Notícias

Notícias (171)

Projeto PAIS no Piauí gera trabalho e renda e contribui para permanência do homem no campo

A produção agroecológica nos sete municípios recebeu investimento social de R$ 714 mil da Fundação BB e do BNDES

Mais de cem unidades da tecnologia social Produção Agroecológica Integrada e Sustentável – PAIS, implantadas em 2013, melhoraram a vida de 105 famílias nos municípios piauienses de Floriano, Arraial, Oeiras, Colônia do Piauí, Santa Rosa do Piauí, São Raimundo Nonato e São João do Piauí. Cada um recebeu 15 unidades produtivas e contou com investimento social de R$ 714 mil, realizado pela Fundação Banco do Brasil em parceria com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Executado pelo Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Piauí (Sebrae/PI), com o objetivo de gerar renda e promover a soberania alimentar, a iniciativa superou as expectativas e hoje é vista como modelo na região. Com o PAIS, houve uma aumento de quase 580% na renda anual das famílias, saltando de R$ 1.047,08 para R$ 7.113,48. 

Os ganhos vão além dos recursos financeiros. Destacam-se a mudança dos hábitos alimentares – com adição de hortaliças e frutas na dieta –, e a melhoria do desempenho das crianças na escola. Com o investimento, os agricultores também adquiriram bens e equipamentos para ampliar a produção, assim como realizaram melhorias nas propriedades.

Entre os indicadores de desenvolvimento estão a criação da Associação de Produtores de Hortaliças do Sistema PAIS e as estratégias de comercialização, como o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) e Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Semanalmente, nas cidades, são realizadas feiras agroecológicas com os produtos originários do projeto. Além disso, o processo de certificação orgânica, na modalidade Organização de Controle Social (OCS), está em análise pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.  

Francisco Edelto e Laureane Sousa possuem uma unidade agroecológica. No sítio de 10 hectares, há três anos, o casal planta alface, rúcula, coentro, cebolinha, tomate cereja, quiabo, pimenta e outros legumes, e conseguiu melhorar muito a qualidade de vida da família. “Hoje temos uma renda de mais de R$ 2 mil. Essa parceria também nos proporcionou muitos conhecimentos. Por meio das capacitações, aprendemos sobre produção orgânica, sustentabilidade e mercado. Já acertamos com comerciantes da cidade para o fornecimento e isso é muito importante para nós. Só temos a agradecer”, declarou Edelto.

Sobre o PAIS

A Produção Agroecológica Integrada e Sustentável (PAIS) é uma tecnologia social inspirada na atuação de produtores familiares que optaram por fazer uma agricultura sustentável, sem uso agrotóxicos e com a preocupação de preservar o meio ambiente, integrando técnicas simples e já conhecidas por muitas comunidades rurais. Mais do que uma horta circular com um galinheiro ao centro e irrigação por gotejamento, o PAIS é um sistema integrado e uma alternativa de trabalho, renda e melhoria da qualidade de vida para a agricultura familiar. Desde 2005, a Fundação Banco do Brasil vem atuando de forma a reaplicar a tecnologia, e já apoiou a implantação de cerca de 12 mil unidades PAIS em todo o Brasil.

PAIS PI - Sebrae PI

Distrito Federal e Valparaíso de Goiás ganham dez novos postos de coleta de lixo eletrônico
Em parceria com Fundação BB, Ong Programando o Futuro amplia locais onde moradores poderão fazer o descarte

A ONG Programando o Futuro, em parceria com a Fundação Banco do Brasil, aumentou de seis para 16 o número de pontos de descarte de lixo eletrônico no Distrito Federal e em Valparaíso de Goiás(GO). A iniciativa também conta com a parceria da Embaixada da Austrália e da prefeitura de Valparaíso. 
 
A novidade amplia o número de locais em que os moradores podem fazer o descarte correto de equipamentos e resíduos eletroeletrônicos em geral, como computadores, impressoras, celulares, televisores, fios, mídias de CD e DVD. Outra vantagem é que esses materiais saem das ruas e terrenos vazios, contribuindo para a diminuição dos criadouros do mosquito da dengue.
 
