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Chamada interna está aberta até 3 de fevereiro, para iniciativas voltadas a turmas de jovens e adultos

Os projetos como foco na inclusão social por meio da alfabetização de jovens e adultos podem ser apresentados à Fundação Banco do Brasil até 3 de fevereiro de 2017. Para tanto, é necessário que ao menos um dos alfabetizadores seja cadastrado como Voluntário BB Aposentado Alfabetizador e que tenha participado do curso de formação BB Educar.

O valor de apoio da FBB com recursos não reembolsáveis previstos para cada proposta deverá ser de, no mínimo, R$ 5 mil e no máximo R$ 30 mil. Serão observados, ainda, a ordem de classificação nacional e o limite de investimento de até R$ 500 mil.

Podem participar entidades sem fins lucrativos, legalmente constituídas no país, que atuem no Terceiro Setor, e que possuam cadastro no Banco do Brasil, desde que identificado o apoio de Voluntário BB Aposentado à entidade. Não podem participar clube, sindicato, associação de funcionários de empresas públicas ou privadas (inclusive as do Banco do Brasil), igreja e demais instituições realizadoras de cultos religiosos.

Outras informações sobre apresentação das propostas e formulário da Chamada Interna aqui.

Tecnologia Social de Cuiabá (MT) recebeu investimento social da Fundação BB, em parceria com a Brasilcap, e gera renda para pessoas em situação de vulnerabilidade

Folhas, frutas, legumes e alimentos impróprios para o consumo, que eram jogados no lixo pelos supermercados e restaurantes, geram renda para agricultores familiares de Cuiabá (MT). Desenvolvida há oito anos, a tecnologia social Conexão Cheiro Verde continua reforçando o trabalho de produtores de hortifrutigranjeiros, catadores e recicladores de resíduos sólidos.

Na prática, os cooperados recebem o lixo orgânico de estabelecimentos da região e os transforma em composto orgânico para produção agroecológica de hortaliças. Além de gerar renda para as pessoas da comunidade que estavam em situação de vulnerabilidade socioeconômica, o reaproveitamento do material evita a contaminação do solo por chorume, diminui a emissão de gases do efeito estufa e o volume de resíduos que seriam lançados no lixão.

O trabalho que começou com a venda de cheiro verde foi certificado como tecnologia social pela Fundação Banco do Brasil, em 2009. Hoje, a iniciativa foi ampliada, recebeu uma certificação orgânica e inclui a comercialização de jiló, maxixe, abobrinha, salsa, cebolinha, coentro, couve e agrião em supermercados da rede, além do adubo excedente, cuja renda é revertida para os produtores.

Mensalmente, o instituto processa 50 toneladas de resíduos que, convertidos em composto orgânico, adubam a horta que chega a produzir 150 maços de hortaliças por dia.

O trabalho é desenvolvido pela cooperativa Conexão Verde Vitória, que tem como princípio a economia solidária. Em 2016, a entidade recebeu apoio da Fundação BB, em parceria com a Brasilcap, para reforçar a infraestrutura e melhorar as condições de trabalho. Ao todo, foram investidos cerca de R$200 mil para aquisição de dois carros, um furgão refrigerado, um caminhão com carroceria e embalagens para adubo. Os veículos ajudam a buscar a matéria-prima (restos de verduras e legumes - nos estabelecimentos parceiros) e levar o produto final para a venda (hortaliças e composto orgânico).

Para o coordenador da cooperativa Conexão Verde Vitória, Paulo Wagner Moura, o investimento social é uma oportunidade de ampliar a produção. “Para nós é a esperança de crescimento para que a cooperativa possa se consolidar e ter sustentabilidade financeira. Agora podemos ampliar o nosso mercado, buscar o material orgânico em novos estabelecimentos, o que também melhora ambientalmente nossa cidade, participar de feiras e estabelecer um número maior de clientes para prestação de serviços de compostagem.”

O trabalho da cooperativa Conexão Cheiro Verde foi visitado, na última semana, pelo presidente da Fundação BB, Gerôncio Luna e pelo diretor de desenvolvimento sustentável Rogério Biruel. Os diretores se mostraram animados em ver a transformação que a tecnologia e o investimento social da Fundação proporcionam ao local.

