Iniciativa em Arinos, região Noroeste de Minas Gerais, oferece opções para atuar em hortas comunitárias, apicultura, plantio e processamento de baru, produção de fungicidas e repelentes biológicos

Warllei Oliveira tem 26 anos e um futuro promissor à frente. Técnico agrícola, o morador de Arinos (MG) é visto na região como referência na organização e mobilização das famílias para o manejo correto do extrativismo do baru, fruto típico do cerrado.

Entre 2016 e 2017, ele e outros 29 jovens de 15 a 26 anos receberam incentivo do projeto Juventude Rural para atuar em atividades que estimulassem a permanência do jovem no campo, com melhoria da renda, por meio da diversificação de empreendimentos econômicos voltados à agricultura familiar e de base agroecológica. Os participantes são filhos de agricultores familiares dos municípios de Arinos, Uruana de Minas e Riachinho, região do Urucuia Grande Sertão, no Noroeste de Minas, e estudantes do Instituto Federal Norte de Minas (IFNM) Campus Arinos, com vocação para o trabalho rural. O IFNM colaborou na implantação do projeto e no acompanhamento das atividades produtivas, com auxílio de professores nas atividades de formação, pesquisa e extensão.

O projeto é realizado pela Cooperativa de Agricultura Familiar Sustentável com Base na Economia Solidária (Copabase), em parceria com a Fundação Banco do Brasil, que investiu R$ 200 mil na implantação de cinco hortas comunitárias, uma unidade de processamento de baru e um núcleo de produção de fungicidas e repelentes biológicos. O recurso foi investido também na compra de equipamentos e insumos para uma unidade de produção de mel.

Na oportunidade oferecida pelo projeto, Warllei percebeu uma chance de crescer profissionalmente, assim como melhorar a vida da sua família e daqueles que estavam à sua volta. "Quando a Copabase nos ofereceu a chance de trabalhar no projeto, não tive dúvidas na escolha do baru, porque já tinha uma familiaridade com a cadeia produtiva. Logo em seguida, formei um grupo com seis famílias e me associei à cooperativa”, disse. 

Após ingressar na iniciativa, o jovem mineiro contabilizou conquistas pessoais e coletivas. Ajudou a Copabase a aumentar o número de jovens cooperados de 6 para 30 e, com isso, melhorar os resultados em todas as atividades. Em 2017, a cooperativa coletou e comercializou 94 mil quilos de baru, vendidos para os Estados Unidos. A produção de castanha de baru ficou em 10 toneladas, sendo que 80% foram comercializadas para indústrias de alimentos orgânicos da cidade de São Paulo e os 20% restantes passaram por beneficiamento no galpão da cooperativa e vendidas em eventos, feiras e para consumidores finais.

Warllei conta com orgulho que o projeto lhe abriu um leque de possibilidades, com os cursos e capacitações. Ele conseguiu comprar uma chácara de 2 hectares, distante 3 quilômetros da cidade, onde já plantou 160 pés de baru e outras culturas. “Já colhi maracujá e mandioca na minha propriedade. O próximo passo é construir uma casa para tirar meus pais do aluguel”, concluiu.  

Parceria de sucesso
Com quase dez anos de existência, a Cooperativa da Agricultura Familiar com Base na Economia Solidaria – COPABASE já executou mais de 25 convênios em parceria com a Fundação Banco do Brasil, com o objetivo de melhorar a vida das famílias. A entidade é constituída por cooperados que são, a maioria, agricultores familiares dos municípios da região do Vale do Rio Urucuia: Arinos, Bonfinópolis, Buritis, Chapada Gaúcha, Formoso, Pintópolis, Riachinho, Urucuia e Uruana de Minas. As atividades consistem principalmente em administrar e gerenciar o funcionamento das unidades de processamento de mel e frutas, além de comercialização e organização da produção de polpas de frutas, mel, baru, óleo de pequi, açúcar mascavo, farinha de mandioca e outros produtos da agricultura familiar. 