Saiba mais onde e como descartar seu material aqui

Na ocasião, aconteceu também o lançamento e a divulgação de uma cartilha educativa sobre lixo eletrônico. Diretores das escolas municipais de Valparaíso afirmaram que pretendem realizar um trabalho educativo utilizando as cartilhas com os alunos. A iniciativa conta com o apoio dos alunos do curso de publicidade da Universidade de Brasília.

Conheça a cartilha, clique aqui

caixa de coleta
Tecnologia social "Água e Gestão" oferece cursos gratuitos na área de recursos hídricos
Certificado pela Fundação BB em 2015, iniciativa capacitou 19 mil pessoas no Brasil, América Latina e Espanha  

A participação da sociedade no planejamento e manejo das águas, prevista na Política Nacional de Recursos Hídricos, fez crescer a necessidade de ações de conscientização e de uma equivalência de conhecimentos entre diferentes atores sociais. Certificado como tecnologia social pela Fundação BB em 2015, o projeto “Água: conhecimento para gestão” tem muito a contribuir nesse desafio.
A iniciativa desenvolve ações de comunicação, difusão, mobilização social, capacitação e educação para a gestão de recursos hídricos no Brasil e América Latina. No sitewww.aguaegestao.com.brsão oferecidos 30 cursos gratuitos, nas modalidades a distância, semipresencial e autoinstrucional, a maioria das turmas com acompanhamento de tutor.
As temáticas são Educação, Geoprocessamento, Hidrologia e Hidrometria, Planejamento, Qualidade da Água e Segurança de Barragens. Oprojeto alcançou todos os estados brasileiros, todos os países da América Latina e a Espanha, com 10 cursos traduzidos para o espanhol. No Brasil, em dezembro de 2015, foram mais de 18 mil pessoas capacitadas. Entre brasileiros e estrangeiros o total sobe para mais de 19 mil pessoas. 
No momento há inscrições abertas para 14 cursos. São oportunidades de capacitação em Inspeção e Segurança de Barragens; Gestão de Recursos Hídricos - Metodologias de Participação Social; Água em Curso; ou Água em curso - Multiplicadores, entre outras.  Todas as semanas há inscrições disponíveis e até junho serão oferecidas mais de 15 mil vagas. Cliqueaqui e visualise os cursos com inscrições abertas.
A gerente do “Água: Conhecimento para Gestão”, Alexandra da Silva, aponta que a tecnologia social atende diretamente parte da demanda de capacitação na área de recursos hídricos. “O conhecimento científico acerca das seis temáticas abordadas é disseminado a milhares de pessoas através da Educação a Distância (EaD), com intercâmbio de experiências inovadoras. Além disso, os conteúdos dos 30 cursos são disponibilizados a qualquer pessoa que queira acessá-los, promovendo também interação e construção do conhecimento para o desenvolvimento social e sustentável”, destaca.
O projeto é uma iniciativa da Agência Nacional de Águas e Fundação Parque Tecnológico Itaipu com apoio da Itaipu Binacional. Esta e outras 850 iniciativas certificadas estão disponíveis para consulta noBanco de Tecnologias Sociais(BTS) uma base de dados on-line da Fundação BB, reconhecida por difundir efetivas soluções para questões relativas a água, alimentação, educação, energia, geração de renda, habitação, meio ambiente e saúde.

Curso EAD
Mais de 300 jovens e adultos participam de cursos de alfabetização apoiados pela Fundação BB
Instituição investirá cerca de R$ 86 mil em oito projetos do BB Educar Integração em Uberlândia, Belo Horizonte, Brasília, João Pessoa, Rio de Janeiro e Teresina
 

Oito instituições receberão da Fundação BB neste ano investimento social de R$ 86 mil para estruturação de 18 núcleos de alfabetização de jovens e adultos do programa BB Educar Integração. Cada núcleo vai atender até 20 alunos, totalizando 320 jovens e adultos.