“É muito gratificante ver a vida das pessoas transformadas. Lá em 2009, quando essa tecnologia social (TS) foi certificada pela primeira vez, a Fundação BB já enxergou um potencial de crescimento e o tempo mostrou que essa TS tem efetividade, que tem interação e que muda a realidade dessas pessoas”, destacou Luna.

conexao cheiro verde

Total de recursos não reembolsáveis previstos para cada proposta vai variar de R$ 35 mil a R$ 70 mil

Projetos que contam o envolvimento de aposentados voluntários do Banco do Brasil podem ser apresentados às agências para a edição 2016 Projetos Voluntários BB Integração. Para tanto, os voluntários têm que estar cadastrados no Portal do Voluntariado BB e submeter à Fundação BB as propostas simplificadas até o dia 27 de janeiro de 2017. Elas serão atendidas observando-se a ordem de classificação nacional atentando para o limite de investimento de até R$ 1milhão.

Podem participar entidades sem fins lucrativos, legalmente constituídas no país, que atuem no serceiro setor, e que possuam cadastro no Banco do Brasil, desde que identificado o apoio de voluntário BB aposentado à entidade. Não podem participar clube, sindicato, associação de funcionários de empresas públicas ou privadas (inclusive as do Banco do Brasil), igreja e demais instituições realizadoras de cultos religiosos.

Os projetos deverão ter como foco a inclusão socioprodutiva e a promoção da cidadania por meio da realização de ações relacionadas à implantação, implementação, expansão ou aperfeiçoamento de atividades ou empreendimentos, prioritariamente, relacionados aos vetores de atuação da Fundação Banco do Brasil: Agroecologia, Agroindústria, Água, Educação e Resíduos Sólidos.

O total de recursos não reembolsáveis previstos para cada proposta deverá ser de, no mínimo, R$ 35 mil e, no máximo, de R$ 70 mil.

Outras informações sobre apresentação das propostas e formulário da Chamada Interna aqui.

Assindi assinou convênio com a Fundação BB para perfuração de poço artesiano e implantação de horta comunitária

A Associação Indigenista Assindi Maringá (Assindi) vai receber investimento social da Fundação Banco do Brasil de R$ 41,4 mil para perfuração de poço artesiano e construção de um reservatório de água, que vai garantir o abastecimento das instalações da associação. A ação tem como objetivo melhorar a qualidade de vida e promover a inclusão social dos indígenas. A assinatura do convênio aconteceu no último dia 26.

Desde ano 2000 a Assindi presta apoio aos indígenas artesãos da etnia Kaingang, moradores da terra indígena Ivaí, município de Manoel Ribas, a 180 quilômetros de Maringá (PR). A entidade oferece atendimento socioassistencial, abrigo, vestimentas, alimentação e encaminhamentos para serviços de saúde, cursos profissionalizantes de qualificação do artesanato.

Por morar numa terra pouco produtiva, os Kaingang sobrevivem do trabalho artesanal e precisam se deslocar até Maringá para vender as peças. De acordo com a antropóloga Drieli Vieira, a Assindi recebe indígenas durante todo o ano, alguns de forma provisória e outros por temporadas mais longas, como os que moram com as famílias no período da graduação. “Pretendemos fazer uma horta comunitária, que vai auxiliar na alimentação. Com esse projeto, vamos diminuir gastos com comida, conta de água e, ainda, promover uma alimentação melhor para essa população”, disse.

As crianças também têm um espaço voltado a elas. Em 2012, foi criado o Centro Social Indígena Mitanhue Nhiri, destinado às crianças e adolescentes filhos dos artesãos ou universitários. O centro possui espaço de convívio, com atividades lúdicas, de recreação, de valorização cultural, socioeducativas. Além disso, promove cuidados com a saúde, realiza oficinas e oferece alimentação e alojamento aos participantes.

