Terça, 07 Fevereiro 2017 11:45

Catadores de Mogi Guaçu transformam lixo em peças criativas

Escrito por Dalva de Oliveira
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Projeto Bazar Eco vai gerar renda por meio da inclusão social dos trabalhadores na cadeia produtiva da moda alternativa 

O que para muitos pode ser considerado lixo, para 35 catadores de materiais recicláveis da cidade de Mogi Guaçu (SP) é oportunidade de um negócio lucrativo, de onde eles tiram o sustento da família. O projeto “Bazar Eco: Fomento da Economia Criativa” vai transformar resíduos recolhidos em produtos novos - objetos de arte e de decoração, móveis restaurados e roupas que valorizam a moda por meio do upcycling (processo de transformar produtos descartáveis em novos materiais ou objetos de maior valor, uso ou qualidade).

Idealizado pela designer de moda, Maitê Vedovell, o Bazar Eco visa à inclusão social dos catadores na cadeia produtiva da moda alternativa e sustentável e à geração de renda. O projeto vai receber da Fundação Banco do Brasil investimento social de R$ 60 mil. A formalização do convênio com a Associação Cooper 3R's aconteceu no dia 2, às 18 horas. O recurso não reembolsável será destinado à compra de máquinas de costura, equipamentos de marcenaria e de informática.

A catadora, Janete Silva, de 23 anos, é também a atual presidente da Cooper 3R's. Filha de catadores, ela conta que sempre desempenhou a atividade com orgulho e que o projeto vai valorizar ainda mais o trabalho dela e dos associados e dar a eles a oportunidade de transformar os resíduos recolhidos em produtos novos, com qualidade e maior valor agregado.

“A prática de reaproveitamento de resíduos nós já tínhamos, mas faltava capacitação e maquinário. Essa é uma oportunidade que a Fundação BB está nos dando de melhorar o nosso trabalho e a nossa renda, disse Janete.

A coordenadora do projeto, Maria Beatriz Bimbati, explica que os catadores estão participando de três seminários de capacitação sobre os temas economia circular e criativa, negócios sustentáveis e upcycling sustentabilidade, com a presença de costureiras, artistas plásticos, ambientalistas, empresários da moda, arquitetos e estudantes de moda e engenharia ambiental.

“Esse projeto com a Fundação BB vai proporcionar aos catadores oficinas com a intenção de despertar um olhar criativo, para transformar o material recolhido que não tinha valor em objetos de venda. Vamos também envolver a comunidade para que as pessoas tenham um olhar voltado para o reaproveitamento das coisas e a valorização dos catadores”, disse Maria Beatriz.

São parceiros também no projeto o Senac Mogi Guaçu, a Rede de Assistência à Saúde (RAS), o Sistema de Monitoração e Avaliação Social e Ambiental (Simasa), a Secretaria Municipal de Cultura de Mogi Guaçu, a Faculdade Municipal Professor Franco Montoro e o Empório Nutry.

Ler 488 vezes Última modificação em Terça, 07 Março 2017 15:58

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