Juventude Rural
O Juventude Rural surgiu para apoiar projetos de cooperativas e associações que buscam estruturar empreendimentos econômicos de grupos de jovens rurais de 15 a 29 anos. Com a parceira do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), foram investidos R$ 8 milhões em projetos que estimulem o protagonismo dos jovens do campo, que fortaleçam práticas sustentáveis de cultivo agroecológico e uso da sociobiodiversidade. Ao todo, foram apoiados 48 projetos  em todo país, selecionados via edital.

A divulgação deste assunto contempla quatro Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, que fazem parte da Agenda da Organização das Nações Unidas com metas para o ano 2030.

01ods 100x100 02ods 100x100 08ods 100x100 012ods 100x100 

 

 

 

Published in Notícias

Projeto recebeu da Fundação Banco do Brasil R$ 248 mil para beneficiar moradores da zona rural 

Com a implementação de tecnologias sociais, a Fundação Banco do Brasil deu mais um passo na melhoria do saneamento básico e incentivo à produção agroecológica das comunidades rurais de Caratinga (MG). A iniciativa é um projeto de inclusão socioprodutiva na região da Bacia do Rio Doce, para implantação e recuperação de atividades produtivas e acesso à água nos municípios afetados pelo rompimento da barragem do Fundão, em 2015. 

Entre 2016 e dezembro de 2017, 134 agricultores familiares receberam em suas propriedades unidades de Fossas Sépticas Biodigestoras e Quintais Agroecológicos - soluções para tratamento de esgoto e produção de alimentos sem o uso de agrotóxicos. As famílias beneficiadas são moradoras do Córrego dos Dias, Córrego do Mono e Córrego São Vicente, que participaram de capacitações em meio ambiente, sustentabilidade e geração de renda. A Parceria da Fundação BB no projeto foi com a Rede de Intercâmbio de Tecnologias Alternativas que recebeu recurso no valor de R$ 248 mil. 

A chácara de 1,6 m² de Valquíria Braga e do esposo Fabrício da Silva fica  no Córrego do Mono, cerca de três quilômetros do centro de Caratinga. Contemplado com o projeto, o jovem casal agora tem no quintal uma fossa que trata o esgoto doméstico, além de uma produção diversificada de arvores frutíferas e nativas -  laranja, carambola, ameixa, pupunha, açaí, acerola, goiaba, amora, figo, ipê e pau brasil. 

“O projeto está proporcionando bem-estar para todos. Com as fossas deixamos de poluir o principal córrego da região. Antes, fazíamos uso de fossas negras e algumas famílias nem fossas tinham. Em breve, veremos os resultados dos quintais, com variedades de frutas sem produtos químicos”, declarou Valquíria.

De acordo com Izânia Neves, técnica em agroecologia da Rede, o projeto envolveu a comunidade e trouxe conscientização para as famílias sobre a necessidade de tratar o esgoto, de cuidar da limpeza do córrego da região e de produzir alimentos saudáveis. Ela conta que poucas famílias conheciam a produção em agroecologia, e que a partir do projeto foi possível sensibilizá-las. “Essa parceria com a Fundação BB foi essencial para que pudéssemos fazer o acompanhamento e assessoria técnica nas propriedades. Além disso, conseguimos trabalhar com as famílias a questão dos agrotóxicos, um assunto que muitos desconheciam, e os danos que eles podem causar ao meio ambiente e à saúde”, disse. O projeto contou ainda com a parceria da Organização do Povo que Luta (OPL) e do Sindicato dos Produtores Rurais de Caratinga. O projeto Agroecologia e Saneamento: Alternativas no Cultivo de Água e Alimentos para a Agricultura Familiar conta também com a parceria do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

A divulgação deste assunto contempla quatro Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, que fazem parte da Agenda da Organização das Nações Unidas com metas para o ano de 2030.