A assinatura do convênio contou com a presença da presidente da Assindi, Darcy Dias de Souza, do superintendente regional do Banco do Brasil, Clovis Ferreira de Souza, do gerente geral do BB, Edmilson Pedro de Moura e do funcionário do Banco do Brasil – voluntário responsável pela condução do projeto, David Lopes, além de autoridades municipais.

assindi

Projeto do Centro Social Comunitário Tia Angelina vai debater sustentabilidade e formar 200 profissionais

A comunidade do Varjão comemorou a oficialização do projeto Sustentabilidade em Movimento, em Brasília (DF), no dia 24. A iniciativa do Centro Social Comunitário Tia Angelina vai oferecer oficinas de capacitação e empreendedorismo, sempre a partir do viés da sustentabilidade. Além dos cursos de qualificação profissional, haverá encontros de intercâmbio e aprendizagem. O projeto com investimento social de R$ 180 mil da Fundação Banco do Brasil e da Brasilcap objetiva ampliar o campo de trabalho e a geração de renda local. Os equipamentos didáticos serão adquiridos com os recursos do projeto.

O Sustentabilidade em Movimento aposta na demanda por mão-de-obra qualificada para empreendimentos com foco em sustentabilidade e preservação ambiental. O ensino de práticas de culinária, corte e costura e estética capilar, de grande interesse dos habitantes do Varjão, são relacionados a produtos e conceitos da agroecologia. O objetivo é fomentar um debate local sobre sustentabilidade e promover o uso de matéria-primas e insumos adaptados a essa proposta.

Os participantes poderão atuar em pequenos empreendimentos autônomos, com diferencial de mercado e que atendam a um público específico, como, por exemplo, a produção de doces e biscoitos com ingredientes agroecológicos; serviço de cabelereiros com insumos sustentáveis (shampoos, cremes de hidratação, etc); ou, ainda, a confecção de vestuários e acessórios com tecidos, pigmentos, fibras e sementes ecologicamente corretos. “Estamos muito felizes. Nossa missão é empoderar a comunidade e isso passa pela qualificação profissional. Com o projeto Sustentabilidade em Movimento queremos formar 200 profissionais”, promete Nair Queiroz Pessoa, diretora geral do Tia Angelina.

Centro Social
O Varjão, na extremidade norte de Brasília, próximo ao Lago Norte, apresenta índices de vulnerabilidade social, relacionados a desemprego, baixa escolaridade e condições precárias de inclusão social dos cerca de 12 mil moradores. Com mais de 20 anos de atuação, o Centro Social Comunitário Tia Angelina é referência na prestação de serviços sociais e educacionais na localidade. Além de diferentes projetos, a instituição oferece creche, reforço escolar, serviço de convivência, divulga serviços de utilidades gratuitos e vagas de emprego.

A campanha “FBB 30 anos” foi realizada durante o ano de 2015

O case “Fundação Banco do Brasil - Há 30 Anos transformando a história de quem transforma”, inscrito na categoria “Responsabilidade Histórica e Memória Empresarial” possibilitou à FBB a conquista da etapa regional Centro-Oeste e Minas Gerais do Prêmio Aberje 2016 e também a qualificação como finalista da etapa nacional. 

O prêmio organizado pela Associação Brasileira de Comunicação Empresarial – Aberje, em sua 42ª edição, tem o objetivo de reconhecer as melhores práticas da comunicação empresarial brasileira por meio de cases inspiradores e realizados dentro dos princípios da ética e transparência.

O case reflete a atuação da Fundação BB como importante articuladora e agente na redução das desigualdades sociais durante os 30 anos de existência completados em 23.12.2015. A campanha “FBB 30 anos” foi realizada durante o ano de 2015, e finalizada na cerimônia no CCBB-Brasília, em dezembro passado.

As ações de comunicação que foram realizadas tiveram como premissa a exposição qualificada da Fundação BB explorando os ativos imutáveis da marca construídos em toda sua trajetória, como a identidade com o Brasil; a transformação social; o desenvolvimento sustentável; a articulação com movimentos sociais, parceiros estratégicos e participantes; além dos princípios e valores da Fundação BB: respeito cultural; solidariedade econômica; protagonismo social e cuidado ambiental.

Participantes do 10º Encontro de Jornalistas Fundação Banco do Brasil conheceram iniciativa que incentiva a permanência dos jovens no campo

Por Bruno Maciel

A visita ao Centro Agroecológico São Miguel, na sede da AS-PTA Agricultura Familiar, no município de Esperança, na Paraíba, foi o ponto alto do 10º Encontro de Jornalistas Fundação Banco do Brasil. Os 60 jornalistas e profissionais de comunicação observaram de perto o projeto Ecoforte – Redes de Agroecologia na Borborema que incentiva o protagonismo das mulheres nos quintais agroecológicos, o acesso a mercados e feiras agroecológicas e promove os fundos rotativos solidários e os bancos de sementes crioulas. A visita foi realizada dia 22.

