Entidades sem fins lucrativos serão selecionadas para realizar organização comunitária em conjuntos habitacionais populares; primeira chamada da seleção tem inscrições abertas até 30 de maio

Estão abertas as inscrições para novo edital de credenciamento do Projeto Moradia Urbana com Tecnologia Social (Muts), promovido pela Fundação Banco do Brasil e voltado para entidades sem fins lucrativos. As entidades selecionadas irão realizar trabalho de mobilização comunitária com moradores de empreendimentos habitacionais destinados à população com renda familiar abaixo de R$1.800. O trabalho consistirá na reaplicação de tecnologia social chamada “Transformando realidades por meio da mobilização e organização comunitária” que busca promover a cidadania, os laços entre os moradores e a organização coletiva para buscarem soluções dos problemas no condomínio.

O edital terá duas chamadas: a primeira com inscrições abertas até 30 de maio e a segunda até 31 de agosto. Após a divulgação do resultado da primeira chamada, as instituições não habilitadas podem encaminhar novo envelope com a documentação exigida no edital para tentar novamente o credenciamento na segunda chamada.

A reaplicação da metodologia em cada residencial deverá durar um ano e prevê várias atividades. O autorrecenseamento é o censo feito pela própria comunidade para levantar informações tradicionais, como perfil demográfico e socioeconômico, e a inclusão de outros dados desejados pela comunidade, por exemplo, a quantidade de pessoas com necessidades especiais, idosos com dificuldade de locomoção, entre outros.

Haverá também atividades e oficinas para promover educação financeira, ambiental e patrimonial. As duas últimas vão reforçar noções sobre higiene, saúde, doenças individuais e coletivas, e estimular a consciência de preservação ambiental, como uso racional da água e da energia, o correto descarte de esgoto e dos resíduos sólidos, e a manutenção preventiva das moradias e dos espaços de uso comum.

A entidade que vai conduzir a reaplicação da metodologia também promoverá o intercâmbio de experiências com outras comunidades que tenham realidades semelhantes para ampliar o conhecimento sobre as soluções possíveis e a formação de redes de apoio. Por fim, será feito um diagnóstico junto com os participantes para identificar os principais problemas em cada condomínio e quais tecnologias sociais poderiam atender as necessidades encontradas (saiba mais sobre o diagnóstico no texto abaixo).

Acesse o edital e seus anexos aqui.

Aprimoramento

Este será o terceiro edital com o objetivo de levar tecnologias sociais para os empreendimentos habitacionais populares, a fim de estimular a cidadania, a participação comunitária e o protagonismo dos moradores na solução dos problemas coletivos. Nesta nova fase o Muts passou por mudanças a fim de aprimorar a forma de encaminhar as soluções para as demandas das comunidades. No dois primeiros editais, realizados em 2014 e 2015, foram implantadas duas tecnologias sociais em 58 conjuntos habitacionais, envolvendo 31,3 mil famílias. A primeira foi a metodologia de mobilização comunitária e educação financeira. A segunda foi escolhida pelos moradores em um leque de quatro opções, relacionadas a horta comunitária, produção de bijuterias com garrafa PET, compostagem de resíduos e biblioteca comunitária.

Neste novo formato, a escolha da segunda tecnologia será feita após um diagnóstico junto com os moradores para identificar os principais problemas em cada condomínio e escolher as tecnologias sociais que podem dar conta dos desafios observados. A escolha será feita dentre as mil metodologias disponíveis no Banco de Tecnologias Sociais (BTS), mantido pela Fundação BB. O BTS é um acervo online e gratuito com soluções para os diversos desafios enfrentados por comunidades, nos temas alimentação, educação, energia, habitação, meio ambiente, recursos hídricos, renda e saúde.

A divulgação deste projeto contempla dois Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, que fazem parte da Agenda da Organização das Nações Unidas com metas para o ano de 2030.

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Censo Maré, uma das vencedoras em 2015, aumentou a participação popular nos debates de questões sociais. Inscrições deste ano estão abertas até 31 deste mês

Aumento na mobilização dos moradores e na visibilidade do conjunto de favelas da Maré são as principais conquistas apontadas pela Associação Redes de Desenvolvimento da Maré e o Observatório de Favelas após o reconhecimento de sua tecnologia social na última edição do Prêmio de Tecnologia Social em 2015.

O projeto Censo Maré venceu na categoria Meio Urbano. Segundo o coordenador do projeto, Dalcio Marinho Gonçalves, “a certificação teve um impacto extraordinário na motivação e na autoestima dos colaboradores do Censo Maré e da associação. O Prêmio significou um reconhecimento do esforço e da dedicação de todos os colaboradores - ou tecedores da instituição, como preferimos chamar”, disse.

O projeto iniciou em 2012 a partir de pesquisa sobre as condições de habitação, lazer e oferta de serviços públicos da comunidade. Quase totalidade dos domicílios da região – 92% de aproximadamente 48 mil casas - foi visitada na ocasião. O produto final foi a publicação do Guia de Ruas da Maré. As ações foram realizadas por meio de mobilização comunitária e seguiu procedimentos técnicos adotados por órgãos oficiais, como o IBGE.

Gonçalves destaca alguns dos principais avanços posteriores ao reconhecimento: inauguração de espaço próprio para a mobilização e formação de mulheres em torno de questões comunitárias, geração de renda e trabalho e estabelecimento de fórum de debate para propor medidas de ampliação da segurança pública.

Tanto os dados do Censo Maré quanto a qualificação dos moradores para atuar no levantamento contribuíram para subsidiar novos projetos sociais na comunidade e para construir parcerias com o SEBRAE, a Fundação Getúlio Vargas e a ONG francesa Positive Planet. O coordenador acrescenta que a metodologia também permitiu o apoio da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), a Queen Mary University of London e o Newton Fund na pesquisa sobre a violência a partir a perspectiva das mulheres.

Inscrições abertas

A edição 2017 do Prêmio está com inscrições abertas até 31 deste mês. São seis categorias nacionais: "Água e Meio Ambiente"; "Agroecologia"; "Economia Solidária"; "Educação"; "Saúde e Bem-Estar" e "Cidades Sustentáveis e Inovação Digital" e uma categoria internacional "Água e Meio Ambiente, Agroecologia ou Cidades Sustentáveis". A categoria internacional é destinada a iniciativas realizadas em um ou mais países da América Latina e do Caribe, e que possam ser reaplicadas no Brasil. A participação é aberta a instituições sem fins lucrativos, como fundações, organizações da sociedade civil, instituições de ensino e pesquisa.

O primeiro lugar de cada uma das categorias será premiado com R$ 50 mil e as 18 instituições finalistas vão receber troféu e vídeo retratando sua iniciativa. Além disso, as tecnologias sociais que promovem o protagonismo e o empoderamento feminino vão receber um bônus de cinco por cento na pontuação total obtida.

O concurso tem a cooperação da UNESCO no Brasil e o apoio do Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF), do Banco Mundial, da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).

Os resultados de cada etapa do Prêmio serão divulgados no site da Fundação Banco do Brasil (www.fbb.org.br) e no BTS (tecnologiasocial.fbb.org.br ).

A leitura do regulamento e o procedimento de inscrição podem ser feitos no site: www.fbb.org.br/premio

A divulgação deste prêmio contempla todos osObjetivos do Desenvolvimento Sustentável, que fazem parte da Agenda da Organização das Nações Unidas com metas para o ano de 2030.

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