Em João Pessoa, a aposentada do BB Maria da Consolação de Paiva e outras três voluntárias do banco vão formar um núcleo na Associação Nordestina Pró-Vida. A organização visa a promoção de direitos e inclusão social de crianças, adolescentes, jovens e idosos, por meio de atividades educativas, artísticas e esportivas. Ela recebeu com alegria a notícia de que o projeto foi selecionado no programa. "Nossa expectativa é despertar nos alunos a vontade de buscar mais conhecimento para terem uma vida melhor e assim alcançarem voos mais altos", explica.

Em Minas Gerais, as entidades participantes serão a Associação Desenvolvendo Vida e Missão (Uberlândia), a Associação Mineira da Amizade (Belo Horizonte) e a Comunidade Associada para a Reciclagem de Materiais da Região de Pampulha (Belo Horizonte). No Distrito Federal, foram selecionadas a Associação LudoCriarte (São Sebastião) e o Programa Providência de Elevação da Renda Familiar (Brasília). Também vão participar as entidades Fazenda da Paz, em Teresina (PI); a Associação Nordestina Pró-Vida, em João Pessoa (PB) e o Lar Paulo de Tarso, no Rio de Janeiro (RJ). A previsão é que as turmas comecem a estudar neste semestre.

O BB Educar é uma tecnologia social da Fundação BB que capacita educadores para atuarem em núcleos de alfabetização. Fundamentada nos ensinamentos de Paulo Freire, a metodologia considera a realidade do aluno como ponto de partida do processo educativo. Desde 1992, esta tecnologia colabora com a redução do analfabetismo no país e já atendeu mais de 360 mil alunos. 

Seleção
Os projetos do BB Educar Integração foram apresentados por educadores voluntários do Banco do Brasil, em 2015, após a capacitação de funcionários aposentados no Curso de Formação de Alfabetizadores. Entre agosto e outubro de 2015, foram capacitados aproximadamente 100 voluntários aposentados.

Maria de Fátima Silva e Luciana de Oliveira Pinto estavam no grupo. Elas apresentaram o projeto para formar um núcleo na Associação LudoCriarte, em São Sebastião (DF). As voluntárias pretendem compor a turma de alfabetização com os familiares das crianças e adolescentes atendidos pela entidade. "O objetivo é estimular que essas pessoas voltem ao estudo, e mostrar o quanto é importante a leitura e a escrita, o quanto de oportunidades se abrem para cada pessoa, como cidadão e trabalhador", diz Luciana. Para ela, a experiência também vai servir como fonte de pesquisa do mestrado em educação na Universidade de Brasília (UnB), onde acaba de ingressar. "A ideia é fazer a dissertação a partir das observações no BBeducar", afirma.

BB Educar - matéria João Pessoa
Fundação BB implanta 12 mil unidades de produção agroecológica
Em parceria com o BNDES, foram investidos R$ 134 milhões nos últimos dez anos. Projeto mais recente vai atender 550 famílias atingidas por barragens
 
A Fundação Banco do Brasil assinou convênio, no final de 2015, para implantar mais 550 unidades da tecnologia social Produção Agroecológica Integrada e Sustentável (PAIS), em quatro municípios: Belo Horizonte (MG), Catalão (GO), Eldorado (SP) e Erechim (RS). Por meio da agricultura sustentável, os projetos pretendem gerar trabalho, renda e melhorar a alimentação de cerca de 550 famílias camponesas atingidas por barragens.

O investimento social da Fundação Banco do Brasil e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) será de R$ 5,3 milhões.

Até o ano passado a Fundação BB apoiou a implantação de cerca de 12 mil unidades da tecnologia social em todo o Brasil. Na última década (2006-2015), foram investidos R$ 134 milhões, dos quais R$ 50,1 milhões aportados pela Fundação BB e R$ 83,9 milhões pelo BNDES.     

A unidade da tecnologia social consiste em uma horta com formato circular irrigada por gotejamento e um galinheiro ao centro para a geração de adubo orgânico e proteína alimentar. As famílias recebem assistência técnica, um kit com sementes, sistema de irrigação e outros materiais para a produção orgânica.

Entre os princípios que norteiam o PAIS, estão a preocupação com a preservação ambiental, a agricultura sustentável (sem uso de agrotóxicos, queimadas e desmatamentos), a redução da dependência de insumos de fora das pequenas propriedades e a diversificação da produção, com a eficiência na utilização dos recursos hídricos.

