Jueves, 28 Junio 2018 09:22

Indígenas do Acre recebem recurso para plantio e distribuição de alimentos Featured

Written by Dalva Oliveira
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Indígenas do Acre recebem recurso para plantio e distribuição de alimentos Fotos: Dante Novaes

Com apoio da Fundação BB, aldeias vão adquirir máquinas e equipamentos para o cultivo e escoamento de mandioca feijão, banana e amendoim


Mãtsisipatã Nukun Yunu Xarabú Banakin - você conhece o significado dessa frase? Na língua do povo indígena Huni Kui, quer dizer: Desenvolvendo Nossa Agricultura Orgânica. Esse é o nome dado ao projeto da Federação do Povo Huni Kui, do estado do Acre, que tem parceria com a Fundação BB. No Brasil, os Huni Kuis estão concentrados na região amazônica, principalmente no estado do Acre. Eles têm cultura, costumes, valores e língua própria, pertencente ao tronco linguístico Pano, e desenvolvem atividades econômicas, como caça, pesca, coleta e plantio de grande variedade de espécies.

O projeto com a Fundação BB visa melhorar a produção agroecológica, garantindo às famílias uma alimentação nutritiva e saudável por meio do fortalecimento do cultivo de mandioca, feijão, banana e amendoim. A iniciativa vai beneficiar os indígenas das aldeias Txanayá e Nova Mudança - situadas nos municípios de Feijó e Santa Rosa do Purus - com apoio logístico ao escoamento da produção, além da contribuição ao desenvolvimento econômico aliado à preservação do meio ambiente. O investimento social da Fundação Banco do Brasil, no valor de R$ 204 mil, será utilizado na aquisição de máquinas, ferramentas e dois barcos. Também serão realizadas capacitações voltadas para o aperfeiçoamento da produção e comercialização dos produtos.

As aldeias onde as ações serão implementadas ficam distantes dos grandes centros e servirão de unidades de referência para a região. A Txanayá, onde vivem aproximadamente 170 pessoas, fica a oito horas de barco do município de Feijó. Já a Nova Mudança faz parte da primeira aldeia do território Indígena do Alto Purus, é habitada por cerca de 80 indígenas e fica localizada a seis horas de barco do município de Santa Rosa do Purus (AC), 300 quilômetros da capital Rio Branco.

Joana Euda Barbosa é descendente do povo munduruku do Tapajós do Pará e foi escolhida para assessorar o projeto devido à experiência em outros projetos sociais. Ela explica que as mulheres e os jovens terão uma participação ativa na iniciativa. “No dia a dia, todos têm suas obrigações, conforme a distribuição das tarefas nas aldeias. Agora com o projeto, eles passarão a ter ainda mais responsabilidades. Em especial, as mulheres que atuarão nas plantações, colheitas e em breve no ensacamento dos produtos excedentes que serão comercializados”.

 

 

A divulgação deste projeto contempla três Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, que fazem parte da Agenda da Organização das Nações Unidas com metas para o ano de 2030.

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