e o companheiro ficaram desempregados. Foram dois anos tentando uma recolocação profissional e sem perspectivas entraram para tráfico de drogas. Autuada pelo crime, em 2018 começou a cumprir a pena no Presídio Feminino de Eugenópolis, localizado na Zona da Mata Mineira.

Foi neste contexto, que ela foi convidada a fazer o curso Quintais Produtivos para mulheres em situação de vulnerabilidade social, para que elas pudessem aprender os conceitos de agroecologia e produzir alimentos. “Eu saí da roça aos nove anos, então fazer este curso significou para mim um retorno a minha infância”, afirma Nilma.

A iniciativa surgiu do Instituto Cultural Boa Esperança, que apresentou a proposta para o edital do Voluntariado da Fundação Banco do Brasil em 2017. O projeto foi executado em municípios da região metropolitana de Belo Horizonte e na cidade de Eugenópolis. Foram quatro capacitações de 80 horas, com a participação máxima de 15 mulheres, e os temas tratados eram relacionados com a construção de canteiros, mandalas, espiral de ervas, mini-viveiros e mudas.

A responsável pelo desenvolvimento do projeto no presídio, Célia da Consolação, avalia que a capacitação superou as expectativas e ajudou a melhorar a autoestima das mulheres. “Uma das mulheres queria plantar morango e teve oportunidade de semear, plantar e colher. Quando surgiram os primeiros frutos ela me disse: eu estou tendo a chance de comer o fruto do meu trabalho. É muito gratificante ouvir isto”, Célia se emociona ao falar.

Estudantes de escolas públicas da cidade também puderam visitar o canteiro, como forma de aprenderem conceitos sobre a agroecologia e de conhecerem a origem dos alimentos que consomem na escola. “Muita coisa que plantamos aqui doamos para creches e escolas, por isso isto estamos em busca de parceiros para continuarmos este projeto e dar oportunidade a outras mulheres que estão cumprindo pena. Das quinze que fizeram o curso, oito já estão em liberdade e queremos que esse projeto tenha vida longa”, explica Célia.

Nilma agora quer terminar de cumprir a pena (2020 ela estará em liberdade) e retomar as atividades da infância. “Eu aprendi plantar brócolis, espinafre, e então quero sair daqui para voltar para roça”, finaliza.

Outras capacitações

Além do presídio feminino, os coordenadores do projeto pelo Instituto Cultural Boa Esperança George Helt e Reny Fonseca montaram as capacitações para mulheres assentadas de São Joaquim das Bicas, para mães de alunos de uma escola pública de Belo Horizonte e para mulheres idosas em Lagoa Santa.

Por serem moradoras de assentamento, já tinham conhecimento de agroecologia, mas foi uma oportunidade para aumentar a produção e comercializar o excedente. “A organização dessas mulheres, contribuiu, após as capacitações dos quintais produtivos, para a construção de uma cisterna para a produção de verduras e legumes, que ajuda na alimentação de suas famílias e para a comercialização em feiras agroecológicas” avalia George.

Em Belo Horizonte, a capacitação em quintais produtivos surgiu para melhorar a nutrição das crianças e adolescentes de uma escola pública. “Elas foram capacitadas, começaram a produzir e os alimentos foram incorporados na merenda dos estudantes para melhorar a qualidade da alimentação”, complementa Reny.

Não bastasse capacitar mulheres assentadas e mães, a última capacitação uniu agroecologia e acessibilidade. O grupo de mulheres da cidade de Lagoa Santa reúne mulheres acima dos 60 anos, que têm dificuldade de ficar descendo e levantando para adubar, semear, plantar e colher. Então, veio a ideia de um quintal produtivo suspenso. “Foi emocionante o resultado, porque este grupo de mulheres já tinha um conhecimento mais aprofundado em agroecologia e a construção do quintal elevado por meio de bombonas plásticas permitiu a elas cultivarem em pé aliando amor a agroecologia com acessibilidade”, finaliza George.

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Portal Interna Copasa

O edital prevê a reaplicação de quatro tecnologias sociais em Minas Gerais.

A Fundação Banco do Brasil e a Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) divulgaram nesta terça-feira (29), o resultado preliminar com a lista das entidades habilitadas e inabilitadas no edital de Reaplicação de Tecnologias Sociais em Minas Gerais. O resultado pode ser conferido neste link.