01ods 100x100 03ods 100x100 010ods 100x100 011 ods 100x100     

Published in Notícias

O seminário será dividido em 3 painéis com os temas “Contextualizando a Inovação no Mundo e no Brasíl”, “Tendências Globais da Inovação Social”  e “Tendências Nacionais da Inovação Social”

Acontece em Brasília, entre os dias 07 e 08 de março, o Seminário Internacional Inovação Social em Políticas Públicas que irá promover o intercâmbio de práticas de inovação social no âmbito das políticas públicas no Brasil e no exterior, que contribuam para o alcance dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS). A Fundação BB participará do evento por meio de palestra do gerente Rogério Miziara (Gepem), na quinta-feira (8), às 9 horas, que levará ao painel 3 - Tendências nacionais da inovação social - experiências de sucesso por meio das tecnologias sociais

Serão apresentadas as tecnologias sociais aliadas às políticas públicas que tiveram implementação em parceria com a Fundação BB: o Programa Uma Terra e Duas Águas (P1+2), um projeto de convivência com o semiárido, que assegura acesso à terra e à água, tanto para consumo da família e dos animais e promove a soberania e a segurança alimentar e nutricional das famílias agricultoras e fomenta a geração de emprego e renda.

A outra experiência que será mostrada é o “Sistema de Acesso à Água Pluvial (Sanear) para Consumo de Comunidades Extrativistas”. A tecnologia social permite o abastecimento de água potável às famílias ribeirinhas do Amazonas e ajuda a reduzir a incidência de verminoses. O sistema consiste na instalação nos domicílios de um reservatório para captação de água de chuva com capacidade de mil litros e a construção de um banheiro com fossa que isola a dispersão do esgoto.

O seminário será dividido em 3 painéis com os temas “Contextualizando a Inovação no Mundo e no Brasíl”, “Tendências Globais da Inovação Social” e “Tendências Nacionais da Inovação Social”. Além disso, terá 3 mesas redondas que vão debater os cases: "Inovação Social nas Politicas Sociais", "Inovação Social para Educação de Qualidade, Trabalho Decente" e "Crescimento Econômico Inclusivo e Inovação Social e Desenvolvimento Territoriais". Todos os palestrantes, debatedores e coordenadores do seminário são especialistas renomados do Brasil e de outros países. A programação completa e o perfil dos palestrantes estão disponíveis no endereço www.secretariadegoverno.gov.br/seminario-2018.

A abertura será nesta quarta-feira (07) e contará com a presença do ministro da Secretaria de Governo da Presidência da República (Segov), Carlos Marun e outras autoridades.

Transmissão

O Seminário Internacional Inovação Social em Políticas Públicas será transmitido pelo canal do Tribunal de Contas da União no Youtube (www.youtube.com/user/Tribunal de Contas da União).

O evento é uma realização da Secretaria de Governo da Presidência da República (SEGOV) por meio da Secretaria Nacional de Articulação Social (SNAS), com a parceria do Banco Interamericano Desenvolvimento (BID), Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), Synergos, Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Instituto Serzedello Corrêa do Tribunal de Contas da União (ISC/TCU), Fundação Banco do Brasil (FBB), Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj), Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae Nacional) e Furnas Centrais Elétricas S.A.


Serviço:
Seminário Internacional Inovação Social em Políticas Públicas
Dias: 07 e 08 de março/2018
Horário: 08h00 às 18h00
Local: Instituto Serzedello Corrêa
Endereço: Setor de Clubes Sul, Trecho 3, Pólo 8, Lote 3
Painel 3 - Tendências nacionais da inovação social - Rogério Miziara - 08/03 - 9h

A divulgação deste assunto contempla todos os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, que fazem parte da Agenda da Organização das Nações Unidas com metas para o ano de 2030.

01ods 100x100 02ods 100x100 03ods 100x100 04ods 100x100 05ods 100x100 07ods 100x100 08ods 100x100 09ods 100x100 010ods 100x100 011 ods 100x100 012ods 100x100 013ods 100x100014ods 100x100 015ods 100x100 016ods 100x100 017ods 100x100

Published in Notícias

Projeto oferece práticas sustentáveis na agricultura familiar na região de Cunha (SP)

Entre colinas e montanhas, a falta de perspectivas para a sustentabilidade cultural e socioeconômica de famílias de pequenos proprietários rurais de Cunha, em São Paulo, resultou na parceria entre a Fundação Banco do Brasil e a Serra Acima – Associação de Cultura e Educação Ambiental, que beneficia a agricultura familiar da região.

Com investimento social de R$ 228 mil da Fundação BB, o projeto ‘Desenvolvimento Agroecológico da Agricultura Familiar’, firmado em 5 de março de 2018, vai privilegiar jovens, filhos de agricultores, que poderão contribuir com a produção agroecológica de alimentos para a renda familiar, evitando assim a evasão para a zona urbana do Vale do Paraíba e demais cidades.