Roselita Vitor, uma das lideranças do Polo da Borborema recebeu os convidados e apresentou a situação atual da região. “Aqui já estamos no quinto ano consecutivo de seca. Apesar disso, nós não vemos os animais morrendo. Ao contrário, com a convivência com o semiárido vemos o avanço das feiras agroecológicas e a consolidação do protagonismo das mulheres e da juventude para o desenvolvimento sustentável da região”, disse.

Na sede da entidade os participantes tiveram oportunidade de conhecer as redes de agroecologia da Borborema e de conversar com jovens agricultores que são atendidos pelas ações desenvolvidas pelo projeto.

Em seguida, já na Comunidade Cinza, na zona rural, o primeiro contato com Delfino da Silva Oliveira e sua família. Delfino, um rapaz já experiente aos 23 anos. Hoje é feirante da Ecoborborema e recentemente começou a experimentar a atividade de apicultor. Para ele, participar do projeto, que conta com recursos não reembolsáveis da Fundação Banco do Brasil e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), foi crucial para sua permanência no campo. O sétimo de oito filhos, ele foi o único que não deixou a terra dos pais e que viu na agricultura agroecológica um potencial de renda e qualidade de vida. “Na cidade eu teria um chefe que poderia gritar comigo se eu chegasse atrasado ou não fizesse alguma tarefa. Aqui, eu mesmo começo na hora que tem que começar e termino na hora que tem que terminar. Não tem ninguém reclamando comigo”, explica.

Na propriedade de Delfino também tem tecnologias sociais que tornam a convivência com o semiárido mais tolerável. Ele possui duas cisternas de placas, uma cisterna calçadão e o biodigestor – uma tecnologia que transforma os dejetos animais em gás de cozinha. Hoje ele sabe que essas soluções são eficazes. Mas nem sempre foi assim. “Cavei o buraco e taquei bosta dentro. 10 mil litros! Vamos ver se isso vai dar certo, né?” divertiu-se com as dúvidas iniciais antes de saber que iria produzir gás suficiente para gastar somente um botijão por ano.

Delfino também já foi atendido pelo projeto de reaplicação da tecnologia social PAIS (Produção Agroecológica Integrada e Sustentável). O PAIS prevê a produção de alimentos orgânicos para consumo familiar e incentiva a comercialização do excedente, além de capacitação técnica para as melhores práticas. Com esse conhecimento a lógica de produção se inverteu e, hoje, Delfino produz para vender em uma das 12 feiras agroecológicas do Polo Borborema e consome em casa o excedente da produção. “Aqui não tem desperdício. Se eu não vender na feira, nós comemos em casa. E se não der para a gente comer, a gente dá para os animais”, revela. “Hoje mesmo, a feira foi boa. Só não foi melhor porque eu não tinha mais produtos” diz, animado.

Debate faz parte da programação da décima edição do Encontro de Jornalistas da Fundação BB

Na tarde do segundo dia de evento, os participantes do 10º Encontro de Jornalistas puderam conhecer um pouco mais sobre os projetos que receberam investimento social da Fundação BB. Houve uma roda de conversa com três entidades envolvidas com a produção e comercialização de alimentos da agricultura familiar com base na agroecologia.

O secretário-executivo da Central do Cerrado, Luis Carrazza falou sobre a cooperativa formada por 19 organizações comunitárias de sete estados brasileiros (GO, MT, MS, MG, TO, MA e PA) e os desafios que a entidade tem que enfrentar para colocar os produtos nos diferentes mercados.

“A Central procura incentivar as pessoas a ter um consumo mais crítico e solidário, entendendo a origem, os ganhos e os impactos sociais que cada alimento traz. O alimento que você põe à mesa financia o modelo de produção utilizado para chegar até o consumidor. Nossos produtos já são vendidos no mercado de Pinheiros, em São Paulo, e com essa comercialização a gente consegue mostrar um pouco mais do Brasil aos brasileiros”, explicou.