A partir de quarta-feira (30), inicia-se o prazo de cinco dias úteis para que os inscritos possam apresentar recurso. Os recursos devem ser encaminhados ao e-mail Esta dirección de correo electrónico está protegida contra spambots. Necesita activar JavaScript para visualizarla. até às 23h59 do dia 5 de novembro.

Saiba mais sobre o edital aqui

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Portal Interna Copasa

Entidades sem fins lucrativos podem se inscrever até 23 de setembro para executarem trabalhos em 112 cidades mineiras

 

A Fundação Banco do Brasil e a Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) vão habilitar entidades sem fins lucrativos para fazerem a reaplicação de tecnologias sociais em 112 municípios mineiros. A parceria visa promover ações de conservação e recuperação de nascentes e mananciais no estado.

O credenciamento será realizado por meio de edital e prevê recursos de R$ 2 milhões para dar continuidade ao Pró-Mananciais, programa de proteção e conservação de mananciais usados pela empresa mineira no abastecimento da rede pública.

Estão previstas no edital as reaplicações de quatro tecnologias sociais certificadas pela Fundação BB e que integram o Banco de Tecnologias Sociais (BTS), são elas: 1) SAF – Sistemas Agroflorestais (uso ou manejo da terra que reúnem culturas agrícolas e espécies arbóreas, de maneira consorciada e que serve de base para a agricultura orgânica); 2) Biodigestor Sertanejo (produção de gás a partir de esterco animal), 3) Fossa Séptica TeVap (tratamento e disposição final dos dejetos do vaso sanitário domiciliar) e 4) Cisterna Ferrocimento (alternativa usada na captação e armazenamento de água da chuva). O Banco de Tecnologias Sociais é um acervo on-line que reúne todas as metodologias certificadas pela Fundação BB desde 2001.

As entidades interessadas devem ficar atentas ao prazo de inscrições, que ficará aberto até às 18 horas de 23 de setembro de 2019, para recebimento das propostas na Fundação BB.

As localidades onde serão reaplicadas as tecnologias sociais foram indicadas pela Copasa e estão relacionadas com as bacias hidrográficas de cada região do estado de Minas Gerais. Para ser contemplada, a entidade precisa comprovar capacidade técnica para atuar em reaplicação das tecnologias sociais ou similares às propostas no edital.

Sobre o Pró-Mananciais

O Pró-Mananciais foi desenvolvido pelo governo de Minas Gerais por meio da Copasa. Entre as diversas atividades desenvolvidas, estão o cercamento de nascentes, plantio de mudas nativas em mata ciliar e implantação de bacias de contenção de enxurradas. O Pró-Mananciais vai além do cumprimento dos requisitos legais e regulamentares, ele estimula a pró-atividade, a responsabilidade social, a criatividade e o protagonismo a partir da formação de agentes locais transformadores, cujo trabalho integrado às políticas públicas locais amplia os resultados do Programa.

Leia o edital completo aqui.

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Aquisição do veículo está prevista no projeto “Quitanda sobre Rodas”, que beneficiará 140 produtoras familiares de Cataguases

Brevemente, o tradicional Café Rural produzido por agricultoras familiares de Cataguases (320 Km de Belo Horizonte), em Minas Gerais, ganhará ruas e eventos locais com o food truck que a Associação de Mulheres Rurais de Cataguases (AMURC) está adquirindo com apoio da Fundação Banco do Brasil. Orçado em R$ 298 mil, o projeto “Quitanda sobre Rodas” também possibilitará a estruturação de uma cozinha industrial e equipamentos para o box que a entidade mantém no Mercado do Produtor.

Maria Inês Oliveira Rocha, vice-presidente da AMURC, afirma que a execução do projeto impactará positivamente cerca de 140 famílias de pequenas produtoras em nove comunidades. Atualmente, a renda obtida com a comercialização dos produtos gera um incremento médio de 30% na renda familiar das associadas, calcula.

Produzidas com matéria-prima orgânica, as broas, biscoitos, bolos e o pastel de angu, entre outras quitandas, já foram reconhecidas por consultores da Associação das Cidades Histórias de Minas Gerais (ACHMG) como histórica e culturalmente autênticas, passando a compor o roteiro turístico da região. Além dos itens do Café Rural, as produtoras comercializam compotas, doces em barra e cristalizados, geleias, polpadas (espécie de doce de colher utilizado como sobremesa, recheio de bolos e acompanhamento de biscoitos) e licores, entre outros itens culinários produzidos com mão-de-obra familiar.