O projeto visa construir 24 hortas agroecológicas para contribuir com a segurança alimentar, estimular o consumo dos produtos e práticas sustentáveis, além de estimular o protagonismo direto de 66 jovens e a continuidade na propriedade das unidades rurais produtivas. A associação também receberá um veículo para ajudar nos deslocamentos dos produtos e a contratação de uma equipe com coordenador, administrador, técnico de campo e estagiário.

A presidente da Serra Acima, Marina Marcos Valadão, destaca que o trabalho da associação é inspirado em oferecer oportunidades para crianças e jovens do município, que enfrenta a evasão da população para as cidades há mais de 20 anos. Segundo ela, a agricultura familiar na região possui todos os componentes naturais para alavancar a agroecologia. Porém, afirma que ainda existem agricultores tradicionais usando agrotóxicos nas plantações. Mesmo assim, ressalta que associação tem a missão de compartilhar o conhecimento da sustentabilidade e da viabilidade financeira da agricultura orgânica, que o modo tradicional não proporciona.

“Com esse projeto, que foca os jovens, a valorização da propriedade da família e a oportunidade de produzir alimentos de qualidade 100% orgânicos irá trazer novas perspectivas para desenvolver até novos projetos no futuro. Gostaríamos, inclusive, que esses potenciais jovens fossem nossos monitores mais adiante. Queremos empoderá-los para valorizarem seu patrimônio cultural e territorial, favorecendo uma renovação geracional da agricultura familiar em moldes ecológicos”, reforça Marina Valadão.

Independência e compromisso

Nascida em Cunha, Roseli Pereira (37), mãe de Lucas, conta que o filho ficou sabendo do projeto na escola e chegou em casa empolgado dizendo que queria ter uma horta. “Eu disse que não teria como, pois não temos quintal. Mas o patrão do meu marido, cedeu um terreno. Ele ficou todo contente! A intenção dele, mais para a frente, é vender as verdurinhas, ter seu próprio dinheiro e ser mais independente. Esse projeto vai ajudar muitas famílias, pois hoje os jovens terminam a escola e querem ir embora para a cidade. Acho que é um incentivo muito bom para eles aprenderem a ter compromisso e seu próprio negócio”, afirma Roseli.

Com apenas 16 anos, Lucas Gabriel Pereira Massiere, diz que ficou bastante animado quando assistiu a palestra da presidente da Serra Acima sobre o projeto das hortas agroecológicas. “Fiquei interessado em fazer algo novo. Ter a nossa horta vai ajudar na renda da família e não precisaremos mais comprar. É uma grande oportunidade!”, disse.

Serra Acima

Fundada em 1999, a Serra Acima – Associação de Cultura e Educação Ambiental tem a missão de investir e atuar pela melhoria da qualidade de vida, incentivando de forma participativa a geração de conhecimentos e práticas ambientalmente sustentáveis e socialmente justas, com ênfase na agroecologia e desenvolvimento humano. Atualmente, a entidade realiza projetos em parceria com escolas públicas do município, oferecendo oportunidades de articulação do projeto pedagógico às atividades teóricas e práticas desenvolvidas junto a agricultores familiares.

Published in Notícias
Tuesday, 27 February 2018 11:19

Do Amazonas para o mundo

Com investimento social de R$ 600 mil da Fundação BB, cooperativa fortalecerá as cadeias produtivas do cacau e castanha, com manejo adequado e produção sustentável

Constituída em 2003, a Cooperar (Cooperativa Agroextrativista do Mapiá e Médio Purus) propõe a conservação do meio ambiente por meio da capacitação da população local na exploração sustentável dos recursos naturais, com geração de emprego e renda. O público atendido, formado por um grupo de 150 pessoas, é constituído por ribeirinhos dos municípios de Boca do Acre, Pauini e Lábrea (AM), cuja população tem elevada incidência de pobreza e baixa escolaridade.