A comercialização se dá em feiras e por meio de parcerias locais e com o governo federal para o fornecimento de alimentos para a merenda escolar, entidades de assistência social, restaurantes populares, cozinhas comunitárias e bancos de alimentos.

Produzir alimentos orgânicos e agroecológicos de forma sustentável por meio da mobilização das comunidades locais diversifica a produção e promove a geração de renda. “Desta forma, estimulamos a expansão da comercialização em redes  de cooperativas e associações de agricultores familiares ao mesmo tempo em que incentivamos a permanência do homem no campo”, revela o presidente da Fundação Banco do Brasil José Caetano Minchillo.

Banco de Tecnologias Sociais 
As tecnologias sociais são técnicas, produtos ou metodologias simples, reaplicáveis, de baixo custo e desenvolvidas na interação com a comunidade, aliando o conhecimento técnico-científico com o saber popular.
O Banco de Tecnologias Sociais (BTS) desenvolvido pela Fundação Banco do Brasil reúne 850 iniciativas reconhecidas por promoverem a resolução de problemas comuns às diversas comunidades brasileiras. A consulta pode ser feita por tema (alimentação, educação, energia, habitação, meio ambiente, recursos hídricos, renda e saúde) e outros parâmetros de pesquisa. O acesso está disponível para computadores e dispositivos móveis, nos sistemas Android e iOS.
Dia Nacional de Mobilização Contra o Aedes Aegypti

Fundação BB destaca a tecnologia social que utiliza peixe para combater as larvas do mosquito

Hoje (29/1), dia de mutirão de combate ao mosquito Aedes aegypti, a Fundação Banco do Brasil se une ao Banco do Brasil e demais órgãos públicos federais e empresas públicas na mobilização contra o mosquito transmissor da dengue, chikungunya, zika vírus e febre amarela.

Para tanto, a Fundação BB apresenta o Projeto Dengoso – Utilização de Peixes no Controle de Larvas de Mosquitos, uma tecnologia social desenvolvida para essa finalidade. O projeto consiste em uma prática que reduz o impacto ambiental ao diminuir a utilização de larvicidas e inseticidas. Um peixe conhecido como Barrigudinho, e que se alimenta da larva do mosquito, é disseminado em locais com grande concentração de água, sejam eles bebedouros de animais, piscinas abandonadas, águas acumuladas por chuvas com o povoamento dos reservatórios com o peixe barrigudinho.

A metodologia foi desenvolvida pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária – Embrapa Piauí e faz parte do acervo de tecnologias sociais certificadas pela Fundação BB. Essa e outras 849 soluções estão cadastradas e disponíveis no Banco de Tecnologias Sociais BTS. Esta tecnologia foi implantada inicialmente em Uberlândia (MG), Campo Maior (PI), Tobias Barreto (SE) e Parnaíba (PI).

Banco de Tecnologias Sociais
As tecnologias sociais são técnicas, produtos ou metodologias simples, reaplicáveis, de baixo custo e desenvolvidas na interação com a comunidade, aliando o conhecimento técnico-científico com o saber popular.

O Banco de Tecnologias Sociais (BTS) desenvolvido pela Fundação Banco do Brasil reúne 850 iniciativas reconhecidas por promoverem a resolução de problemas comuns às diversas comunidades brasileiras. O BTS pode ser acessado em computadores e dispositivos móveis para os sistemas Android e iOS.

Tecnologia Social inclusiva é reaplicada em festival internacional de filmes sobre deficiência

Sétima edição do “Assim Vivemos” chega à Brasília, no Centro Cultural Banco do Brasil, de 02 a 14 de março

A inserção social de pessoas com deficiência será o centro das atenções do cinema do Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), em Brasília, entre os dias 02 e 14 de março. O Ministério da Cultura e o Banco do Brasil apresentam a sétima edição do Assim Vivemos – Festival internacional de filmes sobre deficiência, iniciativa bienal realizada desde 2003 que convida o público a refletir sobre preconceito, invisibilidade social, superação, inserção e acessibilidade.