Atualmente, os alimentos são feitos nas cozinhas das produtoras e transportados em carros fretados, sem nenhuma estrutura para tal. Marlene Aparecida do Carmo Soares comercializa o Café Rural para eventos há cerca de 15 anos, junto com a amiga Vanderli Docelino Moisés. Moradora da comunidade da Glória, ela aposta na iniciativa para aumentar o lucro e facilitar o transporte até os locais dos eventos. “Hoje a gente paga até R$ 130 de frete, sem falar que os carros não são próprios para isso. Com esse food truck, a gente espera melhorar o ganho, a produção e a qualidade de vida”.

A divulgação deste projeto está relacionada aos seguintes Objetivos do Desenvolvimento Sustentável - ODS:

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Iniciativa em Arinos, região Noroeste de Minas Gerais, oferece opções para atuar em hortas comunitárias, apicultura, plantio e processamento de baru, produção de fungicidas e repelentes biológicos

Warllei Oliveira tem 26 anos e um futuro promissor à frente. Técnico agrícola, o morador de Arinos (MG) é visto na região como referência na organização e mobilização das famílias para o manejo correto do extrativismo do baru, fruto típico do cerrado.

Entre 2016 e 2017, ele e outros 29 jovens de 15 a 26 anos receberam incentivo do projeto Juventude Rural para atuar em atividades que estimulassem a permanência do jovem no campo, com melhoria da renda, por meio da diversificação de empreendimentos econômicos voltados à agricultura familiar e de base agroecológica. Os participantes são filhos de agricultores familiares dos municípios de Arinos, Uruana de Minas e Riachinho, região do Urucuia Grande Sertão, no Noroeste de Minas, e estudantes do Instituto Federal Norte de Minas (IFNM) Campus Arinos, com vocação para o trabalho rural. O IFNM colaborou na implantação do projeto e no acompanhamento das atividades produtivas, com auxílio de professores nas atividades de formação, pesquisa e extensão.

O projeto é realizado pela Cooperativa de Agricultura Familiar Sustentável com Base na Economia Solidária (Copabase), em parceria com a Fundação Banco do Brasil, que investiu R$ 200 mil na implantação de cinco hortas comunitárias, uma unidade de processamento de baru e um núcleo de produção de fungicidas e repelentes biológicos. O recurso foi investido também na compra de equipamentos e insumos para uma unidade de produção de mel.

Na oportunidade oferecida pelo projeto, Warllei percebeu uma chance de crescer profissionalmente, assim como melhorar a vida da sua família e daqueles que estavam à sua volta. "Quando a Copabase nos ofereceu a chance de trabalhar no projeto, não tive dúvidas na escolha do baru, porque já tinha uma familiaridade com a cadeia produtiva. Logo em seguida, formei um grupo com seis famílias e me associei à cooperativa”, disse. 

Após ingressar na iniciativa, o jovem mineiro contabilizou conquistas pessoais e coletivas. Ajudou a Copabase a aumentar o número de jovens cooperados de 6 para 30 e, com isso, melhorar os resultados em todas as atividades. Em 2017, a cooperativa coletou e comercializou 94 mil quilos de baru, vendidos para os Estados Unidos. A produção de castanha de baru ficou em 10 toneladas, sendo que 80% foram comercializadas para indústrias de alimentos orgânicos da cidade de São Paulo e os 20% restantes passaram por beneficiamento no galpão da cooperativa e vendidas em eventos, feiras e para consumidores finais.

Warllei conta com orgulho que o projeto lhe abriu um leque de possibilidades, com os cursos e capacitações. Ele conseguiu comprar uma chácara de 2 hectares, distante 3 quilômetros da cidade, onde já plantou 160 pés de baru e outras culturas. “Já colhi maracujá e mandioca na minha propriedade. O próximo passo é construir uma casa para tirar meus pais do aluguel”, concluiu.  