DSC01006

O manejo adequado e a produção sustentável do cacau e da castanha do Brasil são justamente os objetivos da parceria firmada entre a Fundação Banco do Brasil e a Cooperar, com o apoio do Fundo Amazônia, que é gerido pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O investimento de R$ 600 mil irá fortalecer as cadeias produtivas por meio de sistemas agroflorestais na região de Purus, localizada ao sul do estado do Amazonas.  

"Essa parceria com a Fundação BB será fundamental para o crescimento e manutenção da Cooperar. Trabalhamos com pessoas que vivem na pobreza e com o nível de escolaridade muito baixo. Além disso, para desenvolver qualquer atividade aqui é trabalhoso, devido a dificuldade de logística e comunicação. A gente precisa de investimento para desenvolver a produção florestal, e a Fundação chegou para nos ajudar a levar recursos para essas famílias isoladas e gerar riqueza a partir da floresta. Essa é uma grande oportunidade de mudar o cenário da região com atividades que ajudem a conservar a floresta”, disse Alexandre Lins, presidente da entidade.

Exportação para Alemanha, Suíça, Estados Unidos e Bolívia
Com o projeto a cooperativa pretende ampliar o número de clientes, produzindo em maior escala. Atualmente, a Cooperar comercializa cacau para o estado de São Paulo e exporta cacau nativo para a Alemanha, Suíça, Estados Unidos e Bolívia. Selecionada no edital Ecoforte Extrativismo, a iniciativa prevê a construção de fábrica e aquisição de equipamentos para o beneficiamento do cacau, castanha do Brasil, madeira e de outros frutos da região. Os recursos também serão destinados para compra de barcos para comercialização de produtos e para assistência técnica voltada à certificação de acordo com os critérios de qualidade para o manejo florestal da FSC (Forest Stewardship Council).

O colaborador do projeto Geraldo Tramin explica que o transporte dos produtos dará autonomia aos produtores locais com a redução dos custos com o frete. O recolhimento da produção da cooperativa leva em torno de 3 a 5 dias para percorrer os pontos de coleta das comunidades.

A agricultura familiar além de responsável pela produção de 70% dos alimentos que chegam à mesa dos brasileiros, atravessa o Oceano Atlântico, apresentando sabores típicos do Brasil. Com o intuito de ampliar o mercado consumidor, a Secretaria Especial de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário (Sead), levou nove empreendimentos que foram selecionados por meio de chamada pública para a Biofach 2018. O evento aconteu entre os dias 14 e 17 de fevereiro, em Nuremberg, na Alemanha.

A Cooperar foi um dos nove empreendimentos brasileiros presentes na Biofach 2018 - considerada a maior e mais importante feira de orgânicos do mundo, que aconteceu entre os dias 14 e 17 de fevereiro, em Nuremberg, na Alemanha. Para o Stande Brasil - Family Farming, a entidade levou óleos vegetais e cacau. “A Feira abriu novas portas para a comercialização dos produtos extraídos da Amazônia, como a primeira parceria para a exportação de castanha que a cooperativa fará para o Peru, além de gerar interesses de clientes europeus nos produtos”, declarou Alexandre.

A divulgação deste assunto contempla três Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, que fazem parte da Agenda da Organização das Nações Unidas com metas para o ano de 2030.

01ods 100x100 08ods 100x100 010ods 100x100      

 

 

 

Published in Notícias

Projetos vão beneficiar pequenos produtores nas regiões de Canguaretama, Agreste, Trairi, Apodi e Alto do Rodrigues

A Fundação Banco do Brasil e o Sebrae RN firmaram nesta quinta-feira, 22, parceria para desenvolver atividades econômicas em diferentes regiões do Rio Grande do Norte. Um dos projetos vai beneficiar produtores de ostras de Canguaretama, onde será substituído o sistema extrativista para o cultivo do molusco. O outro é de criação de aves caipiras em 11 municípios das regiões Agreste e Trairi, essa última considerada o principal polo avícola do Rio Grande do Norte.

O primeiro convênio contempla o Projeto de Desenvolvimento da Ostreicultura na cidade de Canguaretama, que fica a cerca de 78 quilômetros da capital potiguar. O município é um dos principais polos produtores de ostras nativas do estado, mas a atividade extrativista está dizimando os bancos naturais do molusco. O projeto vai dar consultoria técnica a 30 produtores da região, cada um receberá um kit com estrutura para criação de ostras e 20 mil sementes. O objetivo é que esses ostreicultores passem a cultivar a ostra no estuário do rio Curimataú em vez de extraí-la dos manguezais.