A Tecnologia Social “LibrárioLibras na escola e na vida” marca o início da parceria da Fundação Banco do Brasil com o festival. A tecnologia que vai ser apresentada no festival foi desenvolvida para aproximar as comunidades de ouvintes e surdos, permitir a interação no contexto escolar e social e propiciar a quebra de barreiras da comunicação. O Librário é uma ferramenta pedagógica desenvolvida por um jogo de baralho de pares de cartas com o sinal da Libras, vocábulos em português e imagens que incentivam a aprendizagem da Libras de forma lúdica. Esta iniciativa foi vencedora do Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social, em 2015 e foi apresentada pela Universidade do Estado de Minas Gerais – UEMG.

Festival

O Assim Vivemos – Festival Internacional de Filmes sobre Deficiência chega à capital federal depois de passar pelo CCBB do Rio de Janeiro e de São Paulo, em 2015. Serão exibidos 33 filmes de 20 países, todos com o tema da inclusão, com abordagens e estéticas variadas, curtas, médias e longas-metragens nas categorias ficção e documentário. Entre os mais de 30 títulos selecionados, estão sete produções brasileiras. Entre os países participantes, estão Alemanha, Austrália, Bélgica, Chile, Espanha, França, Irã, Israel, Itália, México, Rússia e Ucrânia.

Pioneiro na utilização da audiodescrição e adequado aos conceitos de acessibilidade, o festival é exibido nas salas de cinema do CCBB, espaços adaptados e preparados para receber todos os tipos de público. O festival foi o primeiro no Brasil a oferecer audiodescrição em todas as sessões e catálogos em Braile e legendas Closed Caption nos filmes e interpretação em LIBRAS nos debates. O Centro Cultural também tem uma arquitetura concebida para garantir o acesso de pessoas com mobilidade reduzida e cadeirantes.

A partir de filmes de diferentes gêneros e estilos, a deficiência é apresentada em sua diversidade, evidenciando o que há de especial em cada ser humano e as mais variadas formas de superar limites. A diretora do festival, Lara Pozzobon, explica que o Assim Vivemos tem as premissas de quebrar preconceitos e lutar pela inclusão social das pessoas com deficiência por meio da arte. Segundo ela, “o grande tema de 2016 é a autonomia, a possibilidade de viver com independência. E esse tema aparece predomintentemente em filmes que tratam das deficiências intelectuais, como autismo e síndrome de Down, mas também em filmes sobre pessoas com deficiência física e paralisia cerebral. É a grande questão do momento: a vida adulta com autonomia”.

Librario

Catadoras ampliam participação feminina em cargos de liderança

Elas estão à frente de entidades que reúnem catadores de materiais recicláveis e representam 70% do total de trabalhadores no ramo



O protagonismo das catadoras de materiais recicláveis merece reconhecimento no Dia Internacional da Mulher. Elas representam 70% dos catadores no Brasil, como aponta um levantamento do Movimento Nacional dos Catadores de Materiais Recicláveis (MNCR). Além disso, promovem uma inversão na tradicional pirâmide de poder do trabalho, ao liderarem muitos empreendimentos solidários no ramo.

Essa realidade também se repete em um dos maiores projetos voltados para a categoria, o Cataforte III – Negócios Sustentáveis em Redes Solidárias. Elas são a maioria nas 33 redes distribuídas em 14 Estados da Federação, com mais de 13 mil catadores de materiais recicláveis. Nos empreendimentos elas participam da coleta nas ruas, fazem a triagem, carregam e descarregam caminhões, independente das condições climáticas.

A presidente da Cooperativa de Trabalho de Produção Central e Regional de Catadores de Materiais Recicláveis do Oeste Paulista (Coopercop), Matilde Ramos da Silva Braz, representa bem essa realidade. Hoje uma liderança respeitada dentro do MNCR e em outras frentes, Matilde começou a frequentar o lixão, na cidade de Ourinhos (SP), aos 8 anos de idade, para ajudar os avós, mãe e irmãos.

