Thursday, 02 July 2020 16:57

Campanha "Proteja e Salve Vidas" beneficia mais de 16 mil pessoas em Tocantins Featured

Written by Assessoria de imprensa
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Portal Interno APA TO

Os meses de maio e junho foram marcados por ações de solidariedade em municípios do Tocantins. Em meio à pandemia, centenas de famílias ficaram em estado de vulnerabilidade social. Dessa forma, instituições do Tocantins encaminharam propostas de projetos sociais à Fundação Banco do Brasil (FBB) e conseguiram os recursos necessários para distribuição de cestas básicas e materiais de limpeza, higiene e compra de produtos agroecológicos como forma de manutenção da economia solidária. As ações tiveram o investimento social de R$ 694 mil.

Até o momento, mais de 16 mil pessoas da região foram beneficiadas com as doações. Foram doadas 6.213 cestas básicas, cerca de 124 toneladas de alimentos e 31 mil itens de higiene distribuídos a famílias camponesas de comunidades rurais do Tocantins. Além disso, a agricultura familiar recebeu incentivo financeiro a partir da compra de produtos agroecológicos como forma de manutenção à economia solidária, pois as vendas da agricultura não estavam ocorrendo devido à pandemia.

Com todas essas doações, as famílias e organizações, que lidam diretamente com a  resistência camponesa, aqueceram as discussões a respeito da agroecologia como modo de vida, pois as produções agroecológicas visam o bem-estar, a conservação da biodiversidade e da cultura camponesa. Essa agricultura garante ainda, a promoção sustentável dos recursos naturais, sem o uso de contaminantes e contribuem diretamente com a desconcentração das terras produtivas.

A iniciativa tem o apoio da BB Seguros e o banco BV, empresas do conglomerado Banco do Brasil, além da cooperativa de crédito COOPERFORTE, que destinaram recursos à Fundação Banco do Brasil para ações de assistência social, prevenção e combate a pandemia de Covid-19. 

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Uma das instituições contempladas foi a ONG Alternativas para Pequena Agricultura no Tocantins (APA-TO) que organizou uma logística de distribuição, em três etapas, para os assentados, quebradeiras de coco, quilombolas e produtores organizados em cooperativas, e membros da agricultura familiar. Somente nesta região 10 municípios receberam as doações, 600 famílias beneficiadas e 1200 cestas básicas distribuídas (duas cestas para cada família).

A presidenta da Cooperativa de Produção e Comercialização de Esperantina, Maria Senhora, acompanhou a distribuição e relata que a ação foi oportuna e que as organizações APA-TO e a Rede Agroecológica contribuíram de forma significativa com as famílias da região do Bico do Papagaio [região do estado do Tocantins que reúne 25 municípios]. “É uma ação muito importante e que realmente chegou na hora certa que todos precisavam vender suas produções, e ajudou muito as pessoas que estão recebendo as cestas e aqueles que venderam os produtos da agricultura familiar”.

Maria Senhora ressalta ainda que a iniciativa foi válida e todos ficaram muito gratos tanto das ações da organização da Rede Bico, quanto dos agricultores que puderam ajudar uns aos outros. “Foi uma boa hora que serviu para as organizações e comunidades. Foi importante para refletir que só vai ter uma comercialização justa, se tiver organização da produção: desde a organização até a comercialização. Foi muito bom esse acontecimento”, explica Maria Senhora.

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O Morador do Projeto de Assentamento Santa Cruz 2 (município de Araguatins), o jovem Matheus Santos Filho, técnico de agroecologia, expressou seus agradecimentos relembrando todas as suas vivências no assentamento. “Sou filho de agricultor, me considero um jovem agricultor no campo que mora no campo, e permaneço trabalhando. A partir da ação da Fundação Banco do Brasil, juntamente com a APA-TO e a Rede Bico eu fui um jovem que foi beneficiado, tendo a oportunidade de vender os produtos produzidos da propriedade dos meus avós, produtos completamente agroecológicos”.

Segundo ele, uma ação dessas motivam mais os jovens a permanecer no campo, trabalhando de forma sustentável e dando continuidade à sucessão rural. “É muito importante uma ação como esta porque incentiva o jovem cada vez permanecer e lutar por direitos iguais e além disso contribuir com diversas pessoas que estão necessitando de alimentos, pois muitas famílias tiveram dificuldades diante da pandemia. Além disso, são produtos agroecológicos, significa que está garantindo um produto de qualidade na mesa de diversas pessoas e que agora são beneficiadas com esses alimentos sem uso de agrotóxicos”.

Matheus afirma que a maioria desses alimentos consumidos são produzidos pela agricultura familiar, porém não é muito divulgado. “Várias pessoas acham que tudo vem do agro [agro significa agronegócio]. É muito importante mostrar o quanto a nossa região tem um grande potencial. Tem agricultores que produzem de forma sustentável, e sua produção podem chegar à mesa de milhares de brasileiros”, conclui Matheus.

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