A Fundação BB já investiu socialmente cerca de R$ 550 mil na cooperativa e contemplou cinco mil produtores. O trabalho das famílias organizadas fortalece a agricultura familiar e insere os produtos de uso sustentável do Cerrado nos mercados nacionais e internacionais, a exemplo do pequi, mel, licuri, castanha babaçu e artesanato.

O Centro Sabiá, apresentado pelo assessor de comercialização e coordenador da produção orgânica no estado de Pernambuco, Davi Fantuzzi, foi uma das entidades selecionadas na região Nordeste para receber o investimento social de R$ 1,2 milhão da Fundação BB e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), por meio do projeto Ecoforte Redes.

As ações são desenvolvidas nos municípios pernambucanos Vitória de Santo Antão, Gravatá, Abreu e Lima, Igarassu, Chã Grande, Bom Jardim, Lagoa de Itaenga e da capital e atendem 210 produtores familiares. “O Ecoforte potencializou o apoio à rede de agricultores e o aporte financeiro que recebemos nos permitiu construir estruturas para as famílias. O projeto nos proporcionou a construção de cozinhas especiais, compra de veículos e ações estruturadas voltadas à juventude e às mulheres”, declarou.

Paulo Petersen falou sobre a atuação da Articulação Nacional de Agroecologia (ANA) - entidade que reúne movimentos, redes e organizações que atuam na promoção da agroecologia, no fortalecimento da produção familiar e na construção de alternativas sustentáveis de desenvolvimento rural.

“É preciso mudar o modelo padrão de produção e consumo. A agricultura é uma atividade econômica feita a partir de trocas com a natureza, e a lógica de desenvolvimento da natureza é deixa-la se reproduzir. Existe a necessidade de mudar os sistemas alimentares, aproximando a produção do consumo, repensando o conceito de território, valorizando as culturas da biodiversidade e construindo um valor econômico e social”, comentou o coordenador executivo.

O projeto da ANA foi habilitado no edital Ecoforte Redes e recebeu R$ 1,8 millhão da Fundação BB, em parceria com o Fundo Amazônia, gerido pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Experiências em internet, rádio e TV, com pautas sobre o semiárido ou com foco em notícias positivas, foram debatidas no segundo dia do Encontro de Jornalistas da Fundação BB

A importância das iniciativas de jornalismo que trazem novas formas de abordar a realidade em diversas plataformas, como contraponto ao discurso tradicional, foi o foco da primeira mesa do dia 20, no 10º Encontro de Jornalistas da Fundação Banco do Brasil, realizado em João Pessoa (PB). Sob o tema “Jornalismo Social em Multiplataformas”, o debate reuniu os jornalistas Rinaldo de Oliveira (criador e diretor do portal Só Notícia Boa, com experiência em diversas emissoras de TVs e rádios); Inácio França(um dos fundadores do coletivo de jornalismo investigativo Marco Zero, e ex- repórter dos jornais Diário Popular (SP), O Globo e Diário de Pernambuco); e Fabíola Moura (professora em Jornalismo em Multimeios da Universidade do Estado da Bahia e coordenadora de programação e jornalismo da TV e Rádio Caatinga).

Fabíola explicou que na webtv e rádio Caatinga a produção busca fazer um trabalho educativo para as pessoas que não conhecem a região do semiárido, principalmente o público infanto-juvenil. “Uma filosofia de produção de conteúdo para a promoção das realidades do semiárido, para desmistificar a imagem que é sempre focada na seca, na pobreza e no flagelo. A ideia é transformar a imagem estática em mil imagens coloridas, que não se limitam ao determinismo da imagem estática.” Para divulgação do conteúdo, há parcerias com emissoras educativas, públicas e estatais.

Para o jornalista Inácio França, do Marco Zero, há muitas iniciativas bem-sucedidas de inclusão social e produtiva no semiárido que devem ser multiplicadas e adotadas como políticas públicas, e a mídia tem importante papel nisso. “Tem comunidades que vivem da produção da agricultura familiar e orgânica, que deixou de ser apenas uma experiência para ser um meio de vida, e precisa se tornar política pública, ter interferência do estado. Para isso o jornalista é um instrumento. Nós nos propomos a garantir a visibilidade para experiências reais com foco na politica pública.”