Mais tarde, passou a se envolver com o movimento de catadores locais, a participar de congressos e outras ações para o fortalecimento das cooperativas, culminando na implantação da Secretaria das Mulheres Catadoras do Estado de São Paulo, em 2014. “Somos a maioria e precisamos empoderar as mulheres catadoras. E não falo apenas na área do trabalho, mas também da família, creche, escola, saúde, renda".

Fortalecimento das redes

Se há alguns anos perguntassem à catadora de materiais recicláveis Egrinalda dos Santos Silva, de João Pessoa (PB), como vislumbrava o futuro, nem de longe seria o que vive hoje, como presidente da cooperativa Catajampa. “Jamais imaginava ser a representante de uma cooperativa, estar me articulando, ter um conhecimento tão amplo”, comenta ela, que há 20 anos trabalha como catadora de materiais recicláveis.

Egrinalda começou catando os materiais na rua e depois passou pelo lixão – lugar onde chegou a disputar restos de alimentos com urubus. Hoje, se emociona ao lembrar todo o processo até a formação da cooperativa, e agora a articulação em redes, uma das ações do projeto Cataforte.

Além da melhoria nas condições de trabalho e renda a partir do projeto, ela destaca o protagonismo e conhecimento alcançados com as capacitações, encontros, viagens e trocas de experiências com catadores de outros locais do Brasil. “Já fui a São Paulo, Brasília, Bahia. Quem diria!" complementa ela, que faz um contraponto desse momento com aquele vivido anos atrás, ainda no lixão.

Aline de Souza Silva, membro do MNCR e presidente da Central das Cooperativas do Distrito Federal (Centcoop), frisa que as fases anteriores do Cataforte (I e II) foram de suma importância para emancipação e fortalecimento do segmento. Além de capacitar para o associativismo, comercialização em rede, entre outras ações, preparou os catadores de materiais recicláveis para essa terceira fase, uma continuidade que visa, de fato, oportunidades de negócios com prefeituras e iniciativa privada. De acordo com ela, essas ações se refletem em melhorias para as mulheres cujos empreendimentos são assistidos pelo Cataforte III nas mais distintas esferas.

O projeto promove a capacitação, qualificação profissional e melhoria das condições de trabalho dos catadores organizados em associações e cooperativas com base nos princípios da economia solidária. O Cataforte III, articulado pelo Comitê Interministerial para Inclusão Social e Econômica dos Catadores de Materiais Reutilizáveis e Recicláveis (CIISC), é uma parceria entre a Secretaria de Governo, a Fundação Banco do Brasil, o Ministério do Trabalho e Emprego, o Ministério do Meio Ambiente, a Fundação Nacional de Saúde (Funasa), o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), a Petrobras, o Banco do Brasil e o Movimento Nacional de Catadores de Materiais Recicláveis (MNCR).

Fundação BB doa 1,6 tonelada de equipamentos de informática para reciclagem

Estação de Metarreciclagem vai recondicionar os computadores em condições de uso e fazer o descarte apropriado dos resíduos inutilizados

A Fundação Banco do Brasil doou, no final de 2015, cerca de 1,6 tonelada de equipamentos de informática para a ONG Programando o Futuro, em Valparaíso de Goiás (GO). No local, a ONG mantém uma Estação de Metarreciclagem onde faz o recondicionamento dos aparelhos que podem ser reutilizados e recicla os componentes dos que serão descartados.

As etapas de separação e de recondicionamento são feitas por alunos estagiários da Estação de Metarreciclagem, que oferece oficinas de informática para adolescentes e jovens. De acordo com o coordenador da Estação de Metarreciclagem, Wesley Dias, dos mais de cem computadores doados, cerca de 70 serão reaproveitados. Os outros terão os materiais (como ferro, cobre, plásticos e placas de circuito) separados e enviados para empresas licenciadas e que realizam a reciclagem de maneira ambientalmente correta.

O projeto de metarreciclagem é uma tecnologia social certificada pela Fundação BB e isso credenciou a entidade a receber os equipamentos eletrônicos descartados. “As iniciativas desenvolvidas pela Programando o Futuro são reconhecidas pela sua capacidade de inclusão social, geração de trabalho e renda e qualificação dos jovens”, revela o presidente em exercício da Fundação BB, Vagner Lacerda Ribeiro.