Ostras3

O outro termo de cooperação vai focar na criação de aves caipiras para corte e obtenção de ovos. O projeto envolve as cidades de Santa Cruz, São Bento, Serra Caiada, Senador Eloi de Souza, Lagoa de Velhos, Bom Jesus, Passa e Fica, Nova Cruz, Santo Antônio do Salto da Onça e Goianinha. A intenção é expandir a criação desse tipo de ave, que já está em desenvolvimento em municípios da região do Trairi, que é o principal polo avícola do Rio Grande do Norte. Somente em Santa Cruz há cerca de 70 estabelecimentos da avicultura industrial integrada, cada um com pelo menos 15 mil aves alojadas.

Aves2

Central de comercialização
A parceria prevê ainda um terceiro projeto, com o apoio da Cooperativa Central da Agricultura Familiar do Rio Grande do Norte – (Cooafarn), com investimento social de R$ 96,6 mil para a compra de equipamentos, sinalização, climatizadores e carrinhos de supermercado.

De acordo com a coordenadora da Central, Fátima Torres, todas cooperativas que comercializam no empreendimento já receberam benefícios da Fundação BB em algum momento. "Este novo apoio trará melhorias para comercialização dos produtos dos agricultores, para a comodidade dos clientes, e consequentemente, na renda das famílias”.

Inaugurada em março de 2017, a Central abriga hoje 40 agricultores individuais que vendem os produtos nas bancas e, ainda, boxes de dez cooperativas que representam cerca de 2 mil agricultores filiados à rede COOAFARN. A Central de Comercialização tem uma variedade de produtos - hortifrutis em geral, (orgânicos, agroecológicos e convencionais), produtos regionais, como queijos e derivados do leite, doces e geleias, castanha de caju, mel, polpas de frutas, galinha caipira, cordeiro, carneiro, carne de sol do Seridó, artesanato e comidas regionais.

Central3

Restauração de canal
Também foi assinada parceria, em conjunto a Associação dos Irrigantes do Setor V do Projeto Baixo Açu (Assiba V), no município de Alto do Rodrigues (RN), com objetivo de recuperar o canal principal de irrigação atendido pelo Rio Açu, com cerca de 20 quilômetros de extensão. O recurso de R$ 248 mil será utilizado na recuperação das placas de cimento do canal, para reduzir as perdas de 31% do volume de água canalizada, devido a rachaduras e infiltrações, conforme estudos da Agência Nacional de Águas. O canal abastece cerca de 760 agricultores familiares, do Distrito de Irrigado do Baixo Açu, na região centro-norte do estado do Rio Grande do Norte, a 150 km da capital Natal.

A divulgação deste projeto contempla três Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, que fazem parte da Agenda da Organização das Nações Unidas com metas para o ano de 2030.

01ods 100x100 08ods 100x100 010ods 100x100

Published in Notícias

Projeto de fortalecimento da apicultura nos assentamentos de Areias e Terra da Esperança investirá R$ 210 mil em capacitação, compra de equipamentos e um veículo e assessoria técnica

Há cinco anos, cerca de 40 famílias de agricultores familiares começaram a produzir mel nos assentamentos de Areias e Terra de Esperança, em Dix-Sept Rosado (RN), a 309 quilômetros de Natal. A iniciativa, desenvolvida pelo Centro de Assessoria às Comunidades Rurais e Urbanas (Ceacru), surgiu da necessidade de garantir renda e trabalho para a comunidade e vem mantendo a produção em cerca de 400 quilos de mel por ano. Agora, com a parceria da Fundação Banco do Brasil, a estimativa da entidade é aumentar esse volume para 7,2 mil quilos ao ano e gerar uma receita de R$ 72 mil.