Rinaldo Oliveira contou que o Só Notícia Boa surgiu de uma experiência pessoal. Ele começou a ter dores de estômago. Os exames deram resultado negativo e o médico disse que o problema era de fundo emocional. Então, sugeriu que ele criasse uma forma de divulgar notícias positivas para equilibrar o volume de reportagens negativas que apresentava todos os dias em telejornal no Distrito Federal. Assim criou um blog, que depois se tornou o portal, hoje acessado por mais de um milhão de pessoas ao mês.

Rinaldo explicou ao público do encontro que a missão do site é muito parecida com a da Fundação BB, que é a de melhorar a vida das pessoas. “Nossa missão é melhorar o dia das pessoas, com histórias positivas, que animam, inspiram, ensinam que elas também podem fazer a diferença. As pessoas que fazem coisas legais têm que aparecer.” E acrescentou com entusiasmo:  “Já viramos referência no jornalismo positivo.”  

Fundação BB organiza evento em João Pessoa (PB) com 60 profissionais de comunicação e convidados

A noite de abertura do 10º Encontro de Jornalistas Fundação Banco do Brasil, no hotel Verde Green, em João Pessoa (PB), contou com a presença de 70 participantes, sendo 60 profissionais de comunicação.

Outras edições do evento já foram realizadas em Fortaleza (CE), Teresina (PI), Belém (PA), Costa do Sauipe (BA), Porto Velho (RO), Ipojuca (PE), Manaus (AM), Natal (RN) e Brasília (DF), este ano chega à capital paraibana para discutir “Comunicação, pautas sociais e engajamento para o desenvolvimento sustentável”. João Pessoa foi escolhida devido ao estado da Paraíba já ter recebido investimentos sociais para execução de projetos e na reaplicação de tecnologias sociais. Nos últimos dez anos, foram investidos pela Fundação BB R$ 78,5 milhões que possibilitaram o atendimento de cerca de 480 mil pessoas em 299 projetos e 108 municípios paraibanos.

A acolhida dos participantes foi feita pelo presidente da Fundação BB, Gerôncio Luna, que na oportunidade falou da satisfação de presidir a instituição, uma das que mais investem na promoção da melhoria da qualidade de vida das famílias. “A Fundação tem um compromisso com o país, com as regiões e com as comunidades, de melhorar a vida das pessoas”, disse.

O Encontro conta com a participação de jornalistas, profissionais de comunicação, parceiros e representantes de entidades que buscam formas inovadoras de comunicar a estratégia de desenvolvimento social do país. Formado por um grupo heterogêneo, os comunicadores atuam em emissoras de televisão, jornais, revistas, sites, rádios e blogs e representam veículos de abrangência regional e nacional.

“A Fundação BB vai além. Ela vai onde nós, funcionários do Banco do Brasil, não conseguimos chegar. Ela chega em lugares onde muitos nem sonham em ter uma conta no banco. Enxergamos a Fundação nas casas de farinha, nas casas de mel, no AABB Comunidade e nos milhares de projetos desenvolvidos por todo país”, declarou Tarcísio Gerotto, gerente de divisão da Unidade de Negócios Sociais e de Desenvolvimento Sustentável do BB.

A superintendente do Banco do Brasil na Paraíba, Maristela Salles, destacou que com a Fundação BB, a Paraíba já foi beneficiada por muitos projetos importantes, a exemplo das cisternas para água de consumo humano.

Em seguida, os participantes assistiram à palestra magna “Novos paradigmas de produção e consumo: Experiências inovadoras e desenvolvimento sustentável”, com o economista, mestre e doutor em desenvolvimento econômico, Leandro Morais. Ele fez uso da sua vasta experiência em Desenvolvimento Territorial, Empreendedorismo Social e Economia Social na organização do livro “Novos Paradigmas” lançado em 2009. O livro é fruto da uma parceria entre o Instituto Pólis e Fundação BB. A publicação foi baseada em experiências, conceitos, iniciativas e ideias que apontavam para os novos modelos de desenvolvimento, com equidade e sustentabilidade.

Leandro destacou que o conceito de desenvolvimento faz referência à riqueza e a forma como ela chega na sociedade. "Experiências de economia solidária apontam no sentido de ampliar a mão de obra local e o encurtamento dos circuitos de produção e consumo", comentou.