Com apoio da Fundação BB, aldeias vão adquirir máquinas e equipamentos para o cultivo e escoamento de mandioca feijão, banana e amendoim


Mãtsisipatã Nukun Yunu Xarabú Banakin - você conhece o significado dessa frase? Na língua do povo indígena Huni Kui, quer dizer: Desenvolvendo Nossa Agricultura Orgânica. Esse é o nome dado ao projeto da Federação do Povo Huni Kui, do estado do Acre, que tem parceria com a Fundação BB. No Brasil, os Huni Kuis estão concentrados na região amazônica, principalmente no estado do Acre. Eles têm cultura, costumes, valores e língua própria, pertencente ao tronco linguístico Pano, e desenvolvem atividades econômicas, como caça, pesca, coleta e plantio de grande variedade de espécies.

O projeto com a Fundação BB visa melhorar a produção agroecológica, garantindo às famílias uma alimentação nutritiva e saudável por meio do fortalecimento do cultivo de mandioca, feijão, banana e amendoim. A iniciativa vai beneficiar os indígenas das aldeias Txanayá e Nova Mudança - situadas nos municípios de Feijó e Santa Rosa do Purus - com apoio logístico ao escoamento da produção, além da contribuição ao desenvolvimento econômico aliado à preservação do meio ambiente. O investimento social da Fundação Banco do Brasil, no valor de R$ 204 mil, será utilizado na aquisição de máquinas, ferramentas e dois barcos. Também serão realizadas capacitações voltadas para o aperfeiçoamento da produção e comercialização dos produtos.

As aldeias onde as ações serão implementadas ficam distantes dos grandes centros e servirão de unidades de referência para a região. A Txanayá, onde vivem aproximadamente 170 pessoas, fica a oito horas de barco do município de Feijó. Já a Nova Mudança faz parte da primeira aldeia do território Indígena do Alto Purus, é habitada por cerca de 80 indígenas e fica localizada a seis horas de barco do município de Santa Rosa do Purus (AC), 300 quilômetros da capital Rio Branco.

Joana Euda Barbosa é descendente do povo munduruku do Tapajós do Pará e foi escolhida para assessorar o projeto devido à experiência em outros projetos sociais. Ela explica que as mulheres e os jovens terão uma participação ativa na iniciativa. “No dia a dia, todos têm suas obrigações, conforme a distribuição das tarefas nas aldeias. Agora com o projeto, eles passarão a ter ainda mais responsabilidades. Em especial, as mulheres que atuarão nas plantações, colheitas e em breve no ensacamento dos produtos excedentes que serão comercializados”.

 

 

A divulgação deste projeto contempla três Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, que fazem parte da Agenda da Organização das Nações Unidas com metas para o ano de 2030.

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Pesca sustentável no Baixo Juruá garante fonte de renda e manutenção de biodiversidade

Os moradores da Reserva Extrativista do Baixo Juruá (Resex), no Amazonas, aproveitam as lagoas criadas pelo Rio Juruá para a captura do pirarucu e do tambaqui, usados na alimentação e na melhoria da renda das famílias.

Há quase 20 anos a Associação dos Trabalhadores Rurais de Juruá - Astruj foi criada para implantar um modelo de desenvolvimento sustentável na região, que tem como principais fontes econômicas a pesca, o cultivo da mandioca para produção de farinha e a produção de hortaliças, plantadas nas várzeas dos rios.

Atualmente a captura do pirarucu e do tambaqui na Resex é resultado da atividade de manejo nos lagos que são formados pelo rio. A produção de pescado das 150 famílias gira em torno de 40 toneladas por ano, porém a estrutura usada pela associação é considerada precária, o que prejudica os resultados da produção.

Neste mês, a Astruj formalizou uma parceria com a Fundação Banco do Brasil e o Fundo Amazônia (gerido pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social - BNDES) no valor de R$ 526 mil para o projeto “Fortalecimento da Atividade de Manejo Sustentável de Pirarucu e Tambaqui na Reserva Extrativista do Baixo Juruá (AM)”.  A parceria faz parte do Programa Ecoforte Extrativismo. O recurso será destinado para aquisição de duas embarcações, que serão usadas no transporte do pescado até os pontos de comercialização, caixas isotérmicas removíveis, máquinas de gelo para conservação do pescado; geradores de energia, além de material de pesca e matéria-prima. O projeto contará também com consultores técnicos e capacitação em gestão de empreendimentos coletivos para os associados.

Água e peixes em abundância 
O pirarucu e o tambaqui são espécies consideradas de maior importância comercial na cadeia produtiva do pescado da região amazônica. Segundo opresidente do Memorial Chico Mendes e consultor do projeto, Adevaldo Dias, os moradores estão autorizados a abaterem apenas  trinta por cento dos peixes adultos. O restante deve permanecer nos rios para reprodução. “O projeto vai garantir o manejo correto, com preservação das espécies, diminuição dos custos, porque agora não precisam mais alugar embarcações para transportar os peixes, irá melhorar a qualidade do pescado e, consequentemente, o aumento da renda dos associados", disse.

O projeto conta também com a parceria do Memorial Chico Mendes e do Instituto Chico Mendes de Conservação e Biodiversidade (ICMBio).



A divulgação deste assunto contempla três 
Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, que fazem parte da Agenda da Organização das Nações Unidas com metas para o ano de 2030.

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