Ainda em fase inicial de execução, o convênio, orçado em R$ 210 mil, possibilitará capacitação técnica em produção de mel, desenvolvimento sustentável e gestão ambiental, assim como a compra de equipamentos de informática, um veículo e 160 novas colmeias (atualmente são 80). Ernando Souza de Oliveira, diretor do Ceacru, explica que além de melhorar a qualidade do mel produzido por meio da capacitação técnica, o projeto permitirá a inclusão de novos produtores.

O assentamento Areias foi fundado em 1997 e desde então vem consolidando práticas agroecológicas e de economia solidária. Terra de Esperança, fundado em 2004, tem as mesmas características. A apicultura nos assentamentos é sazonal. As famílias também trabalham na agricultura de sequeiro (cultivo em terras com pouca umidade), principalmente de milho e feijão, e ainda comercializam castanha de caju para complementar a renda. De acordo com informações do Ceacru, o valor obtido com a venda de mel corresponde a 20% da receita dessas famílias. A escolha da apicultura se deu em razão da proximidade com outros municípios.

Dix-Sept
Pertinho de Mossoró, o município tem esse nome em homenagem ao governador Dix-Sept Rosado, morto num acidente de avião em 1951. As floradas de caju típicas da região atraem abelhas, o que propicia a apicultura.

 

A divulgação deste projeto contempla três Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, que fazem parte da Agenda da Organização das Nações Unidas com metas para o ano de 2030.

01ods 100x100 08ods 100x100 010ods 100x100

Published in Notícias

Associação de Ocauçu recebeu R$ 247 mil para compra de maquinário que vai melhorar as condições de trabalho e a renda dos associados

A previsão da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) para a safra cafeeira do estado de São Paulo este ano é de 6,2 milhões de sacas, o que representa um aumento de 39,5% em relação ao volume produzido na safra passada.

Situado a 450 quilômetros da capital paulista, Ocauçu não está na lista dos grandes produtores de café, mas tem dado sua contribuição para manter o estado no ranking dos maiores produtores do País.

O município produz uma média de 20 a 25 mil sacas de café Arábica por ano. Nesta semana, a Fundação Banco do Brasil anunciou o investimento social de R$ 247 mil, em parceria com a Associação dos Criadores de Ovinos e Produtores Rurais de Ocauçu e Região (Ascopror) para o projeto “Viva Café”. A entidade é formada por 34 famílias de agricultores.

O recurso será usado na compra de um trator, uma beneficiadora e uma recolhedora de café, para melhorar as condições de trabalho, colheita, beneficiamento e aumentar a renda dos pequenos produtores, facilitando a sua permanência no campo. A expectativa da entidade é aumentar este ano a produção entre 3 e 5% e reduzir os custos brutos com o beneficiamento em até 10%.

“Essa parceria nos deixa muito felizes. Não temos palavras para agradecer à Fundação. O maquinário vai ajudar no trabalho das famílias e na redução dos custos da associação”, declarou Paulo Henrique de Assis Menegucci, presidente da Ascopror.

A ideia do presidente é buscar novos parceiros para dar condições à associação de atuar em toda cadeia produtiva do café - colheita, beneficiamento e comercialização. “Nosso desejo é poder executar todo trabalho aqui mesmo, sem precisar recorrer aos municípios vizinhos para fazer o beneficiamento do nosso café. Irá também afastar a figura do atravessador, com condições de negociar diretamente com as indústrias", disse.

Além do café, a economia do município é predominante da pecuária, produção de mandioca, na fabricação de farinha, melancia e hortaliças.

Café no Brasil
A produção brasileira de café em 2018 deve ficar entre 54 e 58 milhões de sacas de 60 quilos por ano, um aumento entre 21 a 30% em relação a safra de 2017, quando atingiu 44,9 milhões de sacas.

Fonte de pesquisa: Conab

A divulgação deste assunto contempla três Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, que fazem parte da Agenda da Organização das Nações Unidas com metas para o ano de 2030.

01ods 100x100 02ods 100x100 08ods 100x100  

Published in Notícias

Iniciativa tem apoio da Fundação BB e prevê oportunidades de emprego para a parcela mais jovem da população rural

O Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) registra Setubinha, distante cerca de 580 quilômetros de Belo Horizonte, no Vale do Mucuri, como o município com o menor Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) de Minas Gerais. Grande parte da população de cerca de 12 mil pessoas trabalha em atividades de subsistência e sofre com a escassez de emprego, principalmente a parcela mais jovem. Por isso, a aprovação do projeto de criação de uma fábrica de polpa de frutas pela Fundação Banco do Brasil tem potencial transformador para aquela comunidade, cuja renda média per capita mensal da população rural é de R$ 142 (dado do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE).