Parceria de sucesso
Com quase dez anos de existência, a Cooperativa da Agricultura Familiar com Base na Economia Solidaria – COPABASE já executou mais de 25 convênios em parceria com a Fundação Banco do Brasil, com o objetivo de melhorar a vida das famílias. A entidade é constituída por cooperados que são, a maioria, agricultores familiares dos municípios da região do Vale do Rio Urucuia: Arinos, Bonfinópolis, Buritis, Chapada Gaúcha, Formoso, Pintópolis, Riachinho, Urucuia e Uruana de Minas. As atividades consistem principalmente em administrar e gerenciar o funcionamento das unidades de processamento de mel e frutas, além de comercialização e organização da produção de polpas de frutas, mel, baru, óleo de pequi, açúcar mascavo, farinha de mandioca e outros produtos da agricultura familiar. 

Juventude Rural
O Juventude Rural surgiu para apoiar projetos de cooperativas e associações que buscam estruturar empreendimentos econômicos de grupos de jovens rurais de 15 a 29 anos. Com a parceira do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), foram investidos R$ 8 milhões em projetos que estimulem o protagonismo dos jovens do campo, que fortaleçam práticas sustentáveis de cultivo agroecológico e uso da sociobiodiversidade. Ao todo, foram apoiados 48 projetos  em todo país, selecionados via edital.

A divulgação deste assunto contempla quatro Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, que fazem parte da Agenda da Organização das Nações Unidas com metas para o ano 2030.

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Projeto recebeu da Fundação Banco do Brasil R$ 248 mil para beneficiar moradores da zona rural 

Com a implementação de tecnologias sociais, a Fundação Banco do Brasil deu mais um passo na melhoria do saneamento básico e incentivo à produção agroecológica das comunidades rurais de Caratinga (MG). A iniciativa é um projeto de inclusão socioprodutiva na região da Bacia do Rio Doce, para implantação e recuperação de atividades produtivas e acesso à água nos municípios afetados pelo rompimento da barragem do Fundão, em 2015. 

Entre 2016 e dezembro de 2017, 134 agricultores familiares receberam em suas propriedades unidades de Fossas Sépticas Biodigestoras e Quintais Agroecológicos - soluções para tratamento de esgoto e produção de alimentos sem o uso de agrotóxicos. As famílias beneficiadas são moradoras do Córrego dos Dias, Córrego do Mono e Córrego São Vicente, que participaram de capacitações em meio ambiente, sustentabilidade e geração de renda. A Parceria da Fundação BB no projeto foi com a Rede de Intercâmbio de Tecnologias Alternativas que recebeu recurso no valor de R$ 248 mil. 

A chácara de 1,6 m² de Valquíria Braga e do esposo Fabrício da Silva fica  no Córrego do Mono, cerca de três quilômetros do centro de Caratinga. Contemplado com o projeto, o jovem casal agora tem no quintal uma fossa que trata o esgoto doméstico, além de uma produção diversificada de arvores frutíferas e nativas -  laranja, carambola, ameixa, pupunha, açaí, acerola, goiaba, amora, figo, ipê e pau brasil. 

“O projeto está proporcionando bem-estar para todos. Com as fossas deixamos de poluir o principal córrego da região. Antes, fazíamos uso de fossas negras e algumas famílias nem fossas tinham. Em breve, veremos os resultados dos quintais, com variedades de frutas sem produtos químicos”, declarou Valquíria.

De acordo com Izânia Neves, técnica em agroecologia da Rede, o projeto envolveu a comunidade e trouxe conscientização para as famílias sobre a necessidade de tratar o esgoto, de cuidar da limpeza do córrego da região e de produzir alimentos saudáveis. Ela conta que poucas famílias conheciam a produção em agroecologia, e que a partir do projeto foi possível sensibilizá-las. “Essa parceria com a Fundação BB foi essencial para que pudéssemos fazer o acompanhamento e assessoria técnica nas propriedades. Além disso, conseguimos trabalhar com as famílias a questão dos agrotóxicos, um assunto que muitos desconheciam, e os danos que eles podem causar ao meio ambiente e à saúde”, disse. O projeto contou ainda com a parceria da Organização do Povo que Luta (OPL) e do Sindicato dos Produtores Rurais de Caratinga. O projeto Agroecologia e Saneamento: Alternativas no Cultivo de Água e Alimentos para a Agricultura Familiar conta também com a parceria do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

A divulgação deste assunto contempla quatro Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, que fazem parte da Agenda da Organização das Nações Unidas com metas para o ano de 2030.

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