Quarta, 01 Fevereiro 2017 15:41

Projeto leva cisternas a agricultores de Governador Valadares (MG)

Escrito por Paula Crepaldi
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Tecnologia social vai armazenar água da chuva para consumo básico de 45 famílias

Para 135 agricultores familiares dos municípios de Governador Valadares e Periquito, na Bacia do Rio Doce, em Minas Gerais, ficará mais fácil conviver com os períodos de estiagem graças à construção de 45 unidades da Tecnologia Social Cisternas de Placas Pré-moldadas. As cisternas com capacidade de 16 mil litros permitem a captação de água da chuva e o armazenamento para o consumo básico das famílias.

O convênio assinado neste dia 1º entre a Fundação Banco do Brasil e o Centro Agroecológico Tamanduá (CAT) inclui a capacitação das famílias que vão receber a cisterna sobre o funcionamento e manutenção da unidade e o uso da água de forma mais racional. O recurso total de R$ 212 mil também será utilizado para aquisição de dois veículos utilitários, material de construção e pagamento de pedreiros.

O projeto é uma das iniciativas selecionadas via edital, em 2016, para gerar renda e inclusão social a famílias que foram impactadas pelo rompimento da barragem do Fundão, em Mariana, que poluiu a Bacia do Rio Doce, em 2015. As ações em 36 municípios de Minas Gerais e quatro do Espírito Santo são realizadas em parceria entre a Fundação BB e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e entidades locais.

Além do rompimento da barragem, outros fatores contribuíram para reduzir a oferta e a qualidade da água para consumo na região de Governador Valadares e Periquito, como a derrubada de matas, a degradação de áreas de mananciais, o uso predatório do solo e o pastoreio intensivo.

O período de estiagem na região, geralmente, vai de maio a setembro. De acordo com o agroecólogo e coordenador executivo do CAT, Filipe Fernandes de Sousa, faz três anos que a crise hídrica afeta a parte leste do estado. Os agricultores estão sentindo dificuldades, mas não sabem como lidar com a situação. "O projeto está vindo para dar início a uma nova discussão sobre a convivência com esse período de estiagem. Isso está deixando a gente otimista", disse. Sousa acrescentou que eles pretendem, no futuro, iniciar novos projetos para reaplicar outras tecnologias sociais a fim de melhorar a disponibilidade de água na região

Ler 646 vezes Última modificação em Segunda, 13 Fevereiro 2017 16:13

1 Comentário

  • Link do comentário Decanor Nunes dos Santos Terça, 07 Fevereiro 2017 06:45 postado por Decanor Nunes dos Santos

    Importante iniciativa , mesmo que tardio por esse território, já que, como vizinhos de certo modo próximo, o Vale do Jequitinhonha, que já a mais de 15 anos estamos implementando essas tecnologias, além de água para beber e cozinhar em volta das casas camponesas, tecnologias de guardar águas de chuvas para produzir alimentos , como também tecnologia para guardar águas de chuvas nas escolas rurais, ou seja, cisternas nas escolas - água que educa. Também acontece um trabalho com sementes nativas ou de paiol, da gente. Tudo isto, toda essa beleza entremeada de um processo pedagógico de educar a partir da palavra geradora ÁGUA, que amplia para controle social de politicas públicas, comunicação, educação popular, cidadania. Parabéns território Rio Doce pela iniciativa.

    Decanor Nunes é Educador Popular e Pedagogo da Terra
    Cáritas Diocesana no Baixo Jequitinhonha - Jequitinhonha/MG.

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