Orçado em R$ 250 mil, o projeto é uma iniciativa da Associação Comunitária de Desenvolvimento Rural dos Agricultores Familiares do Córrego Santo Antônio (Acodersa). A fábrica é uma demanda antiga daquela localidade, onde vivem cerca de 105 famílias. “Depois de concluir o ensino médio, muitos jovens precisam migrar para municípios vizinhos em busca de emprego, como Nova Serrana, onde encontram trabalho nas fábricas de sapato. Nossa expectativa é de que essa fábrica gere emprego e renda para essas pessoas”, explica o secretário da Acodersa, Luciano Coelho Nascimento.

Manga, acerola, abacaxi, pinha, laranja, goiaba - a variedade é grande, conta Nascimento. “Todo mundo que vive na comunidade produz, mas nem sempre consegue obter alguma renda”, observa. De acordo com ele, 33 jovens já estão cadastrados no projeto. A fábrica deverá estar funcionando em meados de 2018. O estabelecimento será instalado num terreno adquirido há cerca de três anos pela Associação. O evento que formaliza a parceria será realizado no dia 28, ás 14h, na Quadra Poliesportiva Municipal, em Setubinha.

A divulgação deste assunto contempla três Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, que fazem parte da Agenda da Organização das Nações Unidas com metas para o ano de 2030.

01ods 100x100 02ods 100x100 08ods 100x100  

 

 

 

Published in Notícias

Projeto em execução garante compra de mini trator e implementos para auxiliar produção de frutas e hortaliças e de utilitário para transporte da produção até o Mercado Municipal

Dobrar a produção de cerca de 500 quilos mensais e expandir a comercialização de frutas e hortaliças produzidas por agricultores familiares são os principais objetivos da parceria entre a Associação Casa de Ervas Barranco de Esperança e Vida (Acebev) e a Fundação Banco do Brasil.

Orçado em cerca de R$ 70 mil, o projeto “Agroecológicos – Saúde para as pessoas e para o meio ambiente” viabilizará a compra de um mini trator e um veículo utilitário pela Acebev. Ainda em fase inicial de execução, a iniciativa proporcionará aumento de renda para 42 pequenos produtores agroecológicos associados à entidade.

Localizada em Porteirinha (MG) e distante 582 Km de Belo Horizonte, a Associação atende cerca de quatro mil agricultores por ano, com ações em áreas como economia solidária, bioconstrução, terapias naturais e agroecologia, entre outras.

De acordo com o engenheiro agrônomo Jorge Carlos Cantuária, vice-presidente da associação, a aquisição do mini trator deverá permitir aos agricultores participantes da iniciativa duplicar a produção de alface, couve, coentro, abóbora, laranja, tangerina, limão e uva, entre outros produtos.

Atualmente, a produção é vendida na própria sede da Acebev. Com a camionete, os produtos poderão ser comercializados no Mercado Municipal, o que possibilitará a ampliação do público consumidor e maior visibilidade dos produtos.

A iniciativa da Acebev surgiu da busca de minimização dos efeitos da estiagem sobre a economia local, que nos últimos nove anos impactaram principalmente a agricultura familiar organizada em cooperativas e associações e a bovinocultura de corte e leite, que são as principais atividades econômicas da região.

Com a redução de 50% do rebanho nesse período, os criadores têm enfrentado queda na renda e consequente piora nas condições de vida, saúde e alimentação. “Acreditamos muito na melhoria das condições de produção e de comercialização a partir desse apoio”, afirma Cantuária.

O projeto foi apresentado à Fundação BB por meio da Chamada Interna Projeto Voluntários BB FBB Aposentados 2016. 

A divulgação deste assunto contempla quatro Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, que fazem parte da Agenda da Organização das Nações Unidas com metas para o ano de 2030.

01ods 100x100 02ods 100x100 08ods 100x100 012ods 100x100 

Published in Notícias