Atividades futuras serão voltadas para a redução da pobreza, a promoção da inclusão socioprodutiva e do desenvolvimento sustentável do Brasil

Reduzir a pobreza e promover o desenvolvimento sustentável no País são as expectativas do memorando de entendimento firmado na terça-feira, 7, entre a Fundação BB e o CAF – Banco de Desenvolvimento da América Latina. A atuação conjunta viabilizará projetos de inclusão socioprodutiva, relacionados aos temas Agroecologia, Agroindústria, Água, Educação e Resíduos Sólidos e voltados à adaptação ou mitigação dos efeitos das mudanças climáticas.

O acordo prevê a realização de atividades que amplifiquem a atuação das instituições, tais como estudos e pesquisas, capacitações, intercâmbio de informações, elaboração de publicações e disponibilização de recursos para apoio a projetos conjuntos. “Para nós, esta cooperação é muito valiosa, uma vez que possibilita ao CAF e à Fundação um trabalho conjunto na valorização da inovação social voltada para a melhoria da qualidade de vida e do desenvolvimento sustentável", declarou Victor Rico, diretor-representante do banco no País.

O primeiro fruto da parceria será o apoio do CAF na realização do Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social, reconhecimento bienal que identifica, certifica e promove as tecnologias sociais efetivas na resolução de problemas sociais. O presidente da Fundação BB, Asclepius Soares, explicou que neste ano a certificação de tecnologias sociais contará com uma categoria internacional e que a expertise e o respaldo do CAF podem fortalecer o prêmio. "Esse ano é importantíssimo que o CAF esteja conosco porque  vamos identificar tecnologias da América Latina e Caribe que possam ser reaplicadas no Brasil", afirmou.

Fundado em 1970, o CAF é um banco de desenvolvimento formado por 19 países – 17 da América Latina, além da Espanha e Portugal – e 14 bancos privados da América Latina. A instituição promove um modelo de desenvolvimento sustentável por meio de operações de crédito, recursos não reembolsáveis e apoio em estruturação técnica e financeira de projetos aos setores público e privado.

A realização deste projeto contempla seis Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, que fazem parte da Agenda da Organização das Nações Unidas com metas para o ano de 2030.

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Fundação BB vai destinar R$250 mil para implantação de projeto piloto e formação de pescadores em Governador Valadares (MG)

Transformar pescadores extrativistas, responsáveis pela pesca predatória, em piscicultores, que trabalham com a reprodução dos peixes, é um dos principais objetivos do convênio que foi firmado nesta terça-feira (20) entre a Fundação Banco do Brasil e a Associação dos Pescadores e Amigos do Rio Doce (APARD), em Governador Valadares (MG).

A proposta é a implantação de um projeto piloto de piscicultura, por meio da instalação de tanques redes no Rio Corrente, localizado nas proximidades da rodovia BR 381, que liga os estados de Minas Gerais e Espírito Santo. Além disso, oito pescadores da região vão receber treinamentos semanais para a criação de peixes de maneira sustentável, para geração de renda e o aprendizado de um novo exercício da profissão.

O projeto vai beneficiar pessoas que viviam da pesca no Rio Doce, que ficou poluído após o rompimento da Barragem do Fundão, no município de Mariana, melhorar a qualidade da água e promover a recuperação e o desenvolvimento sustentável da vida aquática na região.

O recurso da Fundação BB, em parceria com o BNDES, de cerca de R$ 250 mil vai ser investido na aquisição de motor de popa, barco de alumínio, uma plataforma flutuante, kit de qualidade da água, rolos de corda, contêiner, um computador, impressora, entre outros.

Para o presidente da APARD, José Francisco Abreu, o convênio vai ajudar também a reduzir a pesca predatória. “Nós queremos fazer com que os pescadores nos ajudem a preservar o rio. Com o exercício dessa nova atividade, eles vão poder gerar renda e entender que o peixe silvestre na água vale mais do que na feira. A gente quer ver o Rio Doce com práticas sustentáveis para no futuro ter um rio rico em vida“.

Projetos Bacia do Rio Doce

As ações de inclusão socioprodutiva na região da Bacia do Rio Doce fazem parte de um acordo entre a Fundação Banco do Brasil e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social – BNDES, anunciados no início de 2016. Na primeira etapa, a Fundação BB havia previsto destinar R$ 10 milhões para apoio a projetos nas áreas urbanas e rural, sendo que 80% serão direcionados a 36 municípios em Minas Gerais e 20% em quatro municípios do Espírito Santo.

Assim como projeto de Governador Valadares, até o final de 2016, 42 outras propostas já foram aprovadas e devem ter início, com o repasse de cerca de R$8,7 milhões. Outros R$500 mil, estão previstos para o começo de 2017.

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