Wednesday, 04 December 2019 16:19

Olhar atento para a gestão da saúde pública Featured

Written by Camila Maxi
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Iniciativa existe há oito anos e tem dois mil auditores cívicos espalhados por 58 cidades e oito estados

Vencedora  na categoria Cidades Sustentáveis e/ou Inovação Digital da 10ª edição do Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social, a  Auditoria Cívica na Saúde, do Instituto de Fiscalização e Controle (IFC), é uma iniciativa que capacita o cidadão para que haja uma aproximação entre a população e o sistema de saúde pública. O objetivo é que  os moradores acompanhem o funcionamento dos postos de saúde locais, elaborando relatórios para envio às  autoridades competentes, como Secretaria de Saúde e Ministério Público.

“É um privilégio conquistar este prêmio e com muita alegria saímos da cerimônia cheios de planos para usar o recurso que recebemos. Vamos elaborar um EAD (educação à distância) e aperfeiçoar o projeto no segmento tecnológico. O ensino à distância capacitará mais pessoas para usarem a auditoria para melhorias. É importante disponibilizar a ferramenta para que mais pessoas possam aplicar essa metodologia”, destaca Everton Kischlat vice-presidente do IFC.

O começo

A Auditoria Cívica de Saúde nasceu há oito anos, entre viagens do Instituto de Fiscalização e Controle de forma voluntária a diversos estados ouvindo as demandas da população. “O projeto se materializou como um instrumento para qualificar a visão do cidadão e revelar o que de fato não funciona, além de gerar um relatório", explica Everton.

Impacto em números

A metodologia está presente em 58 cidades e oito estados brasileiros. E contabiliza dois mil auditores cívicos mobilizados em todo o país, com 13 mil notificações de auditoria. No total, foram auditadas 650 unidades básicas de saúde, com o alcance de 29,6% de retorno, e a taxa média de 27,85% de resolução. “Existe uma grande demanda por todo o país”, conta.

Tecnologia aliada ao voluntariado

O grupo modernizou o formato de auditoria e criou o aplicativo Adote Um Postinho, que estabelece uma relação de compromisso para que o cidadão participe, acompanhe o processo de resolução e garanta o seu direito de ter acesso à saúde pública de qualidade. 

Com a conquista da primeira colocação, a tecnologia social receberá R$ 50 mil, destinados à expansão, aperfeiçoamento e reaplicação da tecnologia social. Outras duas iniciativas também foram premiadas na modalidade. Em segundo lugar, a Arquitetura na Periferia, do Instituto de Assessoria a Mulheres e Inovação - IAMÍ, de Belo Horizonte (MG), receberá R$ 30 mil pela metodologia. E em terceiro lugar, Origens do Brasil, do Instituto Manejo e Certificação Florestal Agrícola – Imaflora, de Piracicaba (SP) receberá R$ 20 mil pela tecnologia.

A premiação deste ano teve a parceria do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Instituto C&A, Ativos S/A e BB Tecnologia e Serviços, além da cooperação da Unesco no Brasil e apoio da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), Ministério da Cidadania e Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC).

 

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