Até junho de 2015, cerca de 500 alunos passaram pelos cursos de informática básica, manutenção de computadores, robótica livre e produção de vídeo com dispositivos móveis.

Desde a implantação, em 2011, a Estação de Metarreciclagem já forneceu mais de 5 mil computadores para iniciativas de inclusão digital, como bibliotecas, telecentros, laboratórios em escolas públicas e creches.

Serviço:

Para mais informações sobre os tipos de materiais a serem descartados, os postos de coleta ou como doar lixo eletrônico para o projeto, acesse o site  http://www.doeseucomputador.org.br. A coleta também pode ser agendada pelos telefones: 61-3223-8996 ou 8580-3895 ou por e-mail: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

Residenciais no Ceará terão tecnologias sociais para promover inclusão socioprodutiva
Na última segunda-feira, 7, foram entregues as 2.112 unidades dos conjuntos habitacionais Orgulho Tropical 1 e 2


Nos residenciais Orgulho Tropical 1 e 2, em Sobral, entregues nesta segunda-feira, 7, onde residirão mais de 8,3 mil pessoas, a Fundação BB atua em nova proposta de moradia urbana associada a tecnologia social, no âmbito do Programa Minha Casa Minha Vida. 
São cinco tecnologias sociais que promovem a mobilização e a organização comunitárias, educação, gestão de resíduos sólidos e agricultura urbana, com base nos princípios da agroecologia, todas certificadas pelo Banco de Tecnologias Sociais (BTS). Os empreendimentos contam com 2.112 unidades habitacionais e serão beneficiados com investimento social de R$ 253 mil da Fundação Banco do Brasil para a reaplicação das tecnologias sociais. 
No Ceará, serão investidos cerca de R$ 1 milhão para a reaplicação das tecnologias sociais em 11 empreendimentos de oito municípios. No total, serão atendidas 8.024 unidades habitacionais e cerca de 32 mil pessoas.
"Com este projeto, deseja-se agregar à ocupação do espaço urbano a consciência do estar e pertencer local, como um estímulo ao fortalecimento dos laços entre as famílias, instigando os princípios de associativismo, a participação comunitária e o empoderamento da comunidade", afirma José Caetano Minchillo, presidente da Fundação BB.
Investimentos no Ceará
Nos últimos 10 anos, foram investidos R$ 87,6 milhões na promoção de inclusão socioprodutiva no estado do Ceará, em 114 municípios, beneficiando mais de 238 mil pessoas, em 444 projetos voltados à geração de trabalho e renda e reaplicação de tecnologias sociais nas áreas de agroecologia, agroindústria, água, resíduos sólidos e educação. 
Água
Os investimentos sociais da Fundação BB em água se dão, principalmente, por meio da reaplicação de tecnologias sociais de captação e armazenamento de água da chuva, apoiando a mobilização das comunidades rurais na conquista da autonomia no que diz respeito ao acesso aos recursos hídricos.
Nos últimos três anos, foram implantadas, no Estado, 16.436 cisternas de placas para armazenamento destinado ao consumo familiar. As unidades estão instaladas em 24 municípios, totalizando um investimento de R$ 36,9 milhões. Já a implantação de 1.800 cisternas voltadas para a produção de alimentos e criação de pequenos animais receberam investimento de R$ 19 milhões em 19 municípios cearenses.
Educação
A Fundação BB investe em projetos de educação para uma formação que é construída com o envolvimento dos participantes, a partir da ideia de que a educação emancipa e transforma. Ela está presente nos programas AABB Comunidade e Inclusão Digital, bem como nas mobilizações para a reaplicação das tecnologias sociais e em capacitações profissionais e de gestão de empreendimentos solidários. 
O programa AABB Comunidade oferece complementação escolar para crianças e adolescentes da rede pública de ensino. No Ceará, o investimento no programa foi de R$ 12,9 milhões em 298 projetos, em 35 municípios, nos últimos dez anos. Ao todo, foram atendidos mais de 45.